Política Nacional
Bolsonaro sinaliza a Macron que Brasil vai continuar no Acordo do Clima de Paris
O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da França, Emmanuel Macron, tiveram um encontro de 20 minutos em Osaka, no Japão, durante o G20. Bolsonaro sinalizou a Macron que o Brasil vai continuar no Acordo do Clima de Paris e disse esperar o apoio da França para o acordo de livre comércio da União Europeia com o Mercosul.
A posição do presidente brasileiro reforça o compromisso sobre o tema firmado mais pelos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
“Continuamos comprometidos com a plena implementação do Acordo de Paris, adotado sob os princípios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a mudança climática (UNFCCC), inclusive os princípios das responsabilidades comuns porém diferenciadas e respectivas capacidades, à luz de diferentes circunstâncias nacionais”, diz o texto.
Na quinta-feira (27), Macron havia dito que não assinaria nenhum acordo comercial com o Brasil se Bolsonaro se retirasse do acordo climático de Paris, ameaçando colocar um entrave nos trabalhos das negociações comerciais UE-Mercosul.
Negociação avança
Nesta sexta, o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou em entrevista coletiva que o governo brasileiro espera que a União Europeia e o Mercosul cheguem a um acordo em breve em Bruxelas.
“O acordo estava muito avançado e nós ainda temos um dia para tratar dos últimos pontos. Estamos bastante esperançosos de que esse acordo possa ser divulgado o mais pronto possível”, declarou.
Quando questionado se o anúncio do acordo poderia ser feito no sábado, ele respondeu: “Temos a esperança de que sim”.
Barros disse ter conversado com o embaixador Otávio Brandelli, que está em contato com o chanceler Ernesto Araújo. Porém, não soube esclarecer o que ainda falta para o acordo ser fechado.
Acordo de Paris
Assinado em dezembro de 2015, o Acordo de Paris criou metas para que os países consigam manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC. O tratado mundial prevê a redução da emissão de gases que aumentam a temperatura do planeta. Os países ricos devem garantir um financiamento de US$ 100 bilhões por ano, e os compromissos deverão ser revistos a cada 5 anos. Ou seja, em 2020 haverá uma nova reunião-chave internacional para calibrar as metas e garantir uma melhor preservação do planeta.
Durante a campanha eleitoral, no ano passado, Bolsonaro disse que poderia retirar o Brasil do Acordo de Paris. Em dezembro, já eleito, afirmou que só iria sair se acordo não fosse alterado.
No início do ano, em encontro com executivos no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o presidente disse que, por ora, o Brasil não deixaria o acordo.
Na reunião com Macron, Bolsonaro também discutiu temas como relações na fronteira Brasil-Guiana Francesa e aproximação na área de defesa. Bolsonaro convidou o francês para visitar a Amazônia.
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Líderes do G20 posam para foto tradicional em Osaka, no Japão — Foto: Ludovic Marin / AFP Photo
Desencontros
O governo brasileiro havia informado, na quarta-feira (26), que a agenda de Bolsonaro no Japão incluiria encontros com Macron e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A reunião com o presidente francês foi cancelada depois, sem que qualquer um dos lados informasse o motivo. Segundo a BBC News Brasil, integrantes da delegação de Macron que estão no Japão disseram que nunca houve uma previsão de encontro oficial com Bolsonaro, mas apenas de uma breve conversa informal, após o almoço dos líderes.
“Soubemos pela imprensa que havia reunião bilateral. Nunca houve essa previsão. O que há é uma conversa informal, após o almoço, num ambiente comum”, disseram integrantes da delegação francesa à BBC.
A BBC News Brasil perguntou às assessorias de imprensa do Planalto e do Itamaraty se confirmavam a informação da França, mas recebeu como resposta que a questão seria esclarecida pelo porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros.
O encontro de Bolsonaro com Trump ocorreu nesta sexta, e os dois discutiram mais sanções econômicas tanto para Venezuela como para Cuba, de acordo com declaração à TV Globo de Eduardo Bolsonaro, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.
Por Nilson Klava, TV Globo
Política Nacional
Programa Jovem Senador ganha destaque em documentário
O Programa Jovem Senador foi destaque no documentário Eleições 2026: o que pensam os jovens que vão votar pela 1ª vez, exibido pela GloboNews. A produção acompanhou o jovem senador do Distrito Federal, Calebe Fernandes Freire, durante a Semana de Vivência Legislativa do programa, realizada este ano entre 17 e 21 de agosto.
Ao retratar as expectativas, os desafios e as perspectivas de jovens brasileiros diante do primeiro voto, o documentário mostrou o papel do Programa Jovem Senador na formação de cidadãos.
Para o coordenador-geral da Secretaria de Relações Públicas do Senado, Daniel Souza, a repercussão fortalece a iniciativa.
— Esse documentário é um retrato relevante dos jovens no país. E dialoga muito com o Programa Jovem Senador, pois reforça a importância da atuação política como elemento de transformação social — afirmou Daniel.
Durante a reportagem, Calebe defendeu o engajamento dos jovens nas decisões de impacto sobre a sociedade.
— Nós, jovens, estamos muito preocupados em passar no vestibular e conseguir um emprego, e acabamos não tendo um pensamento de longo prazo. Para mim, qualquer forma de ter um papel ativo naquilo que importa é válida. O voto é o maior mecanismo da democracia hoje — disse ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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