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Bolsas da China encerram semana em queda após trégua comercial entre EUA e Pequim

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As bolsas chinesas fecharam a semana em queda, após alcançarem nesta semana o maior nível dos últimos dez anos. O movimento foi marcado pela realização de lucros dos investidores, que preferiram adotar uma postura mais cautelosa após a trégua comercial entre China e Estados Unidos. O foco agora se volta para os resultados corporativos domésticos e os fundamentos econômicos do país.

Trégua comercial impulsiona otimismo, mas mercado adota cautela

Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter chegado a um acordo com o presidente chinês, Xi Jinping, para reduzir tarifas sobre produtos chineses. Em contrapartida, Pequim se comprometeu a conter o comércio ilegal de fentanil, retomar as compras de soja americana e manter o fluxo de exportações de terras raras.

O anúncio provocou euforia nos primeiros dias da semana, mas o entusiasmo foi substituído pela prudência dos investidores, que aproveitaram o momento para realizar lucros após as fortes altas recentes.

Principais índices chineses recuam com realização de lucros

No fechamento dos mercados, o índice de Xangai caiu 0,8%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,5%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, encerrou o dia com queda de 1,4%.

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De acordo com Zeng Wenkai, diretor de investimentos da Shengqi Asset Management Co., esse tipo de reação é comum no mercado chinês.

“Quando surgem boas notícias, os preços caem. Ainda assim, continuamos otimistas. O nível de 4.000 pontos pode ser testado novamente, mas a tendência geral segue positiva”, afirmou o executivo.

Índice de Xangai ultrapassa 4.000 pontos pela primeira vez em 10 anos

Durante a semana, o Índice Composto de Xangai ultrapassou a marca simbólica de 4.000 pontos, algo que não ocorria há uma década. O avanço foi impulsionado pelo otimismo em torno do possível acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Apesar do bom desempenho no início da semana, o CSI300 acumulou queda semanal de 0,4%, enquanto o Hang Seng recuou 0,8%.

Setor de tecnologia e inteligência artificial lideram as quedas

As ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores concentraram as maiores perdas. O Índice STAR50 teve retração de 3,1%, enquanto as companhias de semicondutores caíram 3,6%. As principais empresas de tecnologia negociadas em Hong Kong também registraram desvalorização de 2,4%.

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Mercados asiáticos têm desempenho misto

Entre as demais bolsas da Ásia, o desempenho foi variado. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 2,12%, encerrando aos 52.411 pontos. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,43%, para 25.906 pontos.

Em Xangai, o SSEC recuou 0,81%, fechando aos 3.954 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, perdeu 1,47%, a 4.640 pontos.

Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,50%, atingindo 4.107 pontos. Em Taiwan, o Taiex registrou leve queda de 0,19%, para 28.233 pontos. Já em Cingapura, o Straits Times recuou 0,07%, aos 4.434 pontos, enquanto em Sydney, o S&P/ASX 200 teve queda marginal de 0,04%, fechando em 8.881 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso aposta em florestas plantadas para garantir biomassa ao setor de etanol

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O avanço da produção de etanol de milho em Mato Grosso tem levantado um alerta sobre a disponibilidade de biomassa para abastecer as caldeiras das usinas. Segundo o governo estadual, a utilização de madeira proveniente da supressão vegetal não será suficiente para atender à demanda crescente do setor.

Diante desse cenário, o Estado lançou um plano estratégico para ampliar a produção de biomassa de origem sustentável, com foco no uso industrial.

Crescimento do etanol de milho pressiona demanda por biomassa

O aumento acelerado das usinas de etanol de milho tem elevado significativamente a necessidade de matéria-prima para geração de energia. Atualmente, a biomassa utilizada nas caldeiras inclui tanto madeira nativa quanto madeira de florestas plantadas, como o eucalipto.

No entanto, o governo avalia que a oferta proveniente da supressão vegetal — permitida dentro dos limites legais — não será suficiente para sustentar a expansão do setor no longo prazo.

Plano estadual prevê expansão de florestas plantadas até 2040

Para enfrentar esse desafio, Mato Grosso lançou, no fim de março, um plano com horizonte até 2040 que prevê a ampliação das áreas de florestas plantadas no Estado.

A meta é expandir a área atual de aproximadamente 200 mil hectares para cerca de 700 mil hectares, garantindo maior oferta de biomassa de origem renovável e reduzindo a dependência de madeira nativa.

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Debate ambiental envolve uso de madeira nativa

O tema ganhou relevância após a realização de uma audiência pública, no início do mês, que discutiu o uso de vegetação nativa nos Planos de Suprimento Sustentável (PSS) por grandes consumidores de matéria-prima florestal.

A discussão ocorre também no contexto de um inquérito aberto pelo Ministério Público em 2024, que investiga possíveis irregularidades no uso de madeira nativa por indústrias, incluindo usinas de etanol.

Apesar disso, o governo estadual afirma que não há ilegalidade nos processos atuais, destacando que a legislação brasileira permite ao produtor rural realizar a supressão de parte da vegetação em sua propriedade, gerando biomassa para uso econômico.

Transição busca reduzir dependência de vegetação nativa

Mesmo com respaldo legal, o Estado reconhece que o uso contínuo de madeira oriunda da supressão vegetal não é sustentável do ponto de vista estratégico.

Por isso, o plano prevê uma fase de transição, com incentivo à substituição gradual dessa fonte por biomassa proveniente de florestas plantadas e manejo sustentável.

A expectativa é que, até 2035, políticas de descarbonização contribuam para reduzir significativamente a dependência da supressão de vegetação nativa.

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Oferta futura pode ser insuficiente sem planejamento

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, mesmo que Mato Grosso ainda possua áreas passíveis de supressão no futuro, o volume disponível não será suficiente para atender à demanda crescente da indústria.

Esse cenário reforça a necessidade de planejamento antecipado para garantir o abastecimento energético das usinas e evitar gargalos na expansão do setor.

Potencial para manejo sustentável e reflorestamento

O Estado destaca que cerca de 60% do território de Mato Grosso permanece preservado, com potencial para geração de biomassa por meio de manejo florestal sustentável.

Além disso, há áreas degradadas ou com baixa produtividade que podem ser destinadas ao reflorestamento, ampliando a oferta de matéria-prima sem pressionar novas áreas de vegetação nativa.

Expansão do setor de etanol reforça urgência da estratégia

Mato Grosso, maior produtor de etanol de milho do país, contava até o ano passado com dez usinas em operação, além de diversos projetos em desenvolvimento.

Diante desse cenário de crescimento, o fortalecimento de uma base sustentável de biomassa se torna essencial para garantir a continuidade da expansão industrial com equilíbrio ambiental e segurança energética.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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