Paraná
Alimentação escolar: controle rigoroso garante cardápios nutritivos e saudáveis no Paraná
Com o objetivo de assegurar e aprimorar continuamente a segurança e a qualidade da alimentação escolar, o Governo do Paraná mantém um modelo pioneiro no País de controle e monitoramento da qualidade dos alimentos oferecidos aos estudantes da rede pública. À frente desse processo está o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável por realizar análises laboratoriais rigorosas que garantem a confiabilidade das refeições servidas diariamente em mais de 2 mil escolas para cerca de 1 milhão de alunos da rede estadual.
Em parceria com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), o Tecpar vem desenvolvendo desde 2012, ações voltadas ao monitoramento da alimentação escolar, com objetivo de garantir que os alimentos do cardápio dos colégios estaduais atendam aos padrões sanitários e nutricionais exigidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Com um processo de controle de qualidade abrangente, que vai desde a inspeção das embalagens até a análise laboratorial dos produtos, a averiguação começa durante a entrega dos itens pelos fornecedores na unidade armazenadora do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), em Pinhais. Nessa etapa, são verificadas as condições das embalagens, a integridade dos lotes e a conformidade dos produtos com as especificações contratuais, garantindo que apenas itens adequados sigam para análise.
Em seguida, amostras de produtos como arroz, feijão, ovos, iogurte, congelados e massas são coletadas periodicamente e submetidas a ensaios físicos, químicos e microbiológicos, que avaliam composição nutricional, padrão de identidade, qualidade dos produtos, presença de contaminantes, validade e rotulagem.
“Anualmente, são analisados cerca de 500 alimentos, totalizando aproximadamente 2.500 amostras e 7.500 determinações microbiológicas. As análises buscam identificar bactérias como salmonella, escherichia coli e bacillus cereus, que podem causar intoxicações e inflamações”, explica a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona.
A microscopia permite identificar sujidades, fragmentos de insetos, pelos de roedores e ácaros, enquanto as análises químicas avaliam proteínas, minerais, açúcares, vitaminas e resíduos de agrotóxicos, especialmente em produtos orgânicos. “Garantir a qualidade dos alimentos servidos aos estudantes é prioridade do Fundepar. A parceria com o Tecpar traz ainda mais segurança e transparência a esse processo, assegurando refeições seguras e nutritivas aos alunos”, complementa Eliane.
LABORATÓRIOS – Nos laboratórios do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do Tecpar, as análises seguem protocolos técnicos detalhados. A gerente do Centro, Alessandra Bispo, explica que o volume de amostras e a diversidade de produtos exigem organização. “O principal desafio técnico é a chegada de grande quantidade de amostras em um curto espaço de tempo, conforme o cronograma de entregas. O laboratório prioriza as análises mais urgentes, sinalizadas pelo Fundepar, e realiza processos paralelos para otimizar o tempo de resposta”, diz.
O tempo de análise varia de acordo com o tipo de alimento, os parâmetros avaliados e a metodologia de análise. “O molho de tomate, por exemplo, requer cerca de 15 dias de incubação para a análise de esterilização comercial. Já os biscoitos demandam atenção especial por envolverem diversos parâmetros microbiológicos e um processo de microscopia mais detalhado”, explica Alessandra.
“Em 2025, 438 itens passaram por análise e a grande maioria foi aprovada, o que reforça a consistência e a confiabilidade do nosso modelo de monitoramento, permitindo que a alimentação escolar seja planejada com precisão e entregue de forma padronizada em todas as escolas”, afirma Eduardo Marafon, diretor-presidente do Tecpar.
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ACEITAÇÃO GARANTIDA – Além das análises laboratoriais, os alimentos passam também por testes sensoriais conduzidos pela equipe do Fundepar, que avaliam textura, sabor, aroma e aparência. Segundo Rosangela Mara Slomski Oliveira, coordenadora de Planejamento da Alimentação Escolar, esse processo ocorre em duas etapas: internamente, para testar preparo e comportamento dos alimentos, e nas escolas, com a participação de pelo menos 100 alunos.
Para que possa ser estudado para ser incluído no cardápio, o alimento precisa alcançar 85% de aceitação, e o cuidado se estende a estudantes com restrições alimentares, como celíacos e diabéticos. Produtos aprovados seguem para estudos nutricionais e de rotulagem; os reprovados são ajustados pelos fornecedores. Atualmente, o Fundepar prioriza alimentos sem aromatizantes ou conservantes artificiais.
Outro fator importante é a rotina das merendeiras e a necessidade de preparos eficientes. Para isso, as equipes técnicas do Fundepar realizam testes diários, estudando novas receitas e maneiras de diversificar o cardápio com os mesmos ingredientes. Entre as criações já testadas estão escondidinho de canjica, bolo red velvet de beterraba, vinagrete de sagu e receitas com ovo em pó, mostrando que é possível unir qualidade, criatividade e praticidade nas refeições escolares.
“O Paraná recebe fornecedores de todo o País, que veem o Estado como um laboratório de referência para testar produtos, devido à exigência do público e à tradição das análises. A água de coco, hoje popular nas escolas, é exemplo de produto que passou por todo esse processo antes de ser incorporado aos cardápios”, finaliza Rosangela.
