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“Bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática”, diz Lula na abertura da Assembleia-Geral da ONU

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No discurso de abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (23/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é necessário passar da negociação para a implementação dos acordos climáticos firmados na última última década, desde a assinatura do Acordo de Paris. “Bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática”, destacou em Nova York, nos Estados Unidos, ao criticar conflitos atualmente em curso, como as guerras na Ucrânia e Palestina.

Lula frisou a importância de que os países apresentem seus compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa para 2035, as NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas, na tradução para o português), até a COP30, Conferência do Clima da ONU que ocorre em Belém (PA) em novembro. “Sem ter o quadro completo das Contribuições Nacionalmente Determinadas (as NDCs), caminharemos de olhos vendados para o abismo”, declarou. 

Até o momento, 49 nações submeteram suas metas à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Liderando pelo exemplo, o Brasil lançou o seu ainda em novembro de 2024, durante a COP29, no Azerbaijão. Por meio dela, o país se comprometeu a reduzir de 59% a 67% as emissões de todos os gases-estufa até 2035 na comparação aos níveis de 2005, abrangendo todos os setores da economia.

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“A COP30, em Belém, será a COP da verdade. Será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta”, enfatizou. “Em Belém, o mundo vai conhecer a realidade da Amazônia.”

Fundo Florestas Tropicais para Sempre

O presidente mencionou que, desde o início de seu governo, o desmatamento na Amazônia já foi reduzido quase pela metade – em 46% em 2024 na comparação a 2022, segundo o sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Para atingir a meta de zerá-lo até 2030, disse, é necessário garantir condições dignas de vida para seus milhões de habitantes. “Fomentar o desenvolvimento sustentável é o objetivo do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que o Brasil pretende lançar para remunerar os países que mantêm suas florestas em pé”, citou.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) é um mecanismo financeiro inédito para realizar pagamentos permanentes, em larga escala e baseados em desempenho a países tropicais que conservam suas florestas. Liderado pelo Brasil, é uma das principais entregas da COP30 e pode beneficiar mais de 70 países em desenvolvimento, que abrigam cerca de 1 bilhão de hectares de florestas tropicais e subtropicais úmidas. Pretende arrecadar US$ 25 bilhões de países soberanos, para alavancar outros US$ 100 bilhões de investidores do mercado privado.

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Diferentemente de outros mecanismos de financiamento ambiental, o TFFF não se baseia em doações, mas em investimento feito por países, filantropias e empresas em um fundo. O capital total será, então, aplicado em uma carteira diversificada de ativos de renda fixa de longo prazo, com grau de classificação de risco, administrada por gestores internacionais – de acordo com a Nota Conceitual do TFFF, ficam vedados investimentos que causem impacto ambiental significativo (como desmatamento ou emissões de gases de efeito estufa), o que inclui não investir em atividades relacionadas a carvão, turfa, petróleo e gás. 

Conselho climático

Lula defendeu, por fim, a criação de um conselho para monitorar a implementação dos acordos climáticos. “É chegado o momento de passar da fase de negociação para a etapa de implementação. O mundo deve muito ao regime criado pela Convenção do Clima. Mas é necessário trazer o combate à mudança do clima para o coração da ONU, para que ela tenha a atenção que merece. Um Conselho vinculado à Assembleia Geral com força e legitimidade para monitorar compromissos dará coerência à ação climática”, apontou.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 
 

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Ministro do Turismo prestigia São João de Maracanaú e destaca força dos festejos juninos para a economia e o desenvolvimento regional

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, prestigiou nesta quinta-feira (18) o São João de Maracanaú, no Ceará, um dos mais importantes e relevantes festejos juninos do país. Realizado até 28 de junho, no Parque de Eventos Narciso Pessoa de Araújo, a edição deste ano traz o tema “No País do Futebol, quem Domina é o Forró” e conta com mais de 40 shows gratuitos, apresentações de quadrilhas juninas, cidade cenográfica e uma série de atrações que celebram a cultura nordestina.

Considerado um dos maiores eventos do gênero no Brasil, o festival tem expectativa de receber 2,7 milhões de pessoas e movimentar cerca de R$ 100 milhões ao longo de sua programação.

Nesta quinta, o ministro destacou a importância dos festejos juninos para o fortalecimento do setor e da economia do país. “Além de preservarem nossas tradições e fortalecerem a identidade do povo nordestino, os festejos são grandes impulsionadores do turismo, movimentando hotéis, restaurantes, comércio e diversos segmentos da economia. O São João de Maracanaú é um exemplo de como a cultura se transforma em desenvolvimento e oportunidades para a população, gerando emprego e renda”, afirmou.

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Tradição e impacto econômico

Com sete festivais regionais e nacionais, o São João de Maracanaú reúne cerca de 250 grupos juninos, atraindo quadrilhas do Ceará, de vários estados do Nordeste e de outras regiões do país.

Uma tradição mantida na programação é o casamento coletivo, que celebra o amor e preserva costumes e tradições que marcam a identidade dos festejos juninos no Brasil.

Em todo o Brasil, os festejos juninos movimentam milhões de turistas e fortalecem a cadeia produtiva do turismo. Um levantamento do Ministério do Turismo indica que a movimentação econômica no mês de junho chegará a R$ 2,4 bilhões, considerando apenas cinco dos principais destinos juninos do país.

Cultura e inclusão

Além da valorização cultural e da geração de emprego e renda, os festejos juninos também representam uma oportunidade para promover a inclusão, combater o racismo e fortalecer a igualdade racial.

Em Campina Grande (PB), uma ação inédita voltada aos trabalhadores do São João, ofereceu capacitação sobre o tema, contribuindo para um ambiente mais acolhedor. A iniciativa teve como uma das referências um boletim do Ministério do Turism dedicado ao afroturismo, que apresenta a história, a relação com os patrimônios culturais brasileiros, o perfil da demanda, a oferta nas regiões brasileiras e o programa Rotas Negras.

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Como forma de valorizar e dar visibilidade aos saberes, às tradições e às histórias que mantêm viva essa manifestação cultural, o Ministério do Turismo também lançou o projeto “Destino: Festas Juninas”.

A iniciativa reúne uma websérie, que está disponível nas redes sociais da pasta, e uma série de rádio nas principais plataformas de áudio, para contar as histórias daqueles que fazem dos festejos juninos um dos maiores patrimônios culturais e turísticos do Brasil.

Por Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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