Connect with us


Paraná

Mulher denunciada pelo MPPR pelo homicídio de empresária que foi sua cúmplice em assalto é condenada pelo Júri em Ponta Grossa

Publicado em

Expresso MP

     

O Tribunal do Júri de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, condenou por homicídio duplamente qualificado uma mulher que, junto com o marido – já condenado pelo mesmo crime –, matou uma empresária que tinha sido cúmplice do casal no roubo de um cofre. Os dois crimes (assalto e homicídio) ocorreram em 17 de dezembro de 2020.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Paraná, oferecida pela 10ª Promotoria de Justiça da comarca, a vítima desapareceu naquele dia, e as investigações da Polícia identificaram que ela havia entrado no carro do casal denunciado. As apurações concluíram que os dois mataram a empresária com o objetivo de assegurar a impunidade em relação ao roubo que os três tinham feito na manhã do mesmo dia – o cofre seria de um parente da vítima. Após o homicídio, a dupla escondeu o cadáver na zona rural do município.

O Conselho de Sentença acatou todas as teses apresentadas pelo MPPR, considerando as qualificadoras de crime cometido à traição e para assegurar a impunidade de outro crime e também o delito de ocultação de cadáver. A ré recebeu pena de 20 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial fechado. Ela está presa preventivamente e não poderá recorrer em liberdade. O marido – e cúmplice – julgado em fevereiro, recebeu pena de 20 anos e 2 meses de reclusão.

Leia mais:  Convênio de R$ 9,1 milhões: obra do Contorno de Praia de Leste entra na fase final

Processo número 0028252-03.2021.8.16.0019

Matéria anterior sobre o caso:

23/02/2022 – Homem denunciado pelo MPPR por homicídio e ocultação de cadáver é condenado a 20 anos de prisão no Tribunal do Júri de Ponta Grossa

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

Published

on

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

Acesse álbum de fotos

Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

Leia mais:  Da maior à mais aquática: um tour sobre as curiosidades das Unidades de Conservação

O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

Leia mais:  Unidades de Conservação do Paraná vão funcionar em horário normal no Natal e ano novo

Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262