Brasil
Alagoas aprova 15 propostas na etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho
A etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT) ocorreu em 21 de outubro, em Maceió, reunindo representantes de trabalhadores, empregadores e governo para discutir os avanços e desafios do mercado de trabalho em Alagoas e elaborar propostas voltadas à promoção do trabalho decente. Ao término das atividades, 15 propostas foram aprovadas e serão encaminhadas para a etapa nacional, prevista para março de 2026, em São Paulo.
A abertura do evento contou com a participação de diversas autoridades, entre elas: o secretário de Proteção ao Trabalhador, Carlos Augusto Simões Gonçalves Júnior, representando o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; o superintendente regional do Trabalho e Emprego em Alagoas, Cícero Pereira dos Santos Filho; o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), Carlos José Lyra de Andrade; o presidente da Fecomércio-AL, Adeildo Sotero, representando a bancada dos empregadores; Luciano Santos, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), representando a bancada dos trabalhadores; e o oficial de projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Erik Ferraz.
Durante a conferência, os participantes debateram temas como formalização do trabalho, inclusão produtiva, qualificação profissional, combate ao trabalho infantil e valorização das relações de trabalho. O encontro reforçou o caráter tripartite e democrático da Conferência, cujo objetivo é elaborar, de forma coletiva, diretrizes que fortaleçam as políticas públicas de emprego, renda e proteção social.
Para o superintendente regional do Trabalho e Emprego, Cícero Filho, a etapa estadual consolida o compromisso de Alagoas com a promoção do trabalho digno. “As propostas aprovadas refletem as discussões em torno dos grandes eixos da Conferência, as transformações no mundo do trabalho e as políticas públicas para uma transição justa. Em Alagoas, esses temas ganham contornos muito concretos, diante das mudanças tecnológicas, digitais, ecológicas e demográficas que já impactam o mercado de trabalho. Nosso objetivo é garantir que essas transformações ocorram com inclusão, qualificação e proteção social, assegurando que o desenvolvimento do estado caminhe junto com a promoção do trabalho decente”, afirmou Cícero.
A II Conferência Nacional do Trabalho é coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT), e conta com a participação tripartite de trabalhadores, empregadores e governo na formulação de propostas que visam promover o trabalho decente e o desenvolvimento sustentável no Brasil.
Confira mais informações sobre a II CNT aqui.
Brasil
‘Não existe turismo pleno sem participação ativa da mulher’, diz secretária-executiva do MTur, durante abertura do Fórum de Mulheres
“O sucesso do turismo só é efetivo se houver justiça social, e não existe turismo pleno sem a participação ativa e valorizada das mulheres”. Foi com essas palavras que a secretária-executiva do Ministério do Turismo, Fernanda Norat, abriu o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB).
O evento, promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com a ONU Turismo, debate, até esta quinta-feira (4), o protagonismo feminino no setor.
Para a secretária-executiva, o fórum reflete a prioridade do governo federal em fortalecer as mulheres em todas as esferas.
“Vivemos um momento histórico para o turismo brasileiro, com recordes de visitantes e geração de empregos. Mas esse sucesso só faz sentido se caminhar lado a lado com a justiça social e a valorização das mulheres”, disse.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que cumpre agenda em Brasília, destacou, por vídeo, que a valorização das mulheres está no centro das políticas públicas do governo federal.
Segundo ele, discutir a participação feminina no turismo significa reconhecer o papel estratégico das mulheres na construção e no fortalecimento do setor. “Estamos falando do direito de ocupar espaços, liderar negócios, viajar com autonomia e construir o próprio futuro. Um turismo forte é aquele em que as mulheres encontram respeito, oportunidades e segurança em todas as etapas dessa jornada”.
A abertura reuniu autoridades, empresárias e lideranças do setor.
Hoje, as mulheres representam mais de 52% da força de trabalho do turismo brasileiro e lideram dois em cada três negócios do ramo no país. Segundo Fernanda, apoiar o protagonismo feminino significa criar oportunidades para que mulheres ocupem cada vez mais espaços de liderança e tomada de decisão.
“Não é apenas sobre números ou economia, é sobre dignidade, é dar condições para que a força, a resiliência e o talento de nossas mulheres transbordem das cozinhas, do artesanato e das recepções para as mesas de decisão. Precisamos garantir que quem dá vida ao turismo tenha o poder de liderar o seu próprio futuro”, ressaltou Fernanda.
