Paraná
Aluno da rede estadual do município de Roncador ganha bolsa integral de medicina
Há dois anos, Luiz Gustavo Krupcyak Istschuk concluía o ensino médio pela rede estadual de ensino e até então não tinha muitas perspectivas em relação à escolha da carreira. O jovem, que é morador do município de Roncador, na região central do Estado, considerava o próprio desempenho nos estudos apenas “mediano”. Mas ele não imaginava que uma dose de esforço e dedicação aos estudos o levaria, apenas dois anos depois, a uma das universidades da região com bolsa integral.
Tudo começou com uma frustração na nota do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) daquele ano. Luiz Gustavo decidiu mudar a forma de encarar a rotina de estudos, se engajou em uma verdadeira maratona de estudos, inclusive com Terceirão, e conseguiu entrar no curso de medicina. “Eu estudava e até alcançava notas razoáveis. Mas, para mim, não era suficiente. Para passar no curso que eu queria, que era medicina, eu sabia que precisava me dedicar mais. Valeu a pena”, conta.
A rotina foi puxada, com estudos diários de sete a oito horas, intercalados com atividade física. Para se organizar, ele se baseou no conteúdo programático de alguns vestibulares para criar um cronograma próprio de estudos. Além disso, Luiz Gustavo também mudou o Terceirão para o turno da noite, com o objetivo de aproveitar o tempo de estudo na parte do dia.
O resultado dos esforços veio justamente no Enem seguinte. “Minha pontuação saltou de 620 para 740 na segunda tentativa. Com isso atingi a nota necessária para a bolsa integral”, celebra.
Nascido em Roncador, Luiz Gustavo vive com a mãe e o irmão mais novo. O jovem conquistou a vaga ao lado de outros 14 selecionados pelo Centro Universitário Integrado de Campo Mourão para cursar, gratuitamente, a graduação que sempre sonhou. “Desde 2015, quando minha avó ficou doente, entendi que queria ser médico, porque achei que a medicina precisava ser realizada de forma mais humanizada. É este médico mais humano e empático que eu quero me tornar”, indica.
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Quando recebeu a notícia da conquista da bolsa, Luiz Gustavo não conteve a emoção. “Foi uma sensação inexplicável, porque foi realmente uma virada de chave na minha vida. Eu não estava esperando. Foi um alívio, depois de todo o estresse que tinha sido estudar para o vestibular, correndo o risco de não conseguir entrar na universidade”, reflete.
Um dos fatores atribuídos pelo jovem como determinantes para a conquista do resultado foi a grade curricular da rede estadual de ensino, que possibilitou contato com as disciplinas de maior exigência nos vestibulares.
“É motivo de orgulho para o nosso colégio ter registrada a passagem de alunos como o Luiz Gustavo. Ele é merecedor dessa conquista porque se destacou pelo seu desempenho e esforço durante o ensino médio. Assíduo frequentador de nossa biblioteca, ele sempre emprestava livros para que pudesse estudar além do período de aulas”, lembra Lorentina Lopes Barroso, a diretora do Colégio Estadual General Carneiro, que atende 620 alunos e oferta ensino fundamental e médio, além do curso técnico em administração.
Para a mãe de Luiz Gustavo, Inês Krupcyak Istchuk, a dedicação do filho é motivo de orgulho. “Estou muito feliz, porque assisti de perto o quanto ele se esforçou para alcançar esse objetivo. Sempre apostei que ia conseguir”, revela.
Agora universitário, Luiz Gustavo diz que pretende levar o curso com a mesma seriedade e arrisca afirmar que sente certa inclinação para a área da cardiologia. “Acredito que com força de vontade, disciplina e dedicação, tudo é possível. Nunca desisti, independentemente das adversidades que encontrei pelo caminho. Se eu consegui, outros também conseguem”, finaliza.
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica
O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).
As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.
“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.
“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.
“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.
CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.
Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.
“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.
A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.
A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.
Fonte: Governo PR
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