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OESTE E SUDOESTE

Estudante que morreu em grave acidente na Ponte da Amizade se mudou para o Paraná para realizar sonho de cursar medicina

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Larissa Moura tinha 30 anos, era natural de Rondônia e morreu a caminho do hospital. Ela deixa um filho de dois anos.

 

A estudante Larissa Moura tinha, 30 anos, que morreu em grave acidente na Ponte da Amizade na terça-feira (20), se mudou para o Paraná para realizar o sonho de cursar medicina no Paraguai junto com o marido, Daniel Vitor de Paula, que ficou gravemente ferido no acidente e segue internado.

A ponte liga Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a Cidade do Leste, no Paraguai, que atrai diversos estudantes por possuir diversas faculdade de medicina por valores mais baixos que no Brasil.

O casal vivia há seis anos em Foz do Iguaçu, mas ambos são do estado de Rondônia, e se mudaram para a região para cursar medicina no país vizinho. Por conta disso, enfrentavam o trânsito entre os países diariamente para estudar.

Inicialmente eles moraram no Paraguai, mas após o nascimento do filho deles, de dois anos, os planos mudaram, segundo o estudante de medicina e amigo do casal, Leonardo Ferreira.

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“Uma das coisas que fizeram que eles mudassem para Foz do iguaçu foi o nascimento do filho, para viabilizar a questão de creche e não precisar levar ele todos os dias para a faculdade. Então o pico de mudança deles do Paraguai para Foz foi o nascimento do Vitor, que é o grande troféu deles”, afirmou o amigo.


Larissa deixa um filho de dois anos, fruto do relacionamento com Daniel, que é jogador amador de futebol. Os pais de Daniel, coincidentemente, estavam em viagem de férias em Foz do Iguaçu, para visitar o filho, a nora e neto. Agora o menino de dois anos está sob o cuidados dos avós.

O corpo de Larissa foi velado nesta quinta-feira (21) em Foz do Iguaçu e depois seguiu em translado para Roraima, onde será enterrado.

O acidente

Estudante de medicina morre após grave acidente na Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai — Foto: Reprodução RPC

Estudante de medicina morre após grave acidente na Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai — Foto: Reprodução RPC

 

Os dois estavam na motocicleta e transitavam em direção ao país vizinho quando bateram de frente com a van que seguia no sentido contrário. Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista da van contou que não percebeu que, depois da batida, a motocicleta ficou embaixo da van.

“Em princípio ele não havia sentido que a moto estava embaixo do veículo, o que ocasionou o arrastamento dessa motocicleta e posteriormente essa motocicleta entrou em chamas”, afirmou o policial rodoviário federal, Leonardo Durante.

Um dos passageiros da van contou à RPC que a van sai do Paraguai e que do lado brasileiro vinham duas motocicletas juntas, em alta velocidade. Foi quando uma delas resvalou na van e o motociclista perdeu o controle, caindo na pista. Ele conta que não foi possível desviar porque tinham outros veículos.

De imediato, o trânsito nos dois sentidos foi bloqueado para o atendimento às vítimas. Durante pouco mais de uma hora, o trânsito ficou totalmente bloqueado na Ponte da Amizade, tempo suficiente para provocar grandes filas nos dois lados da fronteira.

Imagens da aduana paraguaia mostram que muitos motociclistas aguardavam a liberação da pista. No Brasil, a maior concentração foi no acesso à aduana. Logo depois da liberação da ponte, o trânsito precisou ser coordenado pela PRF para a passagem de veículos e também de pedestres.

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OESTE E SUDOESTE

Torneio avalia qualidade da silagem de milho e incentiva melhorias no sistema de produção

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O clima teve uma influência direta sobre a qualidade das silagens de milho produzidas na região de Pato Branco, no Sudoeste, neste ano. No entanto, alguns produtores driblaram essas dificuldades e conseguiram obter uma silagem de alta qualidade, reduzindo os custos com a alimentação dos animais.

Essas foram algumas observações dos servidores do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná) a partir do Terceiro Torneio de Silagem de Chopinzinho, cujo resultado foi divulgado na última semana. O evento foi realizado presencialmente e transmitido ao vivo.

