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Aulas das redes estadual e municipal na área rural de Rio Bonito do Iguaçu retornam nesta segunda

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Colégios estaduais e escolas municipais da área rural de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, retomam as aulas nesta segunda-feira (17), após o tornado que atingiu a cidade há pouco mais de uma semana. Na área rural, são atendidos cerca de 1,1 mil estudantes da rede estadual de ensino, que retornam para fechar o ano letivo de 2025.

Ao todo, Rio Bonito do Iguaçu conta com sete instituições de ensino estaduais, sendo que seis delas são escolas do campo, localizadas em distritos, assentamentos e comunidades rurais. Dessas seis, cinco já haviam retomado as aulas na semana que passou (Joaquim Nasario Ribeiro, Pinhalzinho, José Alves dos Santos, Iraci Salete Strozak e Sebastião E. da Costa).

O Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos, que passou por serviços de limpeza, retirada de entulho e reparos emergenciais, abre as portas para 128 alunos nesta segunda-feira. A instituição foi uma das principais atingidas pelo tornado de categoria F3 na escala Fujita que atingiu Rio Bonito do Iguaçu na sexta-feira (7).

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O único colégio estadual que que ainda não retoma o atendimento é o Ludovica Safraider, o mais atingido pelo tornado. Cerca de 400 alunos são atendidos na estrutura. Eles serão acomodados em salas da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Laranjeiras do Sul. O Núcleo Regional de Educação trabalha no levantamento do número de estudantes para sistematizar o transporte até o novo local. A expectativa é de que na terça-feira (18) eles já voltem à sala de aula.

O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), já garantiu um aporte de R$ 10 milhões para a reconstrução completa do Colégio Estadual Ludovica Safraider. A previsão é de que a escola volte a operar, completamente reestruturada, no início de 2026.

A retomada das aulas será possível após o envio de 14 ônibus escolares de colégios agrícolas da região para atender Rio Bonito do Iguaçu. Parte da frota do município foi destruída, prejudicando o transporte dos estudantes. Os veículos já chegaram e começam a operar também nesta segunda-feira.

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“Estamos em um esforço muito grande para que as nossas crianças e jovens sejam o menos impactados possível no campo educacional. Já realocamos os ônibus escolares para que eles possam voltar à sala de aula e fecharem o ano letivo de 2025, sem nenhum tipo de prejuízo pedagógico”, destacou o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.

MUNICIPAL — Na rede municipal, oito das nove escolas estão localizadas na área rural e também devem retomar as aulas na segunda, graças ao transporte garantido pelos ônibus escolares.

A exceção fica para a instituição na área urbana, a Escola Municipal Rio Bonito do Iguaçu, que terá as aulas remanejadas para o CEEBJA Laranjeiras do Sul. A instituição conta com cerca de 500 alunos de 5 a 12 anos. Em um primeiro momento, os professores serão acolhidos na instituição para que, na terça-feira (18), possam ser retomadas aulas com os estudantes. A pasta municipal também está mapeando a quantidade de alunos que irá retornar para o modelo presencial para definir a logística de transporte.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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