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Bioinseticidas ampliam controle de pragas no milho em até 58,8%, aponta Cogny

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O manejo de pragas no milho enfrenta desafios crescentes no Brasil, com insetos como a cigarrinha-do-milho, o percevejo barriga-verde e a lagarta-do-cartucho pressionando produtores a buscar estratégias mais eficientes e sustentáveis. Nesse contexto, estudos conduzidos pelo ecossistema Cogny indicam que a combinação de bioinseticidas com o manejo químico tradicional pode reduzir os danos em até 58,8% e gerar aumento de produtividade de até 24,2 sacas por hectare.

Como funcionam os bioinseticidas

O controle biológico utiliza microrganismos como fungos entomopatogênicos e baculovírus, que atacam pragas de forma direcionada. Diferente do manejo exclusivamente químico, essas tecnologias atuam como complemento dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP), prolongando a proteção da lavoura, preservando a eficácia dos produtos químicos e reduzindo a pressão de seleção por resistência.

Ensaios mostram eficiência superior

Um dos produtos avaliados, com princípio ativo exclusivo BB15 e formulação em dispersão em óleo (OD), foi testado em Guarapuava (PR) na safra 2023/24. Associado ao manejo químico, o bioinseticida reduziu em 46,2% os danos do percevejo barriga-verde e em 28,3% os efeitos da cigarrinha-do-milho, resultando em aumento de 24,2 sacas por hectare na produtividade em relação ao manejo químico isolado.

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Em Edéia (GO), outra tecnologia da Cogny com isolado exclusivo e formulação OD superou produto comercial à base de Beauveria bassiana IBCB 66, com 81,0% mais eficiência no controle de ninfas e 34,4% para adultos. A maior eficácia está associada à formulação que aumenta a estabilidade do produto no campo.

Para a lagarta-do-cartucho, ensaios conduzidos em Maracaju (MS) com tecnologias desenvolvidas em parceria com a Embrapa alcançaram 88,2% de eficiência, superando o manejo com inseticida químico premium Espinetoram (79,3% em três aplicações). Além disso, os bioinseticidas mostraram resultados consistentes quando combinados com moléculas de menor custo, como Metomil.

Integração entre químico e biológico potencializa resultados

Bruno Agostini Colman, gerente de Produtos e Dados Agronômicos da Cogny, destaca que a adoção de estratégias integradas é essencial para a sustentabilidade e a eficiência dos sistemas produtivos. “A combinação de controle químico, biotecnologia e agentes de controle biológico maximiza a supressão de pragas, contribui para o manejo da resistência e reduz impactos negativos do uso isolado de ferramentas”, afirma.

Ivan Zorzzi, líder do departamento de Agronomia do ecossistema, reforça que a integração tecnológica permite um controle mais equilibrado e duradouro, aumentando a eficiência agronômica e econômica das lavouras.

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Pesquisa aplicada garante maior assertividade

Para Letícia Puntel, agrônoma de campo da Cogny, o desenvolvimento de soluções baseadas em pesquisa científica e validadas em condições reais de campo é crucial. “A convergência entre ciência aplicada e prática operacional otimiza o uso de insumos, aumenta a eficiência do sistema e contribui para a sustentabilidade técnica e financeira da produção agrícola”, explica.

O estudo reforça a tendência do setor em investir em bioinseticidas como ferramenta estratégica para complementar o manejo químico, elevando a produtividade e reduzindo riscos produtivos em lavouras de milho no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crise no petróleo acelera corrida por biocombustíveis e deve impulsionar fusões no setor de energia

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A crise internacional no abastecimento de petróleo, agravada pelas tensões no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, recolocou os biocombustíveis no centro da agenda energética global e deve acelerar uma nova onda de fusões e aquisições no setor de bioenergia.

Com estoques globais de petróleo registrando a maior redução da história em abril — queda estimada em cerca de 200 milhões de barris em apenas um mês, segundo a S&P Global Energy — governos, investidores e grandes grupos energéticos voltaram a intensificar a busca por alternativas renováveis e menos dependentes do petróleo fóssil.

Neste cenário, o Brasil reforça sua posição estratégica como um dos principais produtores globais de biocombustíveis, atraindo investimentos bilionários e ampliando o movimento de consolidação no setor.

