Paraná
Antiga fábrica de Curitiba vai abrigar um dos maiores hubs de inovação da América Latina
A antiga fábrica da Ambev, no bairro Rebouças, em Curitiba, vai se transformar em um centro voltado para a inovação, tecnologia e economia criativa. A nove dias do aniversário de 331 anos da Capital, o governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou nesta quarta-feira (20) o projeto da Fábrica de Ideias, um hub de tecnologia que vai reunir empresas, startups e espaços de cultura e lazer, além de revitalizar o terreno histórico que fica no antigo polo industrial da cidade.
O terreno de mais de 50 mil metros quadrados será todo remodelado para abrigar o espaço, que vai receber R$ 200 milhões em investimentos, com apoio da Audi do Brasil, e terá 34 mil metros quadrados de área construída. A gestão da Fábrica de Ideias deve ser realizada pela iniciativa privada, com governança colaborativa entre as lideranças do ecossistema de inovação da Capital.
“É um presente do nosso governo à cidade de Curitiba e à população da Capital. O Paraná já é considerado o estado mais inovador do Brasil, várias cidades estão se transformando em polos tecnológicos, e esse projeto torna tudo isso tangível, para fazer da tecnologia e da inovação impulsoras da economia e da geração de empregos”, afirmou o governador.
O imóvel, que ocupa a superquadra entre as avenidas Getúlio Vargas e Iguaçu, será totalmente revitalizado com conceito autossustentável e ecológico. “Estamos fazendo algo maior, com a reurbanização dessa região, dando mais vida ao Rebouças com uma pitada de cultura e reconhecimento histórico a quem ajudou o Paraná a se tornar o que somos”, salientou Ratinho Junior. “Tudo isso para que os nossos jovens possam trabalhar aqui, aprender sobre inovação, mas também aprender sobre cultura, história e comunicação”.
Para o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, o projeto mostra uma tendência que acontece em várias metrópoles do globo, com a revitalização de espaços históricos para se tornarem centros de convivência e inovação. “Estamos celebrando esse projeto que está fazendo um redesenho urbano em uma área muito importante da nossa Capital, com outros projetos semelhantes no entorno, como o Vale do Pinhão, que ocupa a antiga fábrica da Fontana”, disse.
“É o que Washington está fazendo na beira do rio Potomac, o que Denver fez em frente às montanhas do Colorado, o que fez Nova York na beira do rio Hudson e o que faz Tóquio no bairro à beira do rio Asakusa”, destacou Greca.
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PROJETO – O projeto arquitetônico do centro está em desenvolvimento, em uma ação coordenada em conjunto pelas secretarias estaduais da Inovação, Modernização e Transformação Digital; Planejamento; Cidades; Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Cultura; e Administração e Previdência.
O secretário estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital, Marcelo Rangel, ressaltou que a ideia é reunir desde big techs como Google e Amazon, empresas unicórnio paranaenses, que são aquelas que já atingiram valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, até pequenas startups.
“Vamos ter uma interatividade entre inovação, tecnologia e cultura, um projeto do governo com participação da iniciativa privada e a sinergia entre grandes empresas, academia e pequenas startups. Será um projeto para todos os paranaenses, valorizando a nossa Capital”, afirmou.
Uma parte essencial do projeto é o Retrofit, que vai renovar e reutilizar as estruturas existentes para abrigar um Hub de Tecnologia e Inovação para empresas de diversos setores. A ideia é preservar a herança industrial da região, ao mesmo tempo em que cria um ambiente para o desenvolvimento tecnológico, industrial e empreendedor.
O espaço será voltado para aceleração de empresas e startups, incubadora de negócios, economia criativa, qualificação profissional, desenvolvimento de pesquisas tecnológicas e de projetos de instituições de ensino, laboratórios, gamificação, espaço coworking, além de um novo centro cultural e gastronômico.
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Ao lado das instalações de Retrofit, será construído um edifício corporativo de oito pavimentos, com uma área de 11.200 metros quadrados. O local deve abrigar empresas líderes em tecnologia, instituições de pesquisa e escritórios governamentais, criando um ambiente de colaboração de última geração. O design do complexo pretende incorporar tecnologias sustentáveis e soluções de energia limpa para reduzir o impacto ambiental e criar um ambiente de trabalho eficiente.
Além de ser um centro de inovação e tecnologia, o local também vai abrigar espaços de cultura e lazer, sediando mostras do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC), além de um espaço cultural que deve unir arte, comunicação e inteligência artificial. Também deve contar com um centro de gastronomia, o Boulevard Alfred Agache, que homenageia o arquiteto francês responsável pelos projetos iniciais do Centro Cívico de Curitiba.
Os muros do local vão trazer imagens de figuras que marcaram a história do Paraná. Entre os homenageados estarão os irmãos André e Antônio Rebouças, que dão nome ao bairro e foram os engenheiros responsáveis pela construção da linha férrea ligando Curitiba ao Litoral, o físico e cientista curitibano César Lattes e o precursor da aviação Alberto Santos Dumont, que foi um dos responsáveis pela criação do Parque Nacional do Iguaçu.
