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Agro

Algodão brasileiro ganha destaque na Bahia Farm Show com moda, experiências sensoriais e valorização da fibra natural

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O algodão brasileiro será um dos protagonistas da Bahia Farm Show 2026, maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste do país. Entre os dias 8 e 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA), a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), apresenta a Vila do Algodão, um espaço dedicado a mostrar a importância da fibra natural e sua conexão com a indústria da moda.

Com uma estrutura de 300 metros quadrados, a iniciativa busca aproximar produtores, profissionais do agronegócio e consumidores da trajetória do algodão, desde o cultivo no campo até sua transformação em roupas e produtos têxteis.

Loja Sou de Algodão reforça consumo consciente e valorização da fibra natural

Um dos principais atrativos da Vila do Algodão será a Loja Sou de Algodão, que chega à feira com a campanha “Escolha fibra natural!”. O espaço comercializa peças confeccionadas com 100% algodão brasileiro, incluindo camisetas, polos e itens infantis.

Mais do que um ambiente comercial, a loja foi concebida como um espaço educativo. Os visitantes poderão conhecer detalhes sobre os diferentes tecidos produzidos a partir do algodão, suas características e aplicações, além de acompanhar um painel que apresenta todas as etapas da cadeia produtiva da fibra, desde a semente até os diversos subprodutos gerados durante o processamento.

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Experiência sensorial aproxima público do universo têxtil

A programação inclui ainda uma área de experimentação sensorial, onde os visitantes poderão tocar e comparar diferentes tipos de tecidos, malhas e tramas produzidos com algodão.

Outra atração será uma ação educativa voltada ao consumo consciente. Por meio de conteúdos interativos, o público poderá entender melhor a importância das etiquetas têxteis, aprendendo sobre composição dos materiais, orientações de conservação das peças e exigências previstas pela legislação brasileira para produtos do setor.

Estilista baiana lança estampa exclusiva em homenagem ao algodão do estado

A programação especial ganha destaque no dia 12 de junho com a participação da estilista baiana Adriana Meira, parceira do movimento Sou de Algodão e referência na moda autoral brasileira.

Para a Bahia Farm Show, a designer desenvolveu uma estampa exclusiva inspirada na identidade e no orgulho do algodão produzido na Bahia. As peças estarão disponíveis para comercialização durante o evento.

Além disso, Adriana conduzirá oficinas de personalização têxtil voltadas para costureiras e mulheres da região, compartilhando técnicas artesanais e conhecimentos sobre criação de moda.

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A agenda também contará com uma palestra sobre sua trajetória profissional, abordando o processo criativo, os desafios da moda independente e a importância da valorização da produção nacional e das manualidades no desenvolvimento da indústria criativa brasileira.

Conexão entre campo, indústria e consumidor

Segundo representantes do setor, a presença do movimento na Bahia Farm Show reforça a importância de aproximar a produção agrícola do consumidor final, evidenciando o papel estratégico do algodão na economia brasileira.

A iniciativa busca mostrar que a fibra produzida no campo vai além da exportação e da indústria têxtil, estando presente no cotidiano da população por meio das roupas e produtos utilizados diariamente.

Ao unir agronegócio, moda, sustentabilidade e educação para o consumo, a Vila do Algodão se consolida como um dos espaços de destaque da feira, fortalecendo a imagem do algodão brasileiro como uma fibra natural de qualidade, rastreável e produzida com tecnologia e responsabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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