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Bolsas globais operam mistas e Ibovespa ronda estabilidade com pressão da inflação e tensão geopolítica

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Os mercados financeiros globais operam em clima de cautela nesta terça-feira, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Irã, ao comportamento das commodities e aos novos indicadores econômicos divulgados nas principais economias do mundo. No Brasil, o Ibovespa abriu próximo da estabilidade, pressionado pela prévia da inflação oficial e pela volatilidade externa.

Nos Estados Unidos, os índices futuros de Wall Street registravam alta nas primeiras horas do dia. Os contratos do Dow Jones avançavam 0,45%, enquanto o S&P 500 subia 0,31%. Já o Nasdaq, fortemente concentrado em empresas de tecnologia, apresentava valorização de 0,48%, refletindo o apetite dos investidores por ações do setor de inteligência artificial e semicondutores.

Na Europa, o mercado acionário operava majoritariamente em terreno positivo. O índice pan-europeu STOXX 600 avançava 0,43%, sustentado principalmente pelas ações industriais e do setor financeiro. Na Alemanha, o DAX subia 0,7%, enquanto o CAC 40, da França, avançava 0,5%. O único destaque negativo entre as principais bolsas europeias era o FTSE 100, do Reino Unido, que recuava 0,1%.

Na Ásia, o fechamento foi predominantemente negativo. As bolsas chinesas recuaram diante das preocupações com o ritmo de crescimento da economia do país e da realização de lucros após recentes altas. O índice de Xangai caiu 1,25%, enquanto o CSI300 recuou 0,80%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,06%. No Japão, o Nikkei encerrou praticamente estável, refletindo cautela dos investidores diante da valorização do iene e das incertezas externas.

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Ibovespa reage ao IPCA-15 e ao cenário internacional

No mercado brasileiro, o Ibovespa oscilava próximo dos 177 mil pontos durante a abertura dos negócios, em um pregão marcado pela divulgação do IPCA-15 de maio. A prévia da inflação oficial subiu 0,62% no mês, acima das expectativas do mercado, aumentando a percepção de cautela em relação ao cenário de juros no país.

Com a leitura inflacionária mais forte, os contratos de juros futuros passaram a operar em alta, refletindo preocupação dos investidores com o ritmo do processo de flexibilização monetária pelo Banco Central.

O dólar comercial também operava em valorização frente ao real, sendo negociado na faixa de R$ 5,03, acompanhando o movimento global de aversão ao risco e a busca por ativos considerados mais seguros.

Petróleo e commodities seguem no radar

O petróleo continua sendo um dos principais vetores de volatilidade dos mercados globais. As tensões envolvendo o Oriente Médio elevam as preocupações sobre possíveis impactos logísticos no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

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Esse movimento mantém os investidores atentos às oscilações das commodities energéticas, que influenciam diretamente moedas emergentes, inflação global e ações ligadas ao setor de energia.

Além do petróleo, o mercado acompanha o desempenho de commodities agrícolas e metálicas, em meio às expectativas sobre demanda chinesa, política monetária dos Estados Unidos e crescimento econômico global.

Investidores mantêm cautela

Analistas destacam que o ambiente permanece sensível aos dados econômicos e às questões geopolíticas. Nos próximos dias, o foco continuará voltado para indicadores de inflação, decisões de bancos centrais e possíveis desdobramentos diplomáticos no Oriente Médio.

No Brasil, investidores seguem monitorando o comportamento fiscal, a trajetória dos juros e os impactos da inflação sobre o consumo e a atividade econômica. Enquanto isso, a volatilidade externa deve continuar influenciando o humor da Bolsa brasileira e o desempenho do câmbio ao longo da semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até o dia 30 para entregar declaração do ITR e evitar multa

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Proprietários e possuidores de imóveis rurais têm até as 23h59 de 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 50, além de possíveis dificuldades para comprovar a regularidade fiscal da propriedade.

A obrigação alcança pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóveis rurais. Também precisam declarar usufrutuários, condôminos e contribuintes que tenham perdido a posse ou a propriedade entre 1º de janeiro e a data da entrega, inclusive em casos de transferência ou incorporação da área ao patrimônio do expropriante.

As situações de imunidade e isenção previstas na legislação permanecem fora da obrigatoriedade. Como o enquadramento depende das características do imóvel, da área e da forma de exploração, o produtor deve confirmar se a propriedade atende aos requisitos antes de deixar de apresentar a declaração.

A principal mudança em 2026 está no canal de entrega. Todas as pessoas jurídicas, independentemente do tamanho do imóvel, e as pessoas físicas com propriedades superiores a 100 hectares devem utilizar obrigatoriamente o serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal.

O acesso exige conta gov.br nos níveis Prata ou Ouro e pode ser realizado por computador, celular ou tablet. O próprio contribuinte pode entregar a declaração ou autorizar um procurador digital.

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A plataforma reúne os imóveis vinculados ao mesmo contribuinte, recupera dados cadastrais, permite preencher e transmitir declarações, consultar recibos e fazer retificações. Quem possui várias propriedades também pode importar e enviar declarações em lote.

Pessoas físicas com imóvel rural de até 100 hectares podem escolher entre o serviço digital e o Programa ITR 2026 instalado no computador. Essa alternativa não está disponível para pessoas jurídicas nem para pessoas físicas com áreas superiores a 100 hectares.

A Receita Federal recomenda verificar os dados cadastrais da propriedade antes da transmissão. Informações incorretas sobre área, utilização do imóvel, atividades produtivas e áreas ambientais podem provocar divergências, cobrança adicional de imposto ou necessidade de retificação.

Caso o contribuinte identifique erro, omissão ou informação inexata depois do envio, poderá apresentar uma declaração retificadora, desde que a Receita ainda não tenha iniciado um procedimento de fiscalização. A nova declaração substitui integralmente a anterior.

O imposto inferior a R$ 100 deve ser pago de uma única vez até 30 de setembro. Valores a partir de R$ 100 podem ser divididos em até quatro parcelas mensais e sucessivas, desde que nenhuma seja inferior a R$ 50. A primeira parcela também vence no último dia do prazo.

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Na versão web, o pagamento pode ser realizado por Pix, transferência eletrônica disponível, cartão de crédito ou Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Eventuais encargos cobrados pela instituição financeira ou operadora do cartão devem ser observados pelo contribuinte.

A entrega em atraso gera multa de 1% por mês ou fração, calculada sobre o imposto devido. O valor mínimo da penalidade é de R$ 50, mesmo quando o imposto apurado for menor.

Além da multa, a pendência pode dificultar a emissão de certidões e a comprovação da regularidade fiscal do imóvel. Essa documentação costuma ser analisada em operações de crédito rural, financiamentos, garantias, compra e venda e transferência da propriedade.

Em 2025, a Receita Federal recebeu quase 6 milhões de declarações dentro do prazo. Com a proximidade do encerramento do período de entrega, a recomendação é não deixar o envio para o último dia, principalmente para quem ainda precisa aumentar o nível da conta gov.br, corrigir dados cadastrais ou reunir informações sobre a propriedade.

Fonte: Pensar Agro

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