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Aumento da educação em tempo integral impulsiona Paraná no Anuário da Educação Básica

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A Secretaria de Estado da Educação tem 408 escolas de tempo integral. Esse foi um dos marcos celebrados pelo Anuário Brasileiro da Educação Básica, elaborado pela ONG Todos Pela Educação e publicado na última semana, que aponta ganhos significativos nos índices de aprendizagem na rede estadual de ensino, consolidando a posição de destaque da educação paranaense nos componentes curriculares de Língua Portuguesa e Matemática no 5º ano do Ensino Fundamental

Nos últimos anos, no ensino médico, a rede estadual aumentou de 2,7% para 16,6% o número de escolas no modelo de educação em tempo integral dentro da proporção da rede. O percentual está acima da média do Sul (16,2%) e da região Norte (14,47%). No ensino fundamental o salto foi de 13,5% para 19,3% em dez anos, média que fica acima de Minas Gerais (13,2%), região Norte (13,5%), Rio Grande do Sul (7,8%) e Santa Catarina (4,7%).

A expansão da modalidade no Paraná, por meio do Programa Paraná Integral, tem sido essencial na aprendizagem dos mais de 80 mil estudantes. Para as famílias, o modelo representa segurança, acolhimento e suporte no cotidiano escolar.

A educação em tempo integral é um modelo de ensino que amplia a permanência do estudante na escola, com carga horária de 9 horas diárias, incluindo 5 refeições e acompanhamento pedagógico diferenciado. O objetivo é a formação completa do aluno, com um currículo integrado que abrange diversas atividades socioeducativas, culturais, esportivas e tecnológicas, promovendo o desenvolvimento do protagonismo estudantil e a construção do projeto de vida.

“Em 2019, 73 escolas ofertavam educação em tempo integral, em 2023, 250 escolas, e agora temos 408 instituições na modalidade. Até 2026 a expectativa é chegar a 500. Isso é um ganho significativo para as comunidades escolares ligadas ao programa e uma comprovação do sucesso do modelo”, comenta Marytta Renó, coordenadora do programa pela Seed.

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Exemplo dessa evolução é que no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), nas escolas do Ensino Médio, com o ensino integral, o Paraná registrou um crescimento de 18% na nota média, o maior crescimento do Brasil entre 2021 e 2023.

Entre as escolas estaduais do ensino fundamental II, que abrangem estudantes do 6º ao 9º ano, 65,6% das unidades que funcionam no modelo integral aumentaram as notas no Ideb entre 2021 e 2023, com uma variação positiva de 14,3% na média das notas. O avanço ficou quase 12 pontos percentuais acima das demais escolas, cuja proporção de melhoria na avaliação foi de 53,9%.

NA PRÁTICA – ​O Colégio Estadual Newton Ferreira da Costa, de Curitiba, é uma das escolas aderentes ao programa, desde 2023. Para a direção da escola, as mudanças na rotina escolar e o impacto no aprendizado dos alunos é evidente. “Com mais horas de estudo, os alunos têm maior oportunidade de aprofundar conteúdos, reforçar habilidades e reduzir defasagens de aprendizagem. Além disso, o tempo estendido permite atividades complementares, todas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular, promovendo novas habilidades cognitivas, sociais e culturais aos estudantes”, afirma Tânia Regina Bendlin, diretora da escola, que atende 370 alunos.

A educação em tempo integral teve impacto nas famílias. A professora e mãe Tayandra Freitas Faccenda conta que percebeu várias mudanças e muito significativas para a rotina da família e na formação dos seus filhos. “No começo, foi um desafio muito grande, porque a ideia de eles passarem mais tempo na escola parecia que iria reduzir os nossos momentos juntos, mas na prática aconteceu o contrário. Hoje, o tempo que nós conversamos em casa é de muito mais qualidade”, assegura.

