Agro
Boi gordo sobe em São Paulo com oferta restrita e expectativa de reação no consumo
Cotação do boi gordo avança nas praças paulistas
O mercado do boi gordo registrou alta nas praças paulistas, impulsionado principalmente pela menor oferta de animais prontos para abate. Mesmo com o enfraquecimento das vendas no mercado interno típico do fim de mês, a restrição na disponibilidade tem sustentado as cotações.
Nesse cenário, o preço do boi gordo subiu R$ 3,00 por arroba, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis. As escalas de abate seguem relativamente curtas, atendendo, em média, a seis dias, o que reforça o viés de sustentação dos preços no curto prazo.
Mercado físico segue firme com oferta enxuta
O atual momento do mercado pecuário é marcado por uma oferta mais limitada de animais terminados, o que mantém o equilíbrio entre oferta e demanda, mesmo diante de um consumo mais moderado.
Esse comportamento é comum no encerramento do mês, quando o poder de compra do consumidor tende a diminuir, impactando o ritmo das negociações no varejo.
Acre mantém estabilidade nas cotações
Na praça do Acre, o mercado apresentou estabilidade, sem alterações nas cotações para nenhuma das categorias monitoradas.
O cenário indica equilíbrio local entre oferta e demanda, sem pressões significativas de alta ou baixa no curto prazo.
Atacado reage com alta nas carcaças bovinas
No mercado atacadista de carne com osso, a semana foi marcada por menor volume de vendas no varejo, refletindo diretamente na redução dos pedidos. Ainda assim, a oferta mais restrita de carne contribuiu para a sustentação e leve alta nos preços.
As carcaças casadas apresentaram valorização generalizada:
- Boi capão: alta de 1,5% (+R$ 0,35/kg)
- Boi inteiro: alta de 1,6% (+R$ 0,35/kg)
- Vaca: alta de 1,9% (+R$ 0,40/kg)
- Novilha: alta de 1,6% (+R$ 0,35/kg)
Esse movimento reforça a tendência de firmeza nos preços mesmo em um ambiente de demanda mais contida.
Expectativa de melhora no consumo com início de mês e Páscoa
A perspectiva para os próximos dias é de retomada gradual da demanda no varejo, impulsionada pela entrada de salários, pagamento de benefícios e pela proximidade da Páscoa.
Esse aumento no consumo tende a refletir positivamente também no mercado atacadista, fortalecendo ainda mais as cotações da carne bovina.
Proteínas concorrentes apresentam movimentos distintos
No mercado de proteínas alternativas, o frango registrou valorização, enquanto a carne suína apresentou recuo nos preços:
- Frango médio: alta de 6,5% (+R$ 0,40/kg)
- Suíno especial: queda de 4,8% (-R$ 0,50/kg)
Esses movimentos indicam uma dinâmica distinta entre as proteínas, influenciada tanto pela oferta quanto pela demanda em cada segmento.
Cenário atual reforça sustentação do mercado do boi gordo
O mercado do boi gordo segue sustentado pela combinação de oferta restrita e expectativa de melhora no consumo interno.
No curto prazo, a tendência é de manutenção desse cenário firme, especialmente com o avanço do início de mês e o aquecimento típico da demanda sazonal da Páscoa, fatores que podem consolidar novas altas nas cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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