Paraná
Aviso meteorológico: sexta-feira terá recordes de calor e sábado tempestades no Paraná
As temperaturas devem chegar perto dos 40°C no Oeste e Sudoeste e aos 30°C nas outras regiões do Paraná nesta sexta-feira (06). De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o forte aquecimento, somado à movimentação de alguns sistemas meteorológicos, trará tempestades ao Estado no sábado, e leve declínio nas temperaturas no domingo.
A faixa Oeste do Estado já vem enfrentando elevação das temperaturas nos últimos dias. Na quinta-feira (05), Cascavel, Capanema e Planalto (Inmet) registraram suas temperaturas mais altas de 2026 até o momento, chegando a 38,5°C, 39,6°C e 35,5°C, respectivamente. Este valor em Capanema foi a temperatura mais alta já registrada em todo o Paraná neste ano, até o momento, empatando com o mesmo valor em Antonina no dia 3 de janeiro. Os recordes devem continuar nesta sexta.
“A sexta-feira começou com algumas nuvens, predomínio de sol e, ao longo do dia, as temperaturas se elevam. No Oeste e Sudoeste, as temperaturas ultrapassam a marca dos 35°C, pontualmente podendo se aproximar dos 40°C. No Noroeste e no Norte, as máximas variam de 33°C a 35°C. Nos Campos Gerais, na faixa dos 33°C. No Centro-Sul variam de 28°C a 30°, e na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral, ao redor de 30°C”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
O calor e a oferta de umidade são combustíveis para a formação de pancadas de chuva no Paraná nesta sexta-feira (06), principalmente no Centro, Oeste e Sudoeste do Estado. Nestas regiões, não se descartam trovoadas localizadas no final da tarde.
Apesar do calor, as temperaturas elevadas ainda não completam cinco dias com diferença de cinco graus acima da média, o que configuraria uma onda de calor. Em Cascavel, por exemplo, a máxima média já é alta, de 30,1°C em fevereiro, e a cidade registrou esta diferença somente na quinta-feira (05). Deverá registrar a diferença novamente nesta sexta e no início da tarde de sábado, mas no domingo as temperaturas já devem diminuir por conta da chuva.
“Onda de calor é um fenômeno de grande escala, atingindo regiões inteiras. No Paraná, o forte aquecimento acima da média está restrito a algumas cidades neste período, possivelmente menor do que cinco dias”, ressalta Leonardo.
TEMPESTADES – No sábado (07), o tempo começa estável, com algumas nuvens, mas o sol predomina e eleva as temperaturas mais uma vez. Ainda antes do meio-dia já devem ultrapassar os 30°C.
“No início da tarde, em função desse calor e também do avanço de um cavado meteorológico, que provoca queda de pressão em superfície, teremos a formação de áreas de instabilidade, que atuam inicialmente em toda a metade do sul do Paraná, próximo à divisa com Santa Catarina”, detalha Leonardo.
Há possibilidade para temporais com rajadas de vento, queda de granizo pontual e chuva pontualmente intensa, que pode provocar alagamentos. Essas instabilidades atuam com maior intensidade do final da tarde para o início da noite, principalmente no Oeste e Sudoeste, avançando pelo Centro-Sul, Sudeste, Região Metropolitana de Curitiba, e com maior intensidade no final da tarde no Litoral.
À noite, a chuva avança para as demais regiões, no Centro e Norte do Estado. Durante a madrugada de domingo, as instabilidades perdem intensidade e ocorrem de forma mais localizada.
No domingo, à tarde, novamente a sensação será de abafamento por conta da grande cobertura de nuvens, mas o sol ainda aparece e favorece a elevação das temperaturas. “Em função desse cenário, novamente há possibilidade para pancadas de chuva e temporais localizados, agora com maior destaque para as regiões dos Campos Gerais, do Noroeste, Norte Pioneiro, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, ressalta Leonardo.
No Oeste e no Sudoeste do Paraná, até mesmo em algumas regiões do Noroeste, o sol predomina, mesmo com variação de nuvens, e as chuvas são mais irregulares em comparação com as demais regiões do Estado. As temperaturas ultrapassam os 30°C, mas ficam abaixo do que vinha sendo registrado nos dias anteriores.
A próxima segunda-feira (09) terá tempo mais estável na maior parte do Paraná. A faixa Leste, incluindo Campos Gerais e Norte Pioneiro, ainda tem possibilidade de pancadas isoladas de chuva no período da tarde.
ALERTAS – O Boletim de Gestão de Riscos elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil aponta risco moderado no Oeste e Sudoeste nesta sexta-feira (06) para tempestades irregulares, chuva forte, rajadas de vento e descargas elétricas atmosféricas, que podem provocar queda de galhos e alagamentos. O risco é baixo no Noroeste e Centro-Sul e Sul do Paraná.
No sábado, há risco alto em toda a metade Sul do Paraná para tempestades pontualmente intensas, chuva forte em curto espaço de tempo, intensas rajadas de vento, descargas elétricas atmosféricas e granizo localizado, que podem provocar queda de galhos, enxurradas, alagamentos, transbordamento de córregos, destelhamentos, danos em plantações. O risco é moderado na metade Norte.
No domingo, há risco alto no Nordeste do Paraná e baixo no Oeste e Sudoeste de tempestades irregulares, chuva forte em curto espaço de tempo, rajadas de vento e granizo localizado, que podem provocar queda de galhos, alagamentos e destelhamentos. No resto do Estado, o risco é moderado.
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil acompanha 24 horas o monitoramento do tempo dos meteorologistas do Simepar. Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas.
Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.
Fonte: Governo PR
Paraná
Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar
O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul.
A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno.
“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros.
MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.
Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade.
O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.
“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo.
Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera.
PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.
Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras.
“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.
Fonte: Governo PR
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