Agro
Banco Central reforça convicção de que Selic em 15% manterá inflação dentro da meta
Selic permanece em 15% para garantir meta de inflação
O Banco Central (BC) afirmou na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que mantém maior convicção de que a taxa Selic em 15% ao ano por período prolongado será suficiente para levar a inflação à meta de 3%.
O BC destacou que, com o cenário econômico evoluindo conforme esperado, o Comitê decidiu manter a Selic inalterada e reforçar que a taxa atual é adequada para assegurar a convergência da inflação.
Dados de inflação mostram desaceleração
Segundo a ata, os indicadores recentes mostram dinâmica de inflação mais benigna que o esperado, incluindo sinais de arrefecimento nos preços de serviços, setor que tradicionalmente apresenta maior resistência devido ao comportamento inercial.
“A inflação de serviços também apresentou algum arrefecimento, mas ainda se mostra mais resiliente, respondendo a um mercado de trabalho dinâmico e a uma atividade econômica em moderação gradual”, afirmou o BC.
Além disso, a autarquia removeu da ata o trecho de setembro que indicava que os núcleos de inflação permaneciam acima do nível compatível com a meta.
Expectativas de mercado e política monetária
A ata reforça que as expectativas de inflação seguem em trajetória de queda, embora mais concentradas em horizontes curtos. O BC avalia que perseverança, firmeza e serenidade na política monetária serão fundamentais para manter a convergência da inflação à meta com menor custo para a economia.
O documento também confirma que a atividade econômica mantém trajetória de crescimento moderado, sinalizando que o cenário esperado pelo BC está se concretizando.
Impacto do projeto de isenção do Imposto de Renda
A autarquia informou que já incorporou em suas projeções uma estimativa preliminar do impacto do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda, aprovado pelo Congresso e previsto para entrar em vigor em 2026. O BC ressaltou que a estimativa é bastante incerta.
“Esta postura conservadora e dependente de dados é reforçada por exemplos recentes de medidas fiscais e creditícias que não provocaram divergências relevantes em relação ao cenário esperado”, concluiu a ata.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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