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Agro

Avicultura de corte deve alcançar produção recorde em 2026 com foco em sanidade e exportações

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Produção de frango deve atingir recorde histórico em 2026

A avicultura de corte brasileira inicia 2026 com perspectivas altamente positivas. O setor projeta o maior volume de produção de carne de frango da história do país, consolidando uma trajetória de crescimento contínuo ao longo da última década. Desde 2023, a atividade vem registrando avanços consistentes, mesmo com pequenas oscilações, sem sinais de retração estrutural.

Exportações seguem como motor do crescimento

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário internacional continua favorável à carne de frango brasileira. As projeções indicam que o volume de exportações — estimado inicialmente em 5,5 milhões de toneladas para 2025 — deve se manter como referência para 2026.

Iglesias destaca que o bom desempenho no mercado externo continuará sendo um dos pilares de sustentação da avicultura nacional, impulsionado pela alta competitividade do produto brasileiro e pela sólida demanda global.

Mercado interno depende da dinâmica da carne bovina

No mercado doméstico, o consumo de frango deve permanecer ligado à oferta e aos preços da carne bovina. Segundo Iglesias, um eventual aumento na disponibilidade de boi gordo pode influenciar o comportamento de preços de outras proteínas.

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Ainda assim, o frango deve seguir como a principal proteína consumida no país, sustentado pelo seu custo mais acessível. Em um contexto de poder de compra limitado, o consumidor tende a priorizar alternativas mais econômicas, o que mantém a demanda doméstica aquecida.

Custos de produção devem permanecer equilibrados

Outro ponto favorável ao setor em 2026 é o ambiente de custos. A expectativa, segundo o analista, é de boa disponibilidade de grãos, especialmente milho e farelo de soja — insumos fundamentais na alimentação das aves. Se as condições climáticas se mantiverem dentro da normalidade, os custos de produção devem continuar controlados, favorecendo a rentabilidade das granjas.

Sanidade animal será fator decisivo para o sucesso do setor

O principal foco de atenção da avicultura em 2026 será a manutenção da sanidade animal. Após os desafios sanitários enfrentados em 2025, Iglesias ressalta que o rigor no controle de doenças segue como um dos maiores diferenciais competitivos do Brasil.

A eficiência sanitária será determinante para que o país aproveite plenamente o cenário positivo projetado para o próximo ano, consolidando o Brasil como líder global na produção e exportação de carne de frango.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho recua no Brasil com avanço da safrinha e demanda fraca; exportações seguem em ritmo positivo em junho

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O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com viés de baixa nas cotações, refletindo um ambiente de demanda mais cautelosa e expectativas de aumento da oferta com o avanço da colheita da segunda safra (safrinha). Segundo a consultoria Safras & Mercado, os compradores seguem atuando de forma pontual, priorizando aquisições imediatas e aguardando maior disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

O cenário combina pressão de preços no mercado interno com fundamentos externos relativamente mais estáveis, ainda que sem força suficiente para sustentar altas no curto prazo.

Demanda interna segue lenta e compradores aguardam safra avançar

A movimentação no mercado físico do milho segue limitada, com consumidores adotando postura mais defensiva. As negociações são pontuais e o foco está na expectativa de entrada mais expressiva da safrinha no mercado ao longo das próximas semanas.

Apesar da colheita ainda estar em fase inicial em grande parte das regiões produtoras, produtores já começam a aumentar a oferta disponível, ajustando preços diante da necessidade de escoamento da produção.

Esse movimento de maior flexibilidade nas pedidas reforça o viés de baixa no curto prazo, em um ambiente de liquidez reduzida e compradores aguardando melhores oportunidades.

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Paridade de exportação perde força com Chicago fraca e dólar estável

No mercado externo, a paridade de exportação teve pouca variação ao longo da semana. O dólar apresentou movimentos moderados, enquanto a Bolsa de Chicago permaneceu próxima das mínimas recentes, pressionada pelo bom desenvolvimento das lavouras de milho nos Estados Unidos.

Esse cenário reduziu o suporte para os preços internos, limitando qualquer reação mais consistente no mercado físico brasileiro.

Milho recua no Brasil e preços variam entre regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 60,08 no dia 18 de junho, queda de 1,71% frente aos R$ 61,12 registrados na semana anterior.

Entre as principais praças acompanhadas, os preços foram os seguintes:

  • Cascavel (PR): R$ 58,00/saca (-3,33%)
  • Campinas (SP – CIF): R$ 65,00/saca (estável)
  • Mogiana (SP): R$ 60,00/saca (estável)
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00/saca (estável)
  • Erechim (RS): R$ 68,00/saca (-1,45%)
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00/saca (estável)
  • Rio Verde (GO): R$ 56,00/saca (-3,45%)

O comportamento regional reforça um mercado heterogêneo, com pressão mais intensa em áreas próximas à colheita e maior estabilidade em polos consumidores.

Exportações de milho crescem em volume e receita em junho

Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações brasileiras de milho seguem em crescimento no início de junho.

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Até o momento (9 dias úteis), os dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam:

  • Receita total: US$ 61,626 milhões
  • Média diária: US$ 6,847 milhões
  • Volume exportado: 265,162 mil toneladas
  • Média diária: 29,462 mil toneladas
  • Preço médio: US$ 232,40 por tonelada

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 46,9% na receita média diária
  • Crescimento de 59,5% no volume exportado
  • Queda de 7,9% no preço médio por tonelada

O desempenho indica maior competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, ainda que com preços médios mais pressionados.

Mercado do milho entra em fase decisiva com avanço da safrinha

Com a colheita da safrinha ganhando ritmo nas próximas semanas, o mercado de milho no Brasil tende a permanecer sob pressão no curto prazo. A combinação entre maior oferta, demanda interna contida e fundamentos externos mais fracos sustenta o viés de baixa, enquanto o desempenho das exportações segue como principal fator de equilíbrio para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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