Paraná
Assembleia Legislativa homenageia os 140 anos do Teatro Guaíra
O Centro Cultural Teatro Guaíra, um dos maiores ícones culturais do Paraná, foi homenageado na noite desta terça-feira (2) em uma sessão solene na Assembleia Legislativa. A celebração marcou os 140 anos de história da instituição, reconhecida por seu papel essencial na valorização da arte, no fomento à cultura e na formação e preservação da identidade artística paranaense.
O plenário reuniu autoridades e representantes da cena cultural, que destacaram a grandiosidade do Guaíra e sua relevância para a história do Estado. Os servidores do Teatro ocuparam a plateia da Casa e acompanharam a homenagem.
O diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, recebeu a honraria em nome da instituição. Ele destacou a trajetória do espaço e o papel dos corpos artísticos que fazem parte do complexo no fortalecimento da identidade cultural do Paraná. “Essa homenagem é um prêmio por todo o trabalho de excelência realizado ao longo desses 140 anos. Seja por meio dos espetáculos e shows ou dos nossos corpos artísticos, o Teatro cumpre sua missão de fomentar a cultura e formar novas plateias”, afirmou.
O diretor da Biblioteca Pública do Paraná, Luiz Felipe Leprevost, reforçou o simbolismo do espaço. “O Teatro Guaíra é um lugar de encontro, criação, inovação e celebração. Ícone supremo da cultura de Curitiba, do Paraná e do Brasil, ele tem abrigado gerações de artistas e plateias apaixonadas, criando memórias e fazendo história”, disse. A solenidade foi proposta pelo deputado estadual Ney Leprevost.
RECONHECIMENTO COLETIVO – Todos os funcionários do Teatro receberam, nominalmente, uma menção honrosa da Assembleia Legislativa. A homenagem simbolizou o reconhecimento ao trabalho coletivo dos servidores, técnicos, professores, músicos, artistas e outros tantos que mantêm viva a missão do Guaíra.
Alguns colaboradores mais antigos também receberam menções especiais. Entre eles, Yara Chaves, que completou 31 anos de atuação na instituição e falou da honraria. “Ter vindo para cá [trabalhar no Teatro] foi um presente que eu ganhei. Gosto muito quando reconhecem e elogiam a nossa equipe. Essa homenagem é um mais um reconhecimento desse trabalho, fico bastante emocionada e muito feliz”, disse.
HISTÓRIA – Inaugurado em 28 de setembro de 1884, o Guaíra nasceu como Theatro São Theodoro, onde hoje fica a Biblioteca Pública do Paraná e que durante dez anos foi o centro cultural de Curitiba. Com a Revolução Federalista, o local acabou sendo transformado em uma prisão.
O espaço cultural renasceu em 1900, como Theatro Guayrá, mas o edifício original acabou sendo demolido em 1939 e, somente na década de 1950, um novo teatro começou a ser construído, já na Praça Santos Andrade. O projeto, de autoria do arquiteto Rubens Meister, é considerado um marco do modernismo paranaense.
O primeiro auditório inaugurado foi o Salvador de Ferrante (Guairinha), em 1954, seguido pelo Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão), em 1974, após um incêndio ocorrido em 1970, e, por último, o Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito, em 1975. Já em 1998, o Teatro José Maria Santos, na Rua Treze de Maio, também foi incorporado pela instituição.
Mais que um espaço de espetáculos, o Guaíra também é um fomentador cultural por meio do trabalho de seus corpos artísticos: a Escola de Dança Teatro Guaíra, que completa 70 anos em 2026; o Balé Teatro Guaíra, que nasceu em 1969 e é a terceira companhia mais antiga do país; a Orquestra Sinfônica do Paraná, que completou 40 anos em 2025; e a G2 Cia de Dança, única companhia pública master do país e que está fazendo 25 anos.
Fonte: Governo PR
Paraná
MP implementa fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência
O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bandeirantes, implementou na comarca o Fluxo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção e agilizar o acesso das vítimas aos serviços necessários para assegurar sua proteção.
A iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada ao MPPR pela Secretaria de Assistência Social de Bandeirantes, pelo Conselho de Segurança, pela Diretoria da Mulher do município, pela Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e pelo Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Os órgãos relataram dificuldades no atendimento e na proteção integral das mulheres em situação de violência.
A partir da demanda, a 2ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para estruturar o fluxo e reuniu representantes de diferentes órgãos que integram a rede de proteção. A primeira reunião de sensibilização ocorreu em 10 de agosto e, em 31 de agosto, foi realizada nova reunião, voltada à implementação do fluxo.
Como funciona
De acordo com o Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho, responsável pela iniciativa, o fluxo de atendimento busca integrar os diferentes serviços que atuam na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e amplia a comunicação prevista pela legislação.
Pela lei, os serviços de saúde públicos e privados devem notificar os casos à Vigilância Epidemiológica, que, por sua vez, comunica a autoridade policial. No fluxo estruturado pelo Ministério Público, além dos serviços de saúde, as Polícias Civil e Militar também passaram a comunicar os casos à Vigilância Epidemiológica, considerando que frequentemente são os primeiros órgãos a ter contato com as vítimas.
A partir dessas comunicações, a Vigilância Epidemiológica aciona imediatamente os demais integrantes da rede de proteção, como assistência social, atendimento psicológico e Ministério Público. Com isso, a identificação do caso não se limita à comunicação à autoridade policial, mas desencadeia uma atuação articulada para oferecer à vítima os serviços necessários, como atendimento social e psicológico, além do acompanhamento pelo Ministério Público.
Os casos comunicados pelas polícias também passam a ser registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Dessa forma, o fluxo contribui não apenas para o atendimento e a proteção das vítimas, mas também para o levantamento de dados mais completos sobre a violência doméstica, auxiliando o planejamento de políticas públicas.
Articulação da rede
Como parte da implantação do fluxo, em 18 de setembro foi realizada uma roda de conversa na Faculdade Unopar, em Bandeirantes, com a participação do Ministério Público e de outros integrantes da rede de proteção. A atividade teve como foco os estudantes de Psicologia da instituição, que poderão participar do atendimento às mulheres encaminhadas pelos serviços municipais.
Durante o encontro, foram discutidas as possibilidades de atuação da Psicologia no atendimento às vítimas e sua contribuição para que elas possam romper o ciclo de violência doméstica e familiar.
O fluxo implementado em Bandeirantes também resulta de uma experiência que vem sendo desenvolvida em outras comarcas. O mesmo modelo já foi implementado em Terra Roxa e Jaguapitã, com a articulação dos serviços locais de proteção.
A experiência de Jaguapitã também foi apresentada pelo Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho em um encontro “Mão na massa”, promovido pela Escola Superior do Ministério Público do Paraná, com orientações práticas para integrantes interessados em estruturar fluxos semelhantes em suas comarcas.
Fonte: Ministério Público PR
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