Política Nacional
Autorizados US$ 701,9 milhões em créditos para transporte e saúde em São Paulo
O Senado aprovou nesta quinta-feira (13) autorização para três empréstimos internacionais que somam US$ 701,9 milhões — equivalente a R$ 3,62 bilhões no câmbio de hoje — para o município de São Paulo, com garantia da União. Desse total, US$ 496,6 milhões (R$ 2,56 bilhões) serão destinados à eletrificação da frota de ônibus da capital e US$ 205,3 milhões (R$ 1,06 bilhão) à modernização da rede hospitalar e da atenção especializada.
As três mensagens foram analisadas diretamente pelo Plenário, em substituição à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Os projetos de resolução resultantes das mensagens seguem para promulgação. Nos três empréstimos, a União será a garantidora, e São Paulo terá de oferecer contragarantias. As autorizações poderão ser utilizadas por até 540 dias após a publicação das respectivas resoluções.
Ônibus elétricos
Do total aprovado, dois empréstimos, de US$ 248,3 milhões cada, financiarão o programa de redução da emissão de gases poluentes por meio da eletrificação da frota de ônibus.
A MSF 39/2026, relatada pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), autoriza a operação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O financiamento terá prazo total de 15 anos, com seis anos de carência e nove anos para amortização. Os pagamentos serão semestrais, e os juros terão como referência a taxa SOFR, utilizada para operações em dólar, acrescida das margens previstas pelo banco. Não haverá contrapartida financeira do município. Também poderá ser cobrada comissão de crédito de até 0,75% ao ano sobre o valor ainda não desembolsado.
A MSF 40/2026, relatada pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), autoriza outros US$ 248,3 milhões, desta vez junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). O prazo total será de 14 anos, com carência de até 30 meses e amortização em até 138 meses, também com pagamentos semestrais. Os juros serão calculados pela SOFR acrescida de margem variável do Bird. Há ainda comissão de compromisso de 0,25% sobre o saldo não desembolsado, taxa inicial de 0,25% sobre o valor total do empréstimo e adicional de 0,5% à taxa de juros em caso de mora. A operação também não exige contrapartida.
O financiamento do Bird detalha três frentes para a aplicação dos recursos. A maior parte, US$ 243,05 milhões, será destinada à descarbonização e modernização da frota, incluindo recursos para cobrir os maiores custos iniciais dos ônibus elétricos.
Outros US$ 3,25 milhões serão aplicados no fortalecimento da gestão do transporte público e US$ 2 milhões na promoção de um sistema de transporte mais inclusivo e sustentável.
Segundo o relatório, o objetivo é reduzir a emissão de gases de efeito estufa, poluentes locais e o ruído produzido pela frota municipal, além de melhorar a qualidade e a confiabilidade do serviço.
Rede hospitalar
O terceiro empréstimo, previsto na MSF 41/2026 e relatado por Mara Gabrilli, autoriza São Paulo a contratar US$ 205,3 milhões com o BID para o programa Avança Saúde II. A prefeitura deverá aportar outros US$ 205,3 milhões como contrapartida, o que eleva a US$ 410,6 milhões os recursos previstos para o programa.
O objetivo é modernizar a rede hospitalar e melhorar a atenção especializada, com investimentos na estrutura física, em equipamentos e nos processos de atendimento e gestão. A expectativa apontada no relatório é ampliar a capacidade da rede, reduzir gargalos e melhorar o fluxo dos pacientes e a oferta de serviços especializados.
O empréstimo para a saúde terá prazo total de 294 meses, ou 24 anos e seis meses, dos quais seis anos serão de carência e 18 anos e seis meses de amortização. Os pagamentos serão semestrais. Os juros terão como referência a SOFR, acrescida das margens definidas pelo BID, e poderá haver comissão de crédito de até 0,75% ao ano sobre o saldo ainda não desembolsado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Autorizado financiamento internacional de US$ 20 milhões para Petrolina
Petrolina (PE) poderá contar com US$ 20 milhões — equivalentes hoje a R$ 103,2 milhões — em financiamento externo para o programa Petrolina Crescer Mais, destinado ao desenvolvimento urbano do município. O empréstimo será contratado junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), com garantia da União.
A autorização para a operação, prevista na Mensagem (MSF) 43/2026, foi aprovada pelo Plenário do Senado nesta quinta-feira (13), sob relatoria da senadora Teresa Leitão (PT-PE), e segue para promulgação.
A operação prevê ainda contrapartida de US$ 5 milhões do município, o que totaliza US$ 25 milhões (R$ 129 milhões) em recursos para o programa. O financiamento terá prazo de até 20 anos, com carência de até cinco anos e seis meses e amortização em 14 anos e seis meses.
Os pagamentos de juros e amortizações serão semestrais. A taxa de juros terá como referência a SOFR, adotada para operações em dólar, acrescida de margem fixa a ser definida na assinatura do contrato.
Liberação gradual
A previsão apresentada à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) é que os US$ 20 milhões sejam liberados gradualmente entre 2026 e 2030.
Estão previstos cerca de US$ 2,1 milhões em 2026; US$ 5 milhões em 2027; US$ 6 milhões em 2028; US$ 5 milhões em 2029; e US$ 2 milhões em 2030. A contrapartida municipal também deverá ser distribuída ao longo desse período.
Além dos juros, haverá cobrança de comissão de compromisso de 0,35% ao ano sobre o saldo ainda não desembolsado e de comissão de administração de até 0,8% sobre o total do financiamento. Em caso de atraso, haverá juros de mora de 2% ao ano sobre o saldo devedor correspondente à obrigação não paga.
Garantia da União
A STN considerou que Petrolina cumpre os limites e as condições necessários à contratação e manifestou-se favoravelmente à garantia da União. O município recebeu classificação A quanto à capacidade de pagamento.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também concluiu pela legalidade das minutas contratuais e pela regularidade da documentação apresentada.
Antes da assinatura, deverão ser verificadas, entre outras exigências, a adimplência do município e as condições prévias ao primeiro desembolso, além de ser formalizado contrato de contragarantia entre Petrolina e a União.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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