Mercado de biocombustíveis vive novo ciclo de expansão

Levantamento da consultoria Redirection International aponta que o setor brasileiro de bioenergia atravessa um novo ciclo de crescimento estrutural, sustentado pelo agronegócio, por políticas públicas de incentivo e pelo aumento da demanda internacional por energia limpa.

A expectativa é de crescimento médio anual de aproximadamente 9% nos próximos anos.

Entre os principais motores dessa expansão está a implementação do B15, política que determina a mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel comercializado no país.

Com isso, a demanda brasileira por biodiesel deve alcançar cerca de 11 milhões de metros cúbicos apenas em 2026.

A projeção do mercado é ainda mais otimista para os próximos anos. O governo trabalha com perspectiva de avanço gradual da mistura obrigatória até atingir o B20 em 2030, ampliando ainda mais o consumo interno de biodiesel.

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Setor pode receber mais de R$ 100 bilhões em investimentos

O aquecimento do mercado já impulsiona novos aportes em toda a cadeia de bioenergia.

As estimativas indicam investimentos entre R$ 107 bilhões e R$ 108 bilhões ao longo da próxima década, abrangendo:

  • etanol;
  • biodiesel;
  • biogás;
  • biometano;
  • combustíveis sustentáveis de aviação (SAF).

Somente em 2024, os investimentos anunciados no setor superaram R$ 42 bilhões.

Segundo Adam Patterson, economista e sócio da Redirection International, o mercado entra agora em uma fase de consolidação operacional e ganho de escala.

“O setor de biocombustíveis no Brasil entra em um novo ciclo de consolidação, impulsionado pelo crescimento estrutural da demanda e pela necessidade de escala e eficiência operacional”, afirma.

Fusões e aquisições aceleram no setor de energia

O movimento de fusões e aquisições (M&A) também segue em ritmo acelerado no mercado energético brasileiro.

Dados da KPMG apontam que somente no ano passado foram registradas 95 transações no setor macro de energia.

Segundo especialistas, o avanço da demanda global por energia renovável exige:

  • maior capacidade produtiva;
  • integração logística;
  • eficiência operacional;
  • verticalização da cadeia.

Com isso, empresas buscam ampliar presença desde a produção agrícola até a distribuição final de combustíveis.

“M&A é hoje a principal ferramenta para capturar crescimento e resolver ineficiências estruturais do setor”, destaca Patterson.

Etanol de milho, biogás e SAF atraem investidores

Os segmentos mais visados pelos investidores atualmente incluem:

  • etanol de milho;
  • biodiesel;
  • biogás e biometano;
  • combustíveis sustentáveis de aviação.
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O mercado de biogás e biometano, por exemplo, já registrou aproximadamente 13 operações recentes de fusões e aquisições.

Além de grupos nacionais, investidores estrangeiros seguem altamente ativos no Brasil e já representam cerca de metade das operações realizadas no setor energético.

Fundos de Private Equity e investidores estratégicos internacionais enxergam o país como uma plataforma global de produção de bioenergia, especialmente devido à força do agronegócio brasileiro.

Grandes empresas ampliam presença em bioenergia

Entre as companhias que vêm acelerando investimentos e aquisições estão gigantes do setor sucroenergético e de combustíveis.

A Raízen anunciou recentemente novos movimentos de expansão em bioenergia, buscando ampliar escala e eficiência operacional.

Outras empresas que aparecem entre os principais players ativos em M&A incluem:

  • 3tentos;
  • Tereos;
  • Jalles Machado;
  • Uisa.

A Petrobras também vem reposicionando sua estratégia energética, ampliando a exposição a combustíveis renováveis e fortalecendo a integração de sua cadeia de produção.

Crise energética fortalece debate sobre transição global

O fechamento do Estreito de Ormuz e os impactos sobre o abastecimento mundial reacenderam o debate sobre a dependência global do petróleo fóssil.

Especialistas avaliam que a crise atual pode acelerar investimentos em transição energética, especialmente em países com grande capacidade agrícola e produção de biomassa, como o Brasil.

Nesse cenário, os biocombustíveis brasileiros ganham relevância estratégica tanto para segurança energética quanto para metas globais de descarbonização, consolidando o país como um dos protagonistas da nova economia de energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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