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Após palestra de promotor de Justiça em escola de Goioxim, mãe de aluno envia carta à direção do estabelecimento pedindo ajuda contra violência doméstica

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A propósito do Agosto Lilás – mês dedicado a campanhas de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, conforme estabeleceu em 2016 a Lei Estadual 4.969 –, a Promotoria de Justiça de Cantagalo, no Centro Sul do estado, promoveu palestras em escolas sobre o tema. Após o promotor de Justiça conversar com alunos de uma escola de Goioxim, município integrante da comarca, um aluno entregou à direção do estabelecimento uma carta manuscrita de sua mãe relatando um caso extremo de violência doméstica.

A direção de escola encaminhou a carta à Rede de Proteção do Município, que levou a situação ao Ministério Público, motivando a Promotoria de Justiça a abrir procedimento a partir do qual solicitou a adoção imediata de medida protetiva para a mulher e seus filhos. Todos viviam sob constante controle e ameaças – inclusive de morte – do marido dela. Conforme o relato escrito pela vítima, eles eram vigiados e nunca podiam sair de casa sem o agressor. “Eu não sei quem poderá me ajudar mas se você ler essa carta espero que me ajude”, escreveu a mulher.

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Ante a gravidade do relato, o Judiciário, acionado pelo MPPR, agiu com celeridade, deferindo o pedido de medida protetiva com proibição de aproximação e contato do agressor com a vítima e seus familiares e a obrigação de frequentar o Projeto Renascer (programa de conscientização de agressores), com possibilidade de prisão em caso de descumprimento. Quanto à vítima e seus filhos, determinou que fossem abrigados em outra localidade, às expensas da Prefeitura de Goioxim – todos já estão em local protegido.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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