Agro
Barter Trading cresce 58% e reforça operações estruturadas em meio a mudanças fiscais
Expansão estratégica em comércio internacional
A Barter Trading, unidade especializada em comércio internacional do Fiorde Group, registrou crescimento de 58% no último exercício. A empresa consolida sua estratégia de expansão com foco em engenharia tributária, logística integrada e soluções financeiras para operações de importação e exportação.
O avanço ocorre em um contexto de complexidade regulatória, oscilações cambiais e revisão de regimes fiscais, exigindo maior sofisticação na estruturação de operações internacionais pelas empresas brasileiras.
Operações integradas e escala de movimentação
Com mais de 30 anos de experiência em logística e comércio exterior, a Barter Trading atua de forma integrada à cadeia de suprimentos de seus clientes. Atualmente, movimenta mais de 7 mil contêineres por ano e gerencia cerca de 80 mil processos anuais, com 500 colaboradores em polos estratégicos como São Paulo, Santos, Guarulhos, Jacareí e Itajaí.
Segundo Plínio Dias, Head da Barter Trading:
“O empresário brasileiro passou a enxergar a importação e a exportação como parte central da estratégia do negócio. Nosso crescimento de 33% reflete essa demanda por inteligência tributária, controle logístico e capacidade financeira integrada.”
Engenharia tributária como diferencial competitivo
Um dos pilares da expansão tem sido o planejamento tributário aplicado à importação, incluindo enquadramentos como EX-Tarifário para bens de capital e incentivos fiscais estaduais, com destaque para operações estruturadas em Santa Catarina.
O modelo permite reduzir a carga tributária, otimizar o fluxo de caixa e mitigar riscos fiscais, especialmente em operações de maior valor agregado, como importação de máquinas, equipamentos industriais e insumos estratégicos.
“Existe um espaço importante para eficiência tributária dentro da legalidade e com segurança jurídica. A diferença está na capacidade técnica de estruturar a operação corretamente desde a origem, gerando competitividade real ao cliente”, explica Dias.
Trading como instrumento financeiro estratégico
Além da logística e tributação, a Barter Trading atua na viabilização financeira de operações internacionais, estruturando crédito e funding para importações. Em um ambiente de crédito seletivo e custo financeiro elevado, essa atuação tem ganhado relevância estratégica.
“Quando a trading participa também da estrutura financeira, ela deixa de ser apenas operacional e passa a integrar o planejamento estratégico do cliente. Muitas vezes, o desafio não é a demanda, mas a estrutura para executar a operação no timing correto”, comenta Dias.
Controle da cadeia logística e governança
A empresa mantém armazém próprio e controle integrado das etapas logísticas, desde a negociação com fornecedores internacionais até o desembaraço e entrega final. A Barter foi a primeira trading no Brasil a registrar DUIMP com anuência do MAPA, consolidando sua atuação em setores regulados como agro, farmacêutico e alimentos.
Com atuação em segmentos como automotivo, farmacêutico, agrícola, alimentos e bebidas, químico, hospitalar e construção civil, a empresa planeja ampliar operações estruturadas e fortalecer a vertical de inteligência tributária e financeira.
“O comércio exterior está mais técnico e estratégico. Nosso foco é oferecer estrutura, previsibilidade e redução de risco, permitindo que o cliente cresça com segurança”, conclui Plínio Dias.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produção de feijão no Rio Grande do Sul deve recuar mais de 37% em 2026, aponta Emater
A produção de feijão no Rio Grande do Sul deverá registrar forte retração na safra 2026. Dados divulgados pela Emater/RS-Ascar indicam redução expressiva na área plantada, na produtividade e no volume colhido, tanto na primeira quanto na segunda safra da cultura.
A primeira safra já foi concluída no Estado e confirmou desempenho inferior ao ciclo anterior. Segundo o Informativo Conjuntural da entidade, a produtividade média foi revisada para 1.726 quilos por hectare, resultado 3% abaixo da estimativa inicial de 1.779 quilos por hectare.
A área cultivada também apresentou retração significativa, totalizando 23.942 hectares, redução de 22,3% em comparação aos 30.797 hectares registrados na safra 2024/2025. Como consequência, a produção foi estimada em 41.320 toneladas, volume 26,3% menor que as 56.098 toneladas colhidas no ciclo anterior e 11% inferior à previsão inicial.
Segunda safra avança, mas produção segue comprometida
Enquanto a primeira safra foi encerrada, a colheita da segunda safra alcançou 85% da área cultivada no Rio Grande do Sul. Os 15% restantes das lavouras estão em fase de maturação e aguardam condições favoráveis para a conclusão dos trabalhos.
Apesar da melhora recente do clima, com maior incidência de radiação solar e temperaturas amenas, fatores climáticos adversos registrados ao longo do ciclo afetaram o potencial produtivo das lavouras.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, as geadas ocorridas anteriormente e os períodos prolongados de elevada umidade relativa do ar causaram perdas de produtividade e prejudicaram a qualidade dos grãos em diversas regiões produtoras.
A área cultivada na segunda safra foi reestimada em 9.818 hectares, representando queda de 45,7% em relação aos 18.070 hectares cultivados no ano anterior. A produtividade média foi ajustada para 1.414 quilos por hectare, ligeiramente acima da projeção inicial de 1.401 quilos por hectare.
Mesmo com esse pequeno avanço no rendimento, a produção esperada é de apenas 13.880 toneladas, volume 37,2% inferior às 22.111 toneladas colhidas na safra passada.
Geadas reduziram potencial produtivo na região de Ijuí
Na região administrativa de Ijuí, a colheita da segunda safra atingiu aproximadamente 75% da área cultivada. As lavouras remanescentes já estão maduras, e os produtores aguardam melhores condições para finalizar as operações.
Segundo a Emater/RS-Ascar, as geadas registradas durante as fases vegetativa e reprodutiva da cultura provocaram perdas pontuais e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.
Até o momento, as áreas colhidas apresentam rendimento médio de 1.805 quilos por hectare. A expectativa é de que a colheita seja concluída na primeira quinzena de junho.
Umidade afeta qualidade dos grãos em Soledade
Na região de Soledade, os trabalhos de colheita já alcançaram 90% da área cultivada. As condições climáticas mais favoráveis nas últimas semanas contribuíram para acelerar o avanço das operações e o desenvolvimento final das lavouras.
ntretanto, a elevada umidade relativa do ar observada anteriormente trouxe impactos negativos para a qualidade dos grãos colhidos, fator que preocupa produtores e compradores.
Oferta menor pode influenciar mercado do feijão
Com a redução da produção nas duas safras, o Rio Grande do Sul deverá disponibilizar um volume significativamente menor de feijão ao mercado em 2026. A combinação entre diminuição da área plantada e adversidades climáticas reforça o cenário de menor oferta estadual, elemento que poderá influenciar a dinâmica de preços e abastecimento nos próximos meses.
O desempenho final da segunda safra será determinante para consolidar os números da produção gaúcha e avaliar os impactos sobre o mercado nacional do feijão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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