A competição selecionou os dez produtores que obtiveram silagem de melhor qualidade na região. Foram analisadas 167 amostras, de 15 municípios, além de alguns materiais de Guarapuava e Pinhão, que não entraram no torneio.

As amostras passaram por análises para determinar o tamanho das partículas, a composição química e o valor nutricional do alimento. Além disso, a densidade e temperatura do silo também foram observadas, já que são fatores que determinam se a silagem pode ser oferecida com segurança aos animais.

Os dez primeiros colocados no torneio foram Valdecir Melo (Saudade do Iguaçu), Ivanete Machado (Bom Sucesso do Sul), Sidnei Remor (Chopinzinho), Irno Rosaneli (Vitorino), Marizete Rahrs (Bom Sucesso do Sul), João Denardin (Mangueirinha), Sérgio Onesco (Bom Sucesso do Sul), Cesar Santin, Disué Vottri e Douglas Donatti (Vitorino). Os primeiros cinco colocados ganharam prêmios em dinheiro e a partir do sexto lugar receberam um troféu.

De acordo com os servidores, neste ano a estiagem no início do período de crescimento do milho e o excesso de chuva na hora de colher o cereal acabou atrasando o plantio da safrinha de milho.

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“Com isso os produtores tiveram que fazer o corte do milho para silagem mais cedo, com o milho mais verde, antes do ponto de maturação. O milho estava mais úmido e resultou numa silagem com pouca concentração de grãos e menor valor energético”, explicou o zootecnista Guilherme Koerick, do IDR-Paraná de Chopinzinho.

TAMANHO NÃO É DOCUMENTO  O zootecnista ressalta que o tamanho da propriedade não foi um fator preponderante para os bons resultados dos vencedores. Segundo ele, a área das propriedades entre os dez primeiros colocados variou de 1,8 hectare a 32 hectares.

“São produtores que usaram mais adubo, orgânico e químico, que a média da região. Eles também terceirizaram o corte da silagem. Optaram pela profissionalização dessa etapa do trabalho”, disse Koerick.

Foi possível verificar que um entre cada três produtores que participaram do torneio não fez a compactação adequada da silagem. “Essa baixa densidade leva a perdas pela presença de muito oxigênio no material”, informou Koerick.

Ele acrescentou que melhorar a compactação do silo pode evitar que a silagem estrague e o produtor tenha perdas. Na região a média de compactação é de 568 kg/metro cúbico, enquanto entre os dez primeiros colocados do torneio a média ficou em 639 kg/metro cúbico.

Outro ponto importante é que 62% dos produtores fazem um bom processamento dos grãos. Os outros 38% precisam executar alguns ajustes, já que o milho inteiro tem menor aproveitamento pelos animais, segundo os extensionistas.

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ORIENTAÇÃO  De acordo com Lucas Fernando Oliveira dos Santos, do IDR-Paraná de Palmas, o torneio tem vários objetivos, mas ele destaca o caráter educativo da competição. “Procuramos avaliar a qualidade da silagem, dar um feedback para o produtor em termos nutricionais e orientá-lo para que tenha uma silagem de mais qualidade, diminuindo perdas e tendo um melhor aproveitamento”, afirmou Santos.

O Terceiro Torneio de Silagem de Chopinzinho foi realizado pelo IDR-Paraná em parceria com a Palmas Leite, Sicredi, Cooperativa de Leite da Agricultura Familiar (CLAF), Lallemand, Cresol, Codepar, Silagem Mangueirinha, Panorama Leilões, prefeituras de Saudades do Iguaçu e de Chopinzinho.

PROJETO – O projeto Qualidade da Silagem é uma das frentes de trabalho dos extensionistas, já que a conservação de volumosos é uma estratégia para oferecer alimento aos rebanhos de gado de corte e leite ao longo do ano.

A silagem está presente em quase todas as propriedades da região Sul do Brasil. Porém, os técnicos afirmam ainda que o alimento apresenta variações na sua composição em função do híbrido de milho cultivado, dos manejos culturais e procedimentos durante o processo de ensilagem.

Os extensionistas lembram que o conhecimento da composição bromatológica da silagem de milho utilizada na alimentação do rebanho é fundamental para o correto ajuste da dieta no dia a dia, evitando desperdícios na propriedade.

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