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Atendimento à distância: Telessaúde ganha força e dá celeridade ao SUS do Paraná

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Um eletrocardiograma em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do Interior pode ser avaliado por um especialista em poucos minutos. Um caso dermatológico atendido em um município distante dos grandes centros pode receber apoio técnico sem que o paciente precise viajar. Cenários que há alguns anos pareciam distantes fazem parte da realidade da saúde paranaense por meio da Telessaúde.

A estratégia do Núcleo de Telessaúde do Paraná, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), dá oportunidade ao acesso a exames de telediagnóstico, aumentando a resolutividade da Atenção Primária à Saúde, considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).  

Os telediagnósticos Tele-ECG (Eletrocardiograma), TeleHansen (Hanseníase) e na área da dermatologia se baseiam em exames que são transmitidos por meio da internet para um médico especialista para a emissão de um laudo.

Além dos telediagnósticos, o Paraná também oferece serviços de teleconsultoria na área de TEA (Transtorno do Espectro Autista), Genética Médica e Amamentação, para apoiar profissionais de saúde na gestão de casos clínicos e tomada de decisão. No Tele-TEA são 27 municípios beneficiados com a oferta, que desde fevereiro de 2026 já atendeu 342 solicitações de apoio em casos suspeitos ou com diagnóstico de autismo.

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AVANÇO TECNOLÓGICO – O avanço do Estado em Telessaúde vem sendo colocado em prática por meio dos investimentos e esforço do Governo do Estado, junto aos municípios que até agora aderiram ao serviço.  

O destaque fica para a produção em Telediagnóstico em Cardiologia (Tele ECG), que se consolidou como um marco de resolubilidade, alcançando 170.331 atendimentos em 2025. Atualmente, 183 municípios do Paraná são beneficiados na estratégia, com 366 serviços de saúde (298 unidades de saúde, 20 pronto atendimentos, 21 ambulatórios e 27 hospitais).

Desde 2021, foram 384.404 laudos emitidos, sendo 116.368 apenas nos cinco primeiros meses de 2026. Nesse cenário, o Paraná se consolida como o 3º estado da federação que mais utiliza a Oferta Nacional de Telediagnóstico em ECG, atrás apenas da Bahia e de Minas Gerais.

O secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves, diz que a transformação digital tem sido uma importante aliada para ampliar o acesso da população aos serviços do SUS. “A tecnologia tem permitido encurtar distâncias e fortalecer a assistência em todas as regiões do Paraná. A Telessaúde amplia o acesso ao conhecimento especializado, apoia os profissionais que estão na linha de frente e contribui para um atendimento mais ágil, qualificado e próximo da população”.

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MUNICÍPIOS PARTICIPANTES – Para TEA os atendimentos estão disponíveis em Adrianópolis, Bocaiúva do Sul, Agudos do Sul, Campina Grande do Sul, Almirante Tamandaré, Campo do Tenente, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Lapa, Matinhos, Doutor Ulysses, Mandirituba, Piên, Pinhais, Rio Branco do Sul, Rio Negro, Araucária, Campo Largo, Balsa Nova, Campo Magro, Fazenda Rio Grande, Guaratuba, Piraquara, Pontal do Paraná, Itaperuçu, Quatro Barras, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul, Tunas do Paraná.

A teleconsultoria em hanseníase abrange 93 municípios da macrorregião leste do Estado e é feita pelos especialistas do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná. Já o Tele ECG está disponível para 183 municípios de 17 regiões de saúde.  

Fonte: Governo PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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