PRESENÇAS – Acompanharam a solenidade o vice-governador Darci Piana; a primeira-dama Luciana Saito Massa; os secretários estaduais do Planejamento, Guto Silva; das Cidades, Eduardo Pimentel; da Cultura, Luciana Casagrande; da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa; Leandre Dal Ponte; da Fazenda, Renê Garcia; da Comunicação, Cleber Mata; da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; da Segurança Pública, Hudson Teixeira; e da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o diretor de Relações Institucionais da Secretaria de Inovação, Diego Nogueira; os diretores-presidentes da Invest Paraná, Eduardo Bekin; do Tecpar, Celso Kloss; do Ipardes, Jorge Callado; do DER/PR, Fernando Furiatti; o diretor Financeiro do BRDE, Wilson Bley Lipski; a presidente da LIDE Paraná, Heloísa Garret; o diretor do iCities, Beto Marcelino; o diretor de Assuntos Institucionais, Governamentais e Sustentabilidade da Audi do Brasil, Antonio Calcagnotto; e a deputada estadual Márcia Huçulak.
Fonte: Governo PR
Paraná
Bombeiros formam nova turma de mergulhadores para atuação em diferentes regiões do Paraná
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realizou nesta sexta-feira (17), no quartel do Comando-Geral, em Curitiba, a formatura do Curso de Mergulho Autônomo (CMAut) 2026 destinado a cabos e soldados. A capacitação, que formou 14 militares, sendo 13 bombeiros e um policial, representa um importante reforço da capacidade operacional da corporação nos atendimentos em ambientes aquáticos em todo o Estado.
A cerimônia contou com a presença do comandante-geral da corporação, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino; do comandante da Escola Superior de Bombeiro (ESBM), tenente-coronel Eduardo Gomes Pinheiro; e do comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), unidade responsável pela coordenação do curso, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert.
Hiller destacou a importância da capacitação para a corporação. “A formação desses mergulhadores representa não apenas a qualificação de novos especialistas, mas a difusão desse conhecimento dentro de nossas unidades em todo o Estado. Esses militares se tornam referência e ajudam a ampliar a capacidade técnica de toda a corporação”, afirmou.
Criado em 2009, o CMAut forma militares especializados para atuar em ocorrências que envolvem pessoas, veículos ou objetos submersos, em situações que exigem acesso por meio do mergulho autônomo, com uso de equipamentos de respiração subaquática. Esta é a quinta turma formada pela corporação.
PREPARAÇÃO DE ELITE – Com duração de seis semanas e carga horária de 319 horas-aula, a capacitação submeteu os alunos a atividades de elevada complexidade técnica, com exigência de preparo físico, controle emocional e domínio das técnicas de mergulho. Um dos diferenciais do curso ministrado pelo CBMPR em relação a formações semelhantes no Brasil foi o uso de equipamentos e técnicas avançadas específicas do mergulho de segurança pública.
A formação foi dividida em duas fases. Na etapa inicial, os alunos passaram por treinamentos em piscina, com foco na base teórica e no desenvolvimento do controle emocional. Na sequência, as atividades foram realizadas em ambientes não controlados, como rios, lagos, represas, pedreiras e mar.
Entre os principais desafios da formação estão as condições de baixa ou nenhuma visibilidade e a necessidade de atuação sob estresse. “A fase de piscina é fundamental para preparar o aluno para situações adversas. Trabalhamos com exercícios progressivos e testes que simulam falhas de equipamento, exigindo que o mergulhador resolva tudo debaixo d’água, sem visibilidade”, explica o 1º tenente Gabriel Marcondes, responsável pela coordenação do curso.
Os mergulhadores são acionados em situações que demandam buscas subaquáticas, especialmente em casos de afogamentos, acidentes com embarcações e recuperação de objetos ou evidências.
Uma ocorrência emblemática da atuação de bombeiros mergulhadores no Paraná ocorreu em 2021, após o naufrágio de uma embarcação da PM durante uma operação no Rio Paraná, no Noroeste do Estado, em que armamentos pesados afundaram na água. Após buscas por mais de duas semanas, equipes do GOST conseguiram localizar os armamentos submersos em uma atuação de alta complexidade de mergulho em correnteza.
EQUIPAMENTOS E TECNOLOGIA – Entre os avanços recentes da corporação estão a aquisição de máscaras full face, que protegem completamente o rosto do mergulhador, permitindo respirar naturalmente pelo nariz e boca, além das chamadas roupas secas, que evitam o contato com a água em ambientes contaminados.
“Esses equipamentos aumentam significativamente a segurança da operação, tanto do ponto de vista físico quanto biológico, permitindo que o bombeiro atue com mais proteção em ambientes adversos”, destaca Marcondes.
A capacitação ainda incluiu técnicas avançadas, como o mergulho com misturas gasosas enriquecidas com oxigênio, que visam aumentar a segurança e o tempo de fundo em mergulhos. O curso contou ainda com instrutores formados em diferentes estados, garantindo a troca de experiências e a atualização de procedimentos.
CAPACIDADE OPERACIONAL – Após a formatura, os militares retornam às suas unidades de origem nas cidades de Curitiba, Paranavaí, Maringá, Cascavel, Francisco Beltrão, Apucarana e Londrina. A estratégia permite que diferentes regiões passem a contar com pelo menos um especialista na atividade.
A formação de novos mergulhadores amplia a capacidade de resposta do CBMPR em ocorrências complexas, especialmente aquelas que exigem atuação em maiores profundidades ou em condições adversas.
A especialização também contribui para o aumento da segurança das operações, uma vez que o mergulho é uma das atividades mais exigentes e de maior risco dentro da atuação dos bombeiros, demandando preparo técnico e tomada de decisão rápida em situações críticas.
Fonte: Governo PR
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