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Agro

Bioestimulantes nas fases críticas ajudam sojicultor a vencer Desafio Nacional de Soja

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O uso estratégico de bioestimulantes nas fases de florescimento (R1) e enchimento de grãos (R5) foi determinante para a vitória do produtor Paulo Storti no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 2024/25, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Storti conquistou o primeiro lugar na categoria irrigado, com produtividade de 126,71 sc/ha em sua Fazenda Santana, localizada em Itapeva (SP).

Importância das fases R1 e R5 para a produtividade

O início do florescimento e o enchimento dos grãos são períodos críticos para a consolidação das estruturas reprodutivas da soja e para a redistribuição de nutrientes. A aplicação de bioestimulantes nessas fases contribui para maior retenção de vagens e peso de grãos, refletindo diretamente na produtividade final da lavoura.

“Aprendemos que o tempo de resposta é crucial. Quem antecipa decisões ganha produtividade. Vamos manter essa estratégia e melhorar ainda mais a integração do manejo biológico e químico”, afirma Storti.

Planejamento e monitoramento como diferencial técnico

Para Storti, o Desafio CESB é um termômetro técnico que exige excelência em cada detalhe. Apesar das condições climáticas adversas, como veranico no início da formação de vagens e chuvas excessivas na maturação, o produtor manteve decisões embasadas em monitoramento constante e histórico da área.

“Conheça profundamente sua área, faça o básico com excelência e monitore o tempo todo. O detalhe é o que separa o bom do excelente”, destaca Storti.

Gestão de clima, pragas e doenças

Um dos principais desafios da safra 2024/25 foi a variabilidade climática, que impactou diretamente nas fases R1 e R5. Para proteger o potencial produtivo, Storti adotou:

  • Cultivares de alto teto produtivo e estabilidade
  • Escalonamento do plantio dentro da janela ideal
  • Tecnologias de monitoramento em tempo real
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No controle de pragas e doenças, o foco foi a ferrugem asiática, mancha-alvo e percevejo-marrom, utilizando fungicidas protetores desde V4-V5 e alternância de mecanismos de ação. Aplicações programadas e produtos com efeito fisiológico e residual ajudaram a manter o estande e o enchimento dos grãos.

Sustentabilidade e longevidade do sistema produtivo

A Fazenda Santana pratica rotação de culturas, plantio direto, uso racional de insumos com aplicação localizada e crescente utilização de biodefensivos.

“Essas iniciativas reduzem custos, aumentam a eficiência dos produtos e promovem equilíbrio biológico. A sustentabilidade está diretamente ligada à longevidade do sistema produtivo”, explica Storti.

Decisão baseada em dados e conhecimento da lavoura

Para o produtor, o domínio técnico de cada talhão é essencial para extrair o máximo potencial da lavoura. O uso de dados e planejamento estratégico garante que as decisões sejam tomadas com evidência, e não apenas por hábito.

“O potencial está lá, mas só quem domina o sistema consegue extrair o máximo dele”, finaliza Paulo Storti.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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