Paraná
Aprovados por pais e docentes, colégios cívico-militares retomam aulas com 230 mil alunos
A rede estadual de ensino do Paraná retomou as aulas nesta quinta-feira (5), marcando o início do ano letivo também nos colégios cívico-militares, modelo que passou por ampliação após receber amplo apoio das comunidades escolares submetidas a consultas públicas no fim de 2025. Ao todo, 33 novas unidades passam a integrar o formato em 2026, elevando para 345 o número de colégios aderentes à modalidade de ensino, elevando o Paraná à posição de estado com maior número de escolas Cívico-Militares do Brasil.
A expansão foi definida após consulta pública com as comunidades escolares e teve aprovação em quase 70% das unidades consultadas. A decisão foi também respaldada por pesquisa de opinião, que apontou significativa aceitação do modelo: 89,3% dos pais e responsáveis e 90,4% de professores e pedagogos aprovam os colégios cívico-militares na rede estadual.
Os novos colégios estão localizados nos municípios de Apucarana, Arapongas, Sabáudia, Engenheiro Beltrão, Cafelândia, Cascavel, Japurá, São Tomé, Assaí, Curitiba, Dois Vizinhos, Santa Terezinha do Itaipu, Guarapuava, Ivaiporã, Joaquim Távora, Abatiá, Loanda, Itaúna do Sul, Lobato, Paiçandu, Maringá, Paranaguá, Pontal do Paraná, Toledo e Pérola, e passam a atender estudantes já a partir deste ano letivo.
Segundo o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a ampliação do modelo atende a uma demanda crescente das comunidades escolares. “Os colégios cívico-militares já são um modelo aprovado pelas comunidades escolares e com alta procura por vagas. A expansão atende ao desejo das famílias, dos professores e dos próprios estudantes, além de contribuir para a melhoria do ambiente escolar e da organização das unidades”, afirmou.
Agora em 2026 são mais de 230 mil alunos da rede estadual estudando em colégios cívico-militares. A proposta combina a gestão civil com o apoio de militares da reserva em funções administrativas e de organização da rotina escolar, mantendo o currículo pedagógico da rede estadual.
APROVAÇÃO DE PAIS E PROFESSORES – A pesquisa de opinião realizada em outubro de 2025 apontou avaliação amplamente positiva de pais e responsáveis em relação ao modelo dos colégios cívico-militares. Entre os entrevistados, 90% declararam satisfação com o aspecto da disciplina após a adesão ao modelo, e 81% associam diretamente a modalidade à evolução dos filhos nesse quesito. No que se refere ao rendimento escolar, mais de 70% dos pais afirmam que os estudantes passaram a aprender mais, enquanto quase 80% relatam maior proximidade entre a escola e a comunidade.
Essa percepção positiva também é confirmada pelos profissionais da educação. Pesquisa realizada com professores e pedagogos, no mesmo período do ano passado, indica que a aprovação do modelo entre os docentes paranaenses cresceu 50% entre 2023, início da implantação no Paraná, e 2025.
De acordo com o levantamento, 73,5% dos professores e educadores identificaram melhora na disciplina escolar. Além disso, 82,4% demonstraram satisfação com a atuação dos monitores militares que acompanham a execução do modelo. O impacto positivo também se reflete no ambiente de trabalho: 66,9% dos profissionais afirmam se sentir mais respeitados pelos alunos, e quase 90% estão satisfeitos com o reconhecimento recebido por parte dos estudantes e da gestão escolar.
ADAPTAÇÃO E EXPECTATIVA – O Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto, em Curitiba, está entre as 33 instituições de ensino do Paraná que passam a adotar o modelo de Colégios Cívico-Militares (CCM) a partir de 2026. O primeiro dia de aula sob a nova modalidade foi marcado por novidades, aprendizado e a adaptação para estudantes e equipe escolar.
Uma das principais mudanças já percebidas foi a chegada dos monitores, que passaram a integrar a rotina da escola recentemente. Segundo a gestão eles foram bem recepcionados pela comunidade escolar, com diálogo e construção conjunta do trabalho pedagógico e disciplinar.
À frente da gestão da escola desde 2024, a diretora Thyncia Fabiane Cardoso destaca que a implantação do modelo atende a um desejo antigo e traz ganhos importantes, especialmente no que diz respeito à disciplina e à segurança. “O modelo vale muito a pena em termos de disciplina e segurança. Em situações em que, por exemplo, seria necessário acionar a Patrulha Escolar e nem sempre há disponibilidade imediata, a presença dos monitores gera mais respeito e respaldo para a escola. É um trabalho conjunto, baseado em regras, respeito e diálogo”, afirma.
Atualmente, o colégio atende cerca de 500 estudantes. Já no primeiro dia, a direção percebeu uma boa receptividade por parte dos alunos, mesmo diante das mudanças. “No primeiro dia, muitos alunos ainda nem sabiam exatamente o que era uma formatura, e já explicamos como funciona o novo modelo CCM. Eles entenderam rapidamente. Em breve, vamos reunir também os alunos do Ensino Fundamental para ampliar esse diálogo”, explica a diretora.
Segundo a gestora, a expectativa para os próximos meses é de melhorias significativas no ambiente escolar. “Já visualizo uma melhoria total. Principalmente em relação à segurança, à redução de conflitos dentro da escola e à valorização dos alunos. É mais fácil conduzir a educação quando há orientação, apoio e limites saudáveis”, conclui.
Fonte: Governo PR
Paraná
Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem
Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.
Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.
Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”.
CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida.
A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.
NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.
Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.
VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.
Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.
Fonte: Governo PR
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