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Área ambiental: Sanepar leva limpeza à praia na Ilha das Peças

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Cinco trabalhadores contratados pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para a limpeza das praias tiveram um trabalho diferente na manhã deste domingo (11): fazer o recolhimento de lixo e materiais descartáveis deixados indevidamente nas areias da Ilha das Peças, uma área de preservação ambiental no Litoral, que faz parte do município de Guaraqueçaba.

Esta foi a primeira ação de limpeza da companhia de saneamento nesta edição do Verão Maior Paraná em pontos de preservação ambiental frequentados por turistas.. “Há alguns anos a Sanepar realiza ações pontuais em Guaraqueçaba. Entendemos que é muito importante estender essa ação de limpeza para além das praias de Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná, abrangendo mais locais que têm a presença muito forte de turistas”, destaca o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Estão programadas mais três mutirões de limpeza em Guaraqueçaba (Ilha das Peças e em Superagui) e em Morretes, nos pontos de banho dos rios que passam pelo município.

A novidade para a equipe de limpeza começou pela forma de transporte: foram de barco de Pontal do Sul até a ilha, que faz parte da cidade de Guaraqueçaba. Já na chegada, tiveram surpresa positiva: encontraram uma beira-mar bem cuidada,  com pouco entulho recolhido, que coube em um único carrinho de mão. 

“Aqui é um lugar maravilhoso, paradisíaco. Queremos que as pessoas que vêm aqui tenham a consciência de levar seu lixo de volta, para manter esse lugar único. A Sanepar mantém essa ação de Educação Ambiental há mais de uma década para sensibilizar a população”, fala o gestor de Educação Ambiental da Sanepar Guilherme Zavataro.

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Moradora do Balneário Olho D’água, em Pontal do Paraná, a catadora Aparecida Romualdo dos Reis, 68 anos, esteve na ilha pela primeira vez e contou que gostou muito de ver o cuidado dos turistas com a limpeza. Também se encantou com a paisagem e com a vista de golfinhos no mar, enquanto trabalhava. 

Ao fim da jornada, o grupo conheceu a arte caiçara do entalhe na madeira de Renato, descendente de uma das tribos Guarani que há séculos habitam a região. “Uso bastante a caixeta, uma árvore nativa do nosso litoral e que sempre brota de novo. Estou usando madeira das mesmas árvores que meus antepassados usaram”, contou. 

6 TONELADAS POR DIA – O resultado do trabalho na Ilha das Peças foi bastante diferente do que os 181 trabalhadores contratados para a limpeza das praias vinham encontrando até o momento. 

Atuando à beira-mar paranaense desde 19 de dezembro de 2025, o grupo tem retirado das areias, em média, seis toneladas de entulho por dia, entre produtos recicláveis e sem utilização, deixada pelos veranistas. 

ECOSSISTEMA BEM TRATADO – Em sua terceira temporada como trabalhador da limpeza das praias no projeto da Sanepar, o caseiro Devoncir Alves Coutinho, 62 anos, conta que o grupo tem uma técnica bem treinada para selecionar o que deve ser levado e o que fica.

Um dos principais critérios é assegurar a segurança da fauna e da flora; outro, o bem-estar das pessoas. Primeiro, é feita a varrição na areia com restelo, para amontoar os entulhos. 

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“Daí, tiramos tudo, canudinho, tampinha, bituca de cigarro, tudo o que as tartarugas e outros bichinhos podem engolir e acabar morrendo. A gente deixa o que é graveto, semente, raízes, para não levar para outros locais o que é da mata nativa”, explica Coutinho. 

Ele também conta que, a cada ano, tem tirado mais lixo das praias que no ano anterior.  “É muito, mas muito lixo mesmo. Isso mata os bichinhos, deixa a praia imunda. Queremos que as pessoas tenham a consciência de trazer uma sacolinha para a praia, colocar o que é lixo nela e não deixar nada na areia”, fala. 

AREIA SEM PERIGO – Em sua terceira temporada como trabalhadora da Sanepar para a limpeza das praias, Débora Joana da Veiga Romualdo, 62 anos, ressaltou outro perigo que os veranistas costumam deixar nas areias: garrafas de vidro. 

