OESTE E SUDOESTE
Após decreto estadual, prefeitos de Cascavel e Toledo dizem que recorrerão da determinação
Os prefeitos de Cascavel e Toledo, no oeste do Paraná, informaram que irão recorrer sobre as determinações dodecreto estadual que suspende, a partir desta quarta-feira (1º), as atividades não essenciais nas duas cidades.
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De acordo com o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos (PSC), o município está cumprindo o decreto, mas informou que a procuradoria-geral apresentará um parecer ao governo estadual na quinta-feira (2), pedindo que a cidade fique fora do decreto.
“Vamos cumprir, mas vamos, ainda nesta semana, recorrer junto à secretaria de estado, com todos os números que temos, mostrando que Cascavel tem feito o seu papel.”
Lojistas de Toledo abriram o comércio nesta quarta-feira após ficarem 10 dias fechados. Na terça, a prefeitura anunciou a reabertura dos estabelecimentos comerciais, inclusive, das academias, com horário reduzido.
Entretanto, cerca de quatro horas depois do anúncio do decreto municipal, que retomava essas atividades, o decreto do governo do Paraná determinou o fechamento novamente.
Conforme o prefeito de Toledo, Lúcio de Marchi (PP), o município não fechará o comércio e, até o final desta quarta-feira, irá recorrer da decisão do estado.
“Nós fizemos o dever de casa de fechar. Foi um prejuízo muito grande para o comércio e eu não posso deixar o comércio fechado mais 15 ou 20 dias. Até porque o comerciante sabe dos protocolos de segurança e tenho certeza de que vai cuidar muito bem para que não haja qualquer problemas.”
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Atividades não essenciais não funcionaram nesta quarta-feira (1º), em Cascavel — Foto: Prefeitura de Cascavel / Divulgação
Cascavel
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, nesta quarta-feira, Cascavel registrou 3.146 casos do novo coronavírus e 52 mortes pela Covid-19. A cidade é a 2ª do Paraná com o maior número de casos.
O secretário de saúde de Cascavel, Thiago Daross Stefanello, disse que é a favor do período de quarentena previsto no decreto estadual.
“Nós compartilhamos da necessidade, da ideia do equilíbrio que deve haver entre saúde e economia, mas nesse momento temos um decreto do governo do estado em vigor e, até que isso seja revogado ou até que uma nova norma seja implementada, nós devemos obedecer e cumprir esse decreto”, explicou.
Pesquisadores da Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste), que estudam o avanço da doença na região e calculam a projeção de dados para os próximos meses, explicam que a situação de Cascavel é ruim devido ao baixo índice de isolamento social.
“Nós temos o comportamento da população como se não houvesse a pandemia”, disse o pesquisador Aparecido Nivaldo Módenes.
Toledo
Conforme a Secretaria de Saúde de Toledo, até terça-feira, foram confirmados 1.280 casos do novo cornavírus no município e 16 mortes pela Covid-19.
Alguns comerciantes relataram nesta quarta como um período de incertezas sobre o comércio.
“Pelo menos hoje a gente abriu. Amanhã a gente não sabe”, disse a comerciante Bruna Ribeiro.
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Comércio de Toledo funcionou nesta quarta-feira, mesmo após o decreto estadual
OESTE E SUDOESTE
Estudante que morreu em grave acidente na Ponte da Amizade se mudou para o Paraná para realizar sonho de cursar medicina
Larissa Moura tinha 30 anos, era natural de Rondônia e morreu a caminho do hospital. Ela deixa um filho de dois anos.
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A estudante Larissa Moura tinha, 30 anos, que morreu em grave acidente na Ponte da Amizade na terça-feira (20), se mudou para o Paraná para realizar o sonho de cursar medicina no Paraguai junto com o marido, Daniel Vitor de Paula, que ficou gravemente ferido no acidente e segue internado.
A ponte liga Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a Cidade do Leste, no Paraguai, que atrai diversos estudantes por possuir diversas faculdade de medicina por valores mais baixos que no Brasil.
O casal vivia há seis anos em Foz do Iguaçu, mas ambos são do estado de Rondônia, e se mudaram para a região para cursar medicina no país vizinho. Por conta disso, enfrentavam o trânsito entre os países diariamente para estudar.
Inicialmente eles moraram no Paraguai, mas após o nascimento do filho deles, de dois anos, os planos mudaram, segundo o estudante de medicina e amigo do casal, Leonardo Ferreira.
“Uma das coisas que fizeram que eles mudassem para Foz do iguaçu foi o nascimento do filho, para viabilizar a questão de creche e não precisar levar ele todos os dias para a faculdade. Então o pico de mudança deles do Paraguai para Foz foi o nascimento do Vitor, que é o grande troféu deles”, afirmou o amigo.
Larissa deixa um filho de dois anos, fruto do relacionamento com Daniel, que é jogador amador de futebol. Os pais de Daniel, coincidentemente, estavam em viagem de férias em Foz do Iguaçu, para visitar o filho, a nora e neto. Agora o menino de dois anos está sob o cuidados dos avós.
O corpo de Larissa foi velado nesta quinta-feira (21) em Foz do Iguaçu e depois seguiu em translado para Roraima, onde será enterrado.
O acidente
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Estudante de medicina morre após grave acidente na Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai — Foto: Reprodução RPC
Os dois estavam na motocicleta e transitavam em direção ao país vizinho quando bateram de frente com a van que seguia no sentido contrário. Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista da van contou que não percebeu que, depois da batida, a motocicleta ficou embaixo da van.
“Em princípio ele não havia sentido que a moto estava embaixo do veículo, o que ocasionou o arrastamento dessa motocicleta e posteriormente essa motocicleta entrou em chamas”, afirmou o policial rodoviário federal, Leonardo Durante.
Um dos passageiros da van contou à RPC que a van sai do Paraguai e que do lado brasileiro vinham duas motocicletas juntas, em alta velocidade. Foi quando uma delas resvalou na van e o motociclista perdeu o controle, caindo na pista. Ele conta que não foi possível desviar porque tinham outros veículos.
De imediato, o trânsito nos dois sentidos foi bloqueado para o atendimento às vítimas. Durante pouco mais de uma hora, o trânsito ficou totalmente bloqueado na Ponte da Amizade, tempo suficiente para provocar grandes filas nos dois lados da fronteira.
Imagens da aduana paraguaia mostram que muitos motociclistas aguardavam a liberação da pista. No Brasil, a maior concentração foi no acesso à aduana. Logo depois da liberação da ponte, o trânsito precisou ser coordenado pela PRF para a passagem de veículos e também de pedestres.
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