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Amistoso do Athletico contra o Cerro Porteño pode ser mistura de festa com despedida

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Tribuna Paraná - Juliana Fontes

O jogo amistoso contra o Cerro Porteño, do Paraguai, que acontecerá neste sábado (29), às 16h, deve marcar não só o dia de festividades do Athletico por conta dos 20 anos da Arena da Baixada, mas também deve ser ainda mais especial por ser a despedida do zagueiro Paulo André dos gramados. O jogador de 35 anos tem contrato com o Furacão até somente o dia 30, domingo, e deve se afastar da função de atleta para se aproximar dos bastidores do clube. Ele será o novo diretor de futebol do Rubro-Negro.

Desde o ano passado, o defensor já vinha se preparando para assumir uma função executiva no Furacão, a de diretor de futebol, cargo ocupado por Rui Costa até 31 de janeiro. Seja participando de contratação de jogadores ou também observando de perto as promessas do time, ajudando na seleção de peças para subirem ao profissional, Paulo André vinha se dividindo entre suas duas posições no clube. Ele teve participação direta na contratação do centroavante argentino Marco Ruben, por exemplo.

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O contrato do zagueiro se encerraria no fim de 2018, mas acabou estendendo sua passagem dentro de campo por mais seis meses. Isso porque após a conquista da Copa Sul-Americana, ele aceitou o desafio de jogar a fase de grupos da Copa Libertadores e a decisão Recopa Sul-Americana.

Ainda que existissem dúvidas se o camisa 13 prolongaria mais uma vez seu vínculo, ele vinha dando pistas de que não seguiria nos gramados. Um dia antes do jogo diante do River Plate, pela Recopa, já tinha dado a entender que queria sair ainda no auge.

Zagueiro teve uma primeira passagem pelo Furacão, no início da carreira, entre 2005 e 2006. Foto: Arquivo

Zagueiro teve uma primeira passagem pelo Furacão, no início da carreira, entre 2005 e 2006. Foto: Arquivo

“É desfrutar, aproveitar cada minuto no campo e deixar tudo. Desde o ano passado a sequência foi boa, fiz bons jogos. É melhor deixar o sentimento de saudade do que o tira-me daqui”, disse Paulo André, no dia 29 de maio.

Natural de Campinas, o jogador iniciou sua carreira profissional no Guarani e teve sua primeira passagem pelo Athletico entre 2005 e 2006. Em seguida, jogou no Le Mans, da França, onde permaneceu por três anos, e foi ídolo no Corinthians, time que defendeu por cinco temporadas e se consagrou campeão do Paulista, do Brasileirão, da Recopa, da Libertadores e do Mundial de Clubes.

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Tem também em seu passaporte o carimbo da China, onde em 2014 se aventurou no Shanghai Shenhua. Neste período, foi um dos líderes do Bom Senso, que lutou por melhorias no futebol brasileiro, mas que acabou não tendo uma vida longa. Na temporada seguinte voltou ao Brasil e defendeu o Cruzeiro. Em 2016 voltou ao Furacão, onde permanece até hoje.

Nessa sua última passagem pelo clube, optou por morar no CT do Caju a fim de se dedicar às leituras – ele não esconde seu gosto por livros – e aos estudos ligados ao futebol. Paulo André é graduado em Educação Física e Administração e possui pós-graduação em Gestão Esportiva.

Os ingressos para o amistoso contra o time paraguaio estão à venda no site do clube e custam 25 reais. Será a última oportunidade do torcedor atleticano ver Paulo André calçando chuteiras e defendendo a camisa do time em campo.

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Antonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial

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Em uma tarde marcada por acidentes e abandonos em série, o jovem Kimi Antonelli provou por que é a nova sensação da Fórmula 1. O piloto da Mercedes ignorou a pressão das ruas de Monte Carlo e venceu o Grande Prêmio de Mônaco, consolidando uma vantagem ainda mais confortável no topo da tabela do Campeonato de Pilotos. Lewis Hamilton e Isack Hadjar completaram o pódio de uma corrida que viu sete carros ficarem pelo caminho.

