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Agro

Alta generalizada de insumos coloca mercado de defensivos agrícolas sob pressão em 2026

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O mercado de defensivos agrícolas atravessa um período de forte pressão, que vai além de oscilações pontuais de preços e indica transformações mais profundas na dinâmica da cadeia agroquímica. O avanço simultâneo de mais de 37 insumos relevantes aponta para um cenário de encarecimento generalizado no setor.

Segundo análise de Maurício S., CEO da AEGRO, com base em dados divulgados pela AgroPages, o atual movimento é impulsionado por uma combinação de fatores, como restrições de oferta, repasse de custos ao longo da cadeia e demanda sazonal consistente.

Alta nos indicadores reforça tendência de encarecimento

Os indicadores técnicos confirmam a trajetória de alta nos preços. O índice de herbicidas alcançou 87,86 pontos, com elevação de 11,50% em relação ao mesmo período do ano anterior e avanço de 13,39% no comparativo mensal.

No segmento de inseticidas, o aumento foi de 8,90% no acumulado anual e de 11,50% no mês. Entre os produtos mais impactados estão clorantraniliprole, abamectina refinada, propiconazol e trifloxistrobina, que refletem um mercado pressionado por custos mais elevados e limitações de oferta.

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Fatores estruturais ampliam a pressão sobre o setor

A avaliação do executivo indica que o cenário atual expõe fragilidades estruturais do setor, que historicamente concentrou seus esforços na negociação de preços como principal estratégia de eficiência.

Com a crescente influência de fatores como geopolítica, custos de energia, restrições regulatórias e gargalos produtivos, o preço dos insumos passa a refletir não apenas a dinâmica de mercado, mas também decisões industriais e estratégias de gestão de risco.

Gestão de abastecimento se torna diferencial competitivo

Diante de um ambiente mais instável e menos previsível, a gestão estratégica do abastecimento ganha relevância. Empresas que investirem na antecipação de riscos, diversificação de fornecedores e controle eficiente de estoques tendem a conquistar vantagem competitiva.

Esse novo contexto exige maior planejamento e capacidade de adaptação por parte dos agentes da cadeia agroquímica.

Mudança na relação comercial com o produtor

O avanço generalizado dos custos também altera a relação com o cliente final. A discussão deixa de se concentrar exclusivamente no preço dos produtos e passa a considerar soluções mais amplas.

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De acordo com a análise da AEGRO, o foco passa a ser a oferta de previsibilidade, segurança no abastecimento e melhores resultados no campo. Esse movimento impacta indústrias, distribuidores e parceiros comerciais, que precisam alinhar suas estratégias às novas exigências do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Governo define regras para exportações do agronegócio para a Europa

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O governo federal detalhou as regras para uso das cotas tarifárias previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, definindo como o agro brasileiro poderá acessar, na prática, os benefícios comerciais já em vigor desde 1º de maio.

As normas, publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta segunda-feira (04.05), estabelecem critérios operacionais para exportação e importação dentro do novo regime. O objetivo é dar previsibilidade à aplicação do acordo, que ainda depende de ratificação definitiva pelo Parlamento Europeu.

O sistema de cotas atinge diretamente produtos centrais da pauta agropecuária brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, mel, ovos e bebidas como cachaça e rum. São cadeias que passam a disputar um volume limitado com tarifa reduzida ou zerada. Dentro da cota, o produto entra com vantagem competitiva; fora dela, continua sendo exportado, mas com imposto cheio, o que reduz margem.

Esse desenho tem efeito direto na formação de preço ao produtor. Cadeias que conseguirem acessar as cotas tendem a capturar melhor valor no mercado europeu, enquanto operações fora desse limite ficam mais expostas à concorrência internacional. Como a distribuição seguirá, em regra, a ordem de solicitação, empresas com maior organização comercial, tradings, cooperativas e agroindústrias, terão vantagem na captura desse espaço.

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Outro ponto central é a exigência do Certificado de Origem, documento que comprova que o produto atende às regras do acordo. Na prática, isso eleva o nível de exigência dentro da porteira. Rastreabilidade, regularidade de entrega e padronização passam a ser condição para acessar os mercados com melhor remuneração.

Além de definir o uso das cotas, o governo atualizou as regras de certificação de origem. Entre os avanços estão a criação de um modelo específico de Certificado de Origem para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do certificado eletrônico para mercados como o europeu e a Índia, a autorização de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação. Também foi regulamentada a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico, o que tende a dar mais flexibilidade às operações.

Embora as cotas representem uma parcela pequena do comércio, cerca de 4% das exportações, elas se concentram justamente em produtos de maior valor agregado. Isso aumenta a disputa dentro do próprio Mercosul e tende a diferenciar produtores integrados a cadeias exportadoras daqueles que operam fora desses arranjos.

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Para o produtor rural, o efeito é claro: o acesso ao mercado europeu passa a depender menos do volume produzido e mais da capacidade de atender exigências técnicas e comerciais. Quem estiver inserido em cadeias organizadas e conseguir cumprir esses critérios tende a capturar melhores preços. Quem não estiver, continuará exposto ao mercado tradicional, com menor poder de barganha.

Fonte: Pensar Agro

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