Fonte: Governo PR
Paraná
Cerimônia de posse marca ingresso de Elisiane da Silva Moraes no Colégio de Procuradores de Justiça do MPPR
O Ministério Público do Paraná realizou nesta sexta-feira (2/10) a posse de Elisiane da Silva Moraes no cargo de Procuradora de Justiça. A cerimônia ocorreu no Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, em Curitiba, e marcou o ingresso de Elisiane Moraes no nível mais alto da carreira ministerial.
A solenidade foi conduzida pelo Procurador-Geral de Justiça em exercício, Armando Antônio Sobreiro Neto, e reuniu integrantes do Ministério Público, familiares e convidados. A cerimônia também foi transmitida ao vivo pelo canal do MPPR no YouTube.
Confira as fotos da solenidade
Promovida pelo critério de merecimento por meio do edital de promoção exclusivo para mulheres, a nova Procuradora reconheceu em seu discurso o significado de sua posse. “Recebo essa conquista com alegria e orgulho, mas também com a consciência de que ela representa algo que vai além da minha história pessoal, porque ocupar este espaço não significa apenas chegar. Significa também abrir caminho […]. Uma porta por onde outras mulheres possam passar”, destacou.
Elisiane também falou da alegria pela conquista, mas, sobretudo, do sentido de renovação do compromisso assumido com o Ministério Público em 1997, quando ingressou na instituição. Para ela, a chegada ao novo cargo representa uma responsabilidade ainda maior. Em sua fala, também agradeceu às pessoas que fizeram parte de sua trajetória, com destaque para as mulheres que encontrou ao longo da carreira e que foram referências de “competência, coragem, generosidade e determinação”. Ao falar sobre a função, defendeu a importância de preservar a capacidade de ouvir, compreender e reconhecer os próprios erros, lembrando que “a Justiça não pode perder sua dimensão humana”.
Um dos momentos de destaque da cerimônia foi a colocação da veste talar pelos filhos da homenageada, Fernando e João Vitor. O gesto simbolizou a celebração da conquista e o reconhecimento da trajetória percorrida por Elisiane até a nova etapa profissional no Colégio de Procuradores de Justiça.
Após a investidura, Elisiane renovou o compromisso legal de exercer com retidão as funções de Procuradora de Justiça e de cumprir as Constituições e as leis. Em seguida, foi realizada a leitura e a assinatura do termo de posse.
Saudações
A solenidade contou ainda com o pronunciamento de representantes da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), da Corregedoria-Geral e do Colégio de Procuradores de Justiça.
O Presidente da APMP, Fernando da Silva Mattos, ressaltou a trajetória de quase três décadas de Elisiane, construída com atuação cotidiana em diferentes comarcas, especialmente na área da família. Enfatizou ainda a discrição como uma das marcas de sua carreira, exercida com “um trabalho intenso e cotidiano realizado longe dos holofotes e sem buscar aplausos”. Segundo ele, essa postura revela uma forma de atuação comprometida com o serviço público e reforça o significado de sua promoção, que representa o reconhecimento de uma “brilhante trajetória”.
A Subcorregedora-Geral do MPPR, Jacqueline Batisti, destacou que o momento reunia duas razões para ser especialmente celebrado: a trajetória pessoal e profissional da nova Procuradora e o significado institucional de sua promoção. “São duas dimensões que não competem entre si, ao contrário, complementam-se. Políticas afirmativas de igualdade de gênero não existem para substituir o mérito, elas existem para que o mérito possa encontrar condições mais justas, em espaços que historicamente nem sempre estiveram igualmente acessíveis”, afirmou. Segundo ela, a presença feminina em cargos relevantes deve ser compreendida não como exceção, mas como parte natural da instituição.
Em nome do Colégio de Procuradores de Justiça, Moacir Gonçalves Nogueira Neto pontuou o sentimento de admiração compartilhado pelos integrantes do colegiado diante da brilhante trajetória profissional da empossada. Ressaltou que ela foi recebida de braços abertos pelo Ministério Público e retribuiu com dedicação ímpar, construindo uma trajetória de sucesso marcada pela valorização do papel social da instituição. Ao cumprimentá-la pela promoção, declarou: “Vossa Excelência muito orgulha o Ministério Público e só poderia ter sido promovida por inegável merecimento”.
Encerramento
No encerramento da cerimônia, o Procurador-Geral de Justiça em exercício, Armando Antônio Sobreiro Neto, destacou que a trajetória de Elisiane é marcada pela dedicação ao serviço público, que, segundo ele, pressupõe uma entrega de amor e renúncia, valores presentes na carreira da Procuradora de Justiça recém-empossada.
Armando Antônio Sobreiro Neto observou ainda que, embora o trabalho no segundo grau seja marcado pelo contato com processos eletrônicos, “atrás de cada arquivo eletrônico existem vidas”, pessoas com expectativas, direitos e demandas que aguardam respostas da Justiça. Nesse contexto, ressaltou a responsabilidade que acompanha a chegada ao mais alto cargo da carreira. “Que tenhamos uma Justiça com mais amor, a exemplo da vossa trajetória”, afirmou.
Fonte: Ministério Público PR
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