A prova começou com um balde de água fria para a Red Bull. Logo na largada, o atual campeão Max Verstappen enfrentou uma falha mecânica crítica, perdendo posições rapidamente até se tornar a primeira baixa do dia. Enquanto isso, Antonelli mantinha a ponta com uma frieza impressionante, abrindo distância para as Ferraris de Hamilton e Charles Leclerc.

Sobrevivência e Estratégia

A corrida de rua, conhecida por não perdoar erros, fez outras vítimas de peso. Nomes como Lando Norris e Valtteri Bottas também abandonaram devido a problemas técnicos. A tranquilidade de Antonelli só foi testada a 20 voltas do fim, quando Lance Stroll colidiu na última curva, forçando a entrada do Safety Car.

O incidente reagrupou o pelotão e abriu uma janela para paradas estratégicas nos boxes. Para alguns pilotos, o Safety Car foi a salvação, permitindo o cumprimento de punições por excesso de velocidade no pit lane sem grandes perdas de posição.

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Drama Local e Pódio Inédito

A relargada trouxe o momento mais dramático para a torcida monegasca. Charles Leclerc, que lutava pelo pódio, sofreu um acidente idêntico ao de Stroll, provocando uma bandeira vermelha para reparos na pista. O abandono do “dono da casa” abriu caminho para Isack Hadjar, que herdou a terceira posição e conquistou seu primeiro pódio com a Red Bull.

Pierre Gasly, que cruzou a linha de chegada em terceiro, acabou despencando na classificação final após ser penalizado em dez segundos por infrações anteriores. Com isso, Oscar Piastri e Liam Lawson herdaram o quarto e quinto lugares, respectivamente.

Feitos Históricos no Pelotão Intermediário

A Racing Bulls celebrou o sexto lugar de Arvid Lindblad, enquanto a Cadillac fez história ao pontuar pela primeira vez na categoria com Sergio Perez, que terminou em décimo. O resultado do mexicano, contudo, segue sob análise dos comissários devido a uma possível largada queimada.

Desempenho do brasileiro Gabriel Bortoleto

Bortoleto começaria a prova em 16º lugar, mas com a falha identificada no seu carro antes da largada, teve que recolher para a garagem da Audi e começar a prova de lá. Ele seguiu sem grandes avanços no decorrer da disputa: fez seu pit stop logo no segundo giro, para trocar os pneus médios pelos duros e estender sua permanência na pista.Por fim, o jovem conseguiu avançar na terceira relargada na 70ª volta: ultrapassou Franco Colapinto, capitalizou a punição de George Russell e também o abandono de Carlos Sainz – que rodou após um toque de rodas com Nico Hulkenberg. Após a bandeirada, o alemão foi punido em 10s pelo incidente, alçando Bortoleto do 13º ao 12º lugar.

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Resultado

  1. Kimi Antonelli (Mercedes)
  2. Lewis Hamilton (Ferrari) +6s271
  3. Isack Hadjar (Red Bull) +23s394
  4. Oscar Piastri (McLaren) +24s261
  5. Liam Lawson (Racing Bulls) +26s553
  6. Arvid Lindblad (Racing Bulls) +29s010
  7. Pierre Gasly (Alpine) +30s369
  8. Alexander Albon (Williams) +33s413
  9. Esteban Ocon (Haas) +37s140
  10. Sergio Pérez (Cadillac) +39s153
  11. Fernando Alonso (Aston Martin) +41s899
  12. Gabriel Bortoleto (Audi) +42s748
  13. George Russell (Mercedes) +43s353
  14. Nico Hulkenberg (Audi) +44s102
  15. Franco Colapinto (Alpine) +48s964

Fonte: Esportes

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