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Banco Mundial e técnicos do Estado estabelecem diretrizes de novos programas estratégicos

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Com a efetivação de depósito de U$S 30 milhões, terminou na sexta-feira (12) a agenda principal da missão de apoio à implementação do projeto Paraná Eficiente, financiamento do Banco Mundial ao Governo do Paraná que visa inovação e modernização da gestão pública. Ao longo de toda esta semana foram realizados encontros técnicos entre representantes do banco e de órgãos estaduais como o Instituto Água e Terra (IAT) e as secretarias de Estado de Saúde, Administração e Previdência e Planejamento, pasta que coordena o projeto.

Com duração prevista de cinco anos, a iniciativa envolve dois grandes desembolsos totais, um de US$ 120,5 milhões – pelo Programa para Resultados (PforR) – a programas existentes no Plano Plurianual (PPA), e outro de US$ 9,5 milhões para o financiamento de estudos e consultorias para novos projetos de investimento.

Destacam-se os projetos de saúde, que visam integrar sistemas digitais de gestão e do SAMU e transformar Hospitais de Pequeno Porte em Unidades de Cuidado Multiprofissionais, e os projetos ambientais, com foco em ferramentas de monitoramento de órgãos fiscalizadores e em instrumentos que reduzam o tempo de processamento de licenças ambientais, além do aperfeiçoamento do sistema de alertas da Defesa Civil para desastres naturais.

A oficial sênior do Banco Mundial, Daniela Pena de Lima, que conduziu as reuniões técnicas ao longo da semana, avaliou que a missão atingiu seus objetivos, superando certa lacuna entre a aprovação do projeto e a efetividade do contrato de empréstimo, em dezembro de 2022. “Encontramos todos os executores do projeto, os implementadores, agora temos um plano de trabalho e entramos no momento de iniciar a implementação, com desembolso feito”, disse.

A missão foi importante, de acordo com a coordenadora do projeto pela Secretaria de Estado do Planejamento, Sonia Maria dos Santos, ao proporcionar um período em que todos puderam parar para olhar o projeto, sanar dúvidas – e também levantar novos questionamentos – e discutir processos, ações que auxiliam a acelerar as atividades que estão sendo executadas. “Entendemos melhor todas as demandas e saímos com um grande cronograma”, afirmou. 

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O diretor de Planejamento da SEPL, Marcos Junior Marini, explicou que nessa missão de apoio o banco orientou as unidades executoras do projeto sobre os encaminhamentos possíveis em relação a contratações e prestações de serviços, para um entendimento, de fato, de todo o ritual do projeto, para que se possam gerar os bons resultados que o projeto prevê.

“Foram levantadas as demandas que cada uma das pastas executoras e o trabalho para que seja encaminhado o fluxo da contratação de serviços, para que, na sequência, a gente já comece a implementar ações do projeto em todas as secretarias envolvidas”, disse.

FASES – Neste primeiro momento, a verba que chegou aos cofres do Estado entra como reembolso dos gastos ocasionados pela Covid-19, como despesa retroativa, e servirá para dar vazão a projetos que esperam recurso para começar ou para a continuidade de outros projetos. As próximas serão usadas nos projetos específicos. 

Além da saúde e do meio ambiente, através de inciativas tocadas pelo Instituto Água e Terra e Defesa Civil, há projetos das secretarias de Administração; Planejamento; Inovação, Modernização e Transformação Digital; e a de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. 

Nessas últimas áreas, o programa objetiva, por exemplo, a digitalização de 98% dos serviços disponíveis aos cidadãos e a melhoria da eficiência da gestão patrimonial, com redução no gasto com combustíveis e manutenção de veículos, e a regularização de 300 áreas do Estado com a implantação de um Plano de Ocupação de Imóveis.

Serão feitas ainda as entregas e a continuidade dos planos produtivos regionais, pelo programa Paraná Produtivo – Fase 2, assim como a implantação de governanças e de um sistema informatizado de gestão regional; além de um modelo de gestão de investimentos públicos alinhado com o planejamento para resultados.

Pela Secretaria da Administração e da Previdência, o programa Paraná Eficiente vai apoiar projetos que beneficiam os servidores públicos estaduais em diversas áreas: valorização das carreiras, capacitações continuadas e saúde.

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“O Governo do Paraná entende que o funcionamento da máquina pública está diretamente ligado à atuação dos servidores públicos estaduais. Não há como falar em eficiência na gestão pública, sem pensar em projetos que vão desenvolver cada vez mais os funcionários”, disse o secretário da pasta, Elisandro Frigo. 

Entre os projetos, está a implementação de uma plataforma ainda mais robusta da Escola de Gestão para a oferta de cursos, principalmente na modalidade de Ensino à Distância.

Na área da saúde do servidor, o Paraná Eficiente vai permitir melhorar o modelo ofertado hoje pelo Sistema de Assistência ao Servidor (SAS), benefício concedido aos servidores e seus dependentes legais sem a contrapartida dos funcionários, entre outras iniciativas da pasta. 

Projetos pela modalidade de Programa para Resultados (PforR)

1 – Prestação de Serviços de Saúde: US$ 86.720.000

• Despesas retroativas provenientes da oferta de leitos hospitalares no combate à Covid-19

• 40 Hospitais de Pequeno Porte transformados em Unidades de Cuidado Multiprofissionais

• Transformação digital – SAMU Mobile e Integração de Sistemas

2 – Sistema de Informação de Gestão Ambiental e de Riscos de Desastres: US$ 25.000.000

• Portal i9 Ambiental em operação contendo a Infraestrutura de Dados Espaciais – GeoPR

• Tecnologias para agilizar o licenciamento ambiental e a fiscalização ambiental

• Sistemas e redes de monitoramento ambiental

• Aperfeiçoamento do sistema de alertas da Defesa Civil – SISMAAD

3 – Planejamento e Gestão do Investimento Público: US$ 8.780.000

• Planos Produtivos Regionais Integrados em 8 territórios 

• Modelo de Gestão de Investimento Público 

• Transformação Digital – 98% dos serviços digitalizados e disponíveis ao cidadão

• Gestão patrimonial eficiente e sistema de rastreamento e telemetria da frota de veículos

• Fortalecimento e ampliação da plataforma EAD para capacitação funcional

• Ações do Ipardes

Fonte: Governo PR

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Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado

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O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.

O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.

“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.

Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.

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A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.

Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.

ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.

A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.

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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.

Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.

Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15

Fonte: Governo PR

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