Paraná
Programa Olho Vivo alcança marca de mil câmeras instaladas no Estado
O Programa Olho Vivo alcançou a marca de mil câmeras instaladas em diversas cidades do Paraná, de acordo com o último levantamento divulgado nesta quinta-feira (12). São 1.012 equipamentos inteligentes distribuídos em 22 municípios, o equivalente a 64,9% das 1.560 que serão instalados nessa fase pelo Governo do Estado.
O avanço mais significativo tem sido no Interior, com 536 das 614 câmeras planejadas já instaladas. As cidades de Guarapuava e Maringá estão próximas de 100%. Londrina, Foz do Iguaçu, Umuarama e Cascavel já chegam a quase 90%, enquanto que Guaíra e Ponta Grossa se aproximam dos 80% das câmeras instaladas.
Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e no Litoral, nove municípios já estão com todas as câmeras instaladas. São eles: Araucária, Fazenda Rio Grande, Campina Grande do Sul, Pinhais, Piraquara, Guaratuba, Morretes, Matinhos (esta com mais equipamentos instalados do que o previsto inicialmente, devido a ajustes) e Almirante Tamandaré, que recebeu a fase piloto do programa.
Completam a lista de municípios Colombo (97%), Paranaguá (95%), São José dos Pinhais (93%), Pontal do Paraná (86%) e Campo Largo (59%). Juntos, RMC e Litoral já receberam 476 câmeras. As demais serão instaladas em Curitiba, trechos estratégicos em rodovias e reforços pontuais nas demais cidades selecionadas para essa fase.
Na sequência da instalação, policiais militares dos batalhões regionais estão passando por treinamentos para uso da plataforma, o que deve acontecer ao longo do primeiro semestre. Policiais da Capital, Litoral e algumas outras regiões já passaram pelo treinamento.
CASOS RESOLVIDOS – Entre os casos mais recentes que contaram com o auxílio do Olho Vivo está a prisão de dois indivíduos suspeitos de realizarem diversos furtos na região de Foz do Iguaçu, no Oeste.
Após informações do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRone) de que a dupla fugia para Curitiba, foi criado um alerta a partir da placa e modelo do veículo. Com a identificação da localização do veículo, que já se encontrava na Capital, os policiais realizaram a abordagem. Além da prisão, foram apreendidos cartões de crédito, celulares e dinheiro em diferentes moedas.
O sistema também foi amplamente utilizado durante o Verão Maior Paraná, contribuindo para aumentar a segurança de moradores e veranistas durante a alta temporada e na resolução de crimes, como localização de foragidos da Justiça, prisão de pessoa acusada de violência doméstica e recuperação de veículos.
Esse tipo de abordagem é possível graças ao sistema do Olho Vivo que, a partir de inteligência artificial (IA), facilita o trabalho das forças policiais. Isso porque o uso de IA passa a ser de “investigação assistida”, em que as câmeras deixam de depender apenas da observação humana e passam a contar com ferramentas de análise automática.
Os novos equipamentos têm entre os recursos o cruzamento de dados, imagens e inteligência artificial em tempo real para auxiliar as forças de segurança no reconhecimento de criminosos e suspeitos procurados e na identificação de veículos furtados ou roubados.
26 MIL CÂMERAS – O Olho Vivo é coordenado de forma integrada pela Secretaria da Segurança Pública, Secretaria das Cidades e pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados, com arquitetura tecnológica desenvolvida para operar em larga escala e em conformidade com a Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais (LGPD). Serão investidos R$ 400 milhões em repasses para os municípios adquirirem câmeras até o montante de 26,5 mil unidades. O recurso será a fundo perdido, sem necessidade de devolução por parte das gestões municipais.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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