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Audiência apresenta detalhes da desestatização da Celepar e reforça segurança dos dados

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O Governo do Paraná realizou, nesta quarta-feira (3), uma audiência pública para ouvir a sociedade e apresentar as principais informações sobre o processo de desestatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). 

A reunião foi promovida pelo Conselho de Controle das Empresas Estaduais (CCEE), ligado à Casa Civil, e contou com a participação do secretário de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, do diretor Administrativo, Financeiro e Jurídico da Celepar, Guilherme de Abreu e Silva, do diretor-executivo da Ernst & Young, Alexandre Vidal, e da advogada Roberta Rodrigues Rozenthal, do Stocche Forbes Advogados. Tanto a Ernst & Young quanto o Stocche Forbes Advogados apoiam o processo de desestatização.

O processo é guiado pela Lei 22.188/2024. Entre as regras gerais da desestatização estão a manutenção da sede da Celepar no Paraná e a manutenção das infraestruturas físicas de armazenamento no Paraná pelo prazo mínimo de 10 anos, a instituição de uma ação preferencial de classe especial (golden share) para o Estado com poderes de veto, e a criação do Conselho Estadual de Governança Digital e Segurança da Informação para coordenar e implementar políticas, diretrizes e normas para assegurar boas práticas de governança de tecnologia.

Canziani apresentou os objetivos da gestão estadual, que passam, entre outros, por acompanhar tendências globais no mercado de tecnologia, promover serviços digitais mais rápidos, modernos, baratos e com menos burocracia para os cidadãos, enxugar cargos comissionados e acelerar a transformação digital do Estado. A Celepar tem potencial para ser a maior govtech da América Latina.

“A maioria dos países, especialmente os mais desenvolvidos, conta com empresas privadas de tecnologia para desenvolver sistemas de tecnologia e similares para seus governos e entidades estatais. O mercado privado produz tecnologias de maneira mais ágil porque tem mais recursos e menos burocracia. Na era da Inteligência Artificial, a burocracia estatal sufoca empresas públicas de TI e as impede de ter velocidade de resposta e competitividade”, afirmou o secretário.

A Celepar foi criada em 1964 para processar a folha de pagamento de servidores do Estado. Desde o início da era dos computadores, criou ou organizou os sistemas de email e serviços digitais aos cidadãos, como o da Carteira Nacional de Habilitação. Atualmente, ela tem mil funcionários e 35 aplicativos em operação.

“Apesar da sua relevância ao longo do tempo, a companhia enfrenta grandes desafios. No passado, fomos protagonistas da transformação digital do Estado. Mas, hoje, as demandas por tecnologia são maiores e exigem mais rapidez do que conseguimos atender com as limitações da estrutura atual”, disse Abreu e Silva.

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“O novo controlador terá condições de modernizar a infraestrutura, expandir a capacidade de entrega e transformar a empresa em uma organização mais ágil, capaz de atender a demandas cada vez mais complexas do poder público. E, principalmente, vamos conseguir valorizar quem faz a diferença: atraindo e retendo profissionais com condições de carreira e reconhecimento compatíveis com o mercado de tecnologia”, complementou o diretor da Celepar.

Ele também citou o PDV, que deve ser apresentado nesta semana, e está condicionado à desestatização da empresa.

GARANTIA DA PROTEÇÃO DE DADOS – Os especialistas também apresentaram detalhes de como funciona a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e por que o processo de desestatização não coloca em risco os dados dos paranaenses. 

Segundo a LGPD, os dados pertencem aos titulares, que são as pessoas. Essa é uma regra geral. A lei também traz outras figuras. O controlador é a pessoa física ou jurídica que determina como o tratamento dos dados será feito e o operador é a pessoa física ou jurídica que realiza o tratamento dos dados em nome do controlador. Ou seja, nesse processo, os dados seguem sob titularidade das pessoas, o Governo segue sendo o controlador e a nova Celepar será a operadora. 

O controle do tratamento dos dados pessoais permanecerá com os entes públicos, sendo a Celepar mera executora técnica das instruções emitidas por esses entes. Na desestatização, os serviços da Celepar com os órgãos do Executivo ou outros Poderes seguirão respaldados por contratos. Ou seja, nada muda com relação a esse aspecto.

Para atender outra regra da LGPD, que proíbe que entes privados tratem integralmente banco de dados usados  para fins exclusivos de segurança pública, a Secretaria da Segurança Pública e a Celepar decidiram segregar totalmente a gestão e operação de diversos programas utilizados pela Sesp e por órgãos a ela ligados. Ou seja, não há risco de compartilhamento indevido.

“A LGPD assegura que o tratamento de dados pessoais em qualquer modelo de negócio, público ou privado, deve permanecer em conformidade com os princípios e exigências previstos na lei”, disse a advogada do Stocche Forbes Advogados.

Além disso, no Brasil, empresas privadas já atuam como operadores de dados pessoais em diversos setores, inclusive provenientes do setor público. Essas empresas atuam sob fiscalização rígida, sem que isso represente qualquer risco à privacidade dos cidadãos. O arcabouço legal vigente garante que os dados pertencem ao cidadão e não podem ser comercializados se não houver respaldo legal para tanto. 

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Na saúde, hospitais, laboratórios e clínicas privadas lidam rotineiramente com informações como histórico médico, resultados de exames e condições de saúde, sempre com base nas regras da LGPD e do Conselho Federal de Medicina. No setor financeiro, bancos e instituições de pagamento tratam dados como renda, histórico de crédito e até dados biométricos para autenticação de transações. O próprio sistema do PIX, que completa cinco anos, depende majoritariamente da infraestrutura de instituições privadas.

A Celepar tem imagem sólida pelo alto nível de proteção, com datacenter certificado como Tier III (99,982% de disponibilidade e desempenho, para 99,995% do nível IV máximo) pelo Uptime Institute, instituição americana que desenvolveu padrões de construção e operação de datacenters usados em todo o mundo. 

PRÓXIMOS PASSOS – Desde a aprovação da lei foram contratadas assessorias para ajudar no desenvolvimento do projeto. Sempre com apoio da Celepar e supervisão do Estado, foram elaborados o Mapeamento Jurídico e Laudos de Avaliação Econômico-Financeira Independentes (valuation). Além disso, também houve trabalhos relativos ao Data Room, que contempla informações sobre a Companhia para acesso por potenciais interessados. O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) vem acompanhando o processo com acesso aos documentos e resultados dos estudos realizados pelas assessorias. 

Após a audiência pública, as sugestões e comentários escritos serão respondidos em relatório a ser divulgado no site do CCEE, ainda em setembro. Haverá, ainda, a publicação do edital e a realização de roadshow com investidores, culminando no leilão na Bolsa de Valores – B3.

COMO SERÁ O LEILÃO – O leilão será do tipo maior oferta pelo lote único da totalidade de ações de titularidade do Estado, representando o controle acionário da Celepar, excluída uma ação que será convertida em golden share de propriedade do Estado. Será estabelecido no edital um valor e apenas propostas que superarem esse montante serão consideradas válidas.

Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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