“É comum eu encontrar cacos de vidro quando uso o restelo. Aí, tenho de cavar mais para achar os outros pedaços da garrafa. As pessoas acham que enterrando o vidro resolvem o problema. Mas criam um risco sério de cortes e outros acidentes para quem vem depois”, conta Débora.

PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE – Margeando a Baía de Paranaguá e com uma vista privilegiada para a Serra do Mar, a Ilha das Peças é o maior berço de botos-cinza no Brasil. Faz parte do Parque Nacional do Superagui, uma área de 33,9 hectares da Mata Atlântica. Também é hábitat  de espécies ameaçadas de extinção, como o mico-leão da cara preta e o papagaio de cara roxa.

Fonte: Governo PR

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PMPR forma 34 policiais para uso de cães em operações e patrulhamentos

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A Polícia Militar do Paraná (PMPR) formou nesta quinta-feira (16), em Curitiba, 34 novos policiais para emprego de cães em operações de segurança pública. A capacitação integra a estratégia de reforço operacional da corporação no enfrentamento ao tráfico de drogas, na localização de ilícitos e na atuação em ocorrências de maior risco.

O 8º Curso de Cinotecnia Policial Militar teve duração de pouco mais de um mês e carga de 245 horas de instruções teóricas e práticas, voltadas à formação de operadores aptos a atuar com cães em diferentes cenários, como patrulhamento, detecção de entorpecentes, busca, captura e controle de distúrbios. 

“A capacitação contínua do nosso efetivo é fundamental para garantir respostas cada vez mais qualificadas à sociedade. A cinotecnia representa uma ferramenta moderna, eficiente e alinhada às melhores práticas operacionais, fortalecendo a atuação da Corporação em diversas frentes”, afirmou o subcomandante-geral da PMPR, coronel Paulo Renato Aparecido Siloto.

A formação amplia a capacidade de atuação da corporação em operações em todo o Estado, especialmente no enfrentamento ao tráfico de drogas e na atuação em situações de risco.

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FORMAÇÃO – Os policiais foram treinados para empregar cães em diferentes cenários operacionais, incluindo patrulhamento, detecção de entorpecentes, controle de distúrbios e captura de indivíduos em situação de resistência.

Em simulações realizadas durante o curso, foram demonstradas técnicas de contenção com cães de proteção, considerados instrumentos de menor potencial ofensivo, capazes de imobilizar suspeitos com segurança e proporcionalidade. O curso também aborda fundamentos do comportamento canino, técnicas de adestramento e diretrizes para o uso responsável dos animais, garantindo eficiência operacional aliada ao bem-estar animal.

Ainda foram apresentados exercícios de faro, em que os cães identificam drogas ocultas em bagagens, veículos e compartimentos diversos, mesmo em concentrações mínimas.

“Os policiais que concluem este curso retornam às suas unidades não apenas mais capacitados, mas também com a missão de difundir a doutrina cinotécnica, elevando o padrão operacional e ampliando o emprego técnico dos cães de serviço em todo o estado”, destacou o comandante da Companhia Independente de Operações com Cães (CIOC), capitão Marcelo Henrique Hoiser.

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USO DE CÃES – O uso de cães policiais tem impacto significativo nos resultados operacionais da corporação. Em 2025, ações com apoio de equipes cinotécnicas resultaram na apreensão de aproximadamente 141 toneladas de maconha, 2,8 toneladas de cocaína, 110 quilos de crack e 730 quilos de haxixe. No mesmo período, também foram apreendidas mais de 405 armas de fogo e 5.200 munições, além da prisão de cerca de 1.500 pessoas em ocorrências relacionadas ao tráfico e outros crimes. 

Os novos operadores formados passam a reforçar unidades especializadas e operacionais em diferentes regiões do Paraná, ampliando a cobertura e a presença das equipes com cães em ações estratégicas. Além do enfrentamento ao tráfico, o emprego do cão policial também é utilizado em operações de fiscalização, buscas, apoio a abordagens e em ações integradas com outras forças de segurança.

Fonte: Governo PR

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