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“Eles chegam cheios de histórias para contar, com novos aprendizados, mais autonomia e um olhar bem diferente para o mundo. Isso fortaleceu as nossas conversas à mesa e até os momentos de descanso ficaram mais ricos, porque eu consigo perceber o quanto eles amadureceram”, acrescenta.

Ela também conta que na rotina da casa houve um impacto positivo, porque o dia ganhou mais organização e menos correria. “Agora, eu sei que eles estão em um espaço seguro, aprendendo e se desenvolvendo, e também aproveitando as oportunidades que muitas vezes seriam inviáveis fora da escola, como esportes, oficinas com as matérias eletivas as quais eles participam, momentos culturais e projetos diferenciados”, diz.

“Isso também trouxe tranquilidade para mim e para toda a minha família, porque conseguimos ajustar melhor os horários de trabalho e responsabilidades domésticas, e ainda reservar um tempo exclusivo para estar com eles sem a sensação de pressa”, explica.

Confira a linha do tempo da educação integral no Paraná nos últimos anos:

– 2019 – 73 instituições em tempo integral

– 2021 – 92 instituições, sendo 34 no modelo Paraná Integral

– 2022 – 167 instituições e realização do I Encontro de Jovens Protagonistas, com foco em projeto de vida

– 2023 – 253 instituições e unificação do Programa Paraná Integral, agora política pública permanente (Lei Federal nº 14.640 e Lei Estadual nº 21.658)

– 2024 – 404 instituições em 234 municípios

– 2025 – 408 instituições em 238 municípios, atendendo mais de 80 mil estudantes

Fonte: Governo PR

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Professores do Paraná são selecionados para intercâmbio em Utah, nos EUA

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O Governo do Paraná publicou nesta sexta-feira (17) o resultado da seleção de professores para participarem de um intercâmbio profissional nos Estados Unidos. Os docentes paranaenses irão lecionar em escolas de ensino fundamental e médio dos condados de Tooele e Washington, localizados no Estado de Utah, na região Oeste do país. A viagem está prevista para julho deste ano, antes do início do calendário letivo estadunidense, que começa em agosto e termina em maio.

A iniciativa é resultado de uma parceria firmada em 2014 entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria da Educação de Utah. Neste ano, entre 40 candidatos de 16 municípios, foram selecionados as professoras Isabeli Rodrigues, de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e Paula Fernanda de Souza do Amaral, de Toledo, no Oeste; e o professor Kesley Cassiano dos Santos, de Curitiba. A seleção dos profissionais foi realizada em quatro etapas, incluindo avaliação de aulas e entrevistas em inglês.

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A coordenadora de Relações Institucionais e Cooperação Internacional da Seti, Helena Salim de Castro, destaca a importância de crescimento profissional para os professores. “O objetivo é viabilizar essa experiência internacional, oferecendo aos professores paranaenses a oportunidade de atuar no sistema educacional norte-americano para conhecer novas metodologias e práticas de ensino, além de ampliar os horizontes dos profissionais ao vivenciar uma imersão cultural capaz de fortalecer a visão sobre a educação”, afirmou.

Com formação em Pedagogia, a professora Isabeli Rodrigues, uma das selecionadas nesta edição do programa, destaca a oportunidade de crescimento e aprendizado para o magistério. “Esse tipo de ação é importante para a carreira dos professores, principalmente para enxergar o futuro, a educação e o ensino sob uma nova perspectiva, sendo uma grande oportunidade de crescimento, de aprendizado, de mudanças e de propósito e poder contribuir como educadora para crianças de outros lugares”, disse a docente.

O valor anual da remuneração dos professores participantes desse programa de intercâmbio varia entre R$ 224,3 mil e R$ R$ 289,1 mil, de acordo com o nível de graduação e a titulação dos profissionais aprovados. Outros benefícios são plano de saúde e odontológico, visto de trabalho para o marido ou a esposa e matrículas em escolas públicas de Utah para os filhos com idade entre cinco e 21 anos.

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Fonte: Governo PR

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