O fortalecimento do setor tem se refletido nos resultados do turismo internacional. Em 2025, o Brasil registrou o recorde histórico de 9,2 milhões de visitantes estrangeiros. Já nos quatro primeiros meses de 2026, o país alcançou o segundo melhor quadrimestre da série histórica, com mais de 4,3 milhões de chegadas internacionais, reforçando a posição do Brasil como um dos destinos turísticos mais atrativos do mundo.
Em participação online, Maria Paz-Lago, subsecretária de Turismo do Chile, afirmou que a liderança de mulheres no turismo é sinônimo de desenvolvimento, emprego, identidade e futuro.
“Em cada destino há mulheres fazendo com que o turismo ocorra, sempre com a capacidade de conectar pessoas, territórios e culturas. Como países, temos uma tarefa clara. Não basta convidar as mulheres a participar. Temos de abrir espaços reais, e isso significa mais capacitação, mais acesso ao financiamento, mais ferramentas digitais, mais visibilidade. Porque quando uma mulher lidera o turismo, não muda só sua própria história, mas também o destino de sua família e de toda uma comunidade”, afirmou.
Igualdade de gênero
Representando a ONU Turismo, o diretor do Escritório Regional para as Américas, Heitor Kadri, destacou a importância do fórum como espaço de conexão entre lideranças femininas e ressaltou o protagonismo crescente das mulheres na condução do turismo internacional.
“Os principais destinos turísticos das Américas estão cada vez mais sendo liderados por mulheres. Temos ministras à frente do turismo em diversos países da região e, pela primeira vez, a ONU Turismo será comandada por uma mulher. Isso mostra que o setor está avançando, mas também reforça a importância de criar oportunidades para que mais mulheres possam liderar, empreender e transformar seus territórios”, disse.
Heitor também ressaltou que o encontro marca o primeiro grande evento realizado conjuntamente pelo Ministério do Turismo e pela ONU Turismo desde a instalação do Escritório Regional para as Américas no Brasil. Segundo ele, a cooperação entre governos, organismos internacionais, academia e iniciativa privada é fundamental para ampliar projetos de capacitação, inovação e desenvolvimento voltados às mulheres no turismo.
Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres defendeu que a igualdade de gênero deve ocupar uma posição central nas estratégias de desenvolvimento do turismo e destacou o protagonismo feminino em toda a cadeia produtiva do setor.
“A presença das mulheres no turismo ainda não se traduz plenamente em igualdade de oportunidades. Não basta reconhecer que elas sustentam o setor. É preciso garantir que possam liderar, empreender, inovar e se beneficiar de forma justa do crescimento econômico gerado pela atividade turística. A igualdade de gênero não é apenas uma questão de justiça social, é uma estratégia de desenvolvimento”, afirmou.
A representante da ONU Mulheres ainda destacou que a realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil representa uma oportunidade histórica para ampliar a participação feminina nas cadeias produtivas do turismo, do esporte e da economia criativa. Para ela, o legado do evento deve incluir mais acesso ao crédito, qualificação profissional, oportunidades de empreendedorismo e ambientes mais seguros para mulheres turistas e trabalhadoras do setor.
Durante sua participação, a primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz, defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e à criação de destinos mais acolhedores. Segundo ela, segurança, autonomia e respeito são essenciais para ampliar a participação feminina no turismo, seja como viajante, empreendedora ou profissional do setor.
“As mulheres precisam ter liberdade para circular, trabalhar e viajar com segurança. Esse é um desafio que exige o envolvimento do poder público, da iniciativa privada e de toda a sociedade. Proteger as mulheres é garantir que elas possam exercer plenamente sua autonomia e ocupar todos os espaços que desejarem”, disse.
Lançamento Internacional
Um dos destaques da solenidade foi o lançamento oficial das versões em inglês e espanhol do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, elaborado pelo Ministério do Turismo em parceria com a UNESCO. A iniciativa amplia o alcance internacional da publicação, que reúne orientações práticas de segurança e planejamento baseadas em pesquisa nacional, e reforça o posicionamento do Brasil como destino acolhedor.
Representando a UNESCO no Brasil, Isabel de Paula destacou que o Guia amplia o alcance internacional de uma política pública construída a partir da escuta das próprias mulheres, e fortalece a cooperação entre os países da região. Ela lembrou que a publicação está alinhada com a agenda 2030 da ONU, no objetivo que busca alcançar a igualdade de gênero.
“O turismo, como setor estratégico, tem um enorme potencial para contribuir diretamente para esse objetivo, ampliando oportunidades, oferecendo autonomia e garantindo ambientes mais seguros para todas as mulheres. Que esse lançamento seja mais um passo na construção de um turismo que acolhe e protege”, afirmou.
Programação
A programação desta quarta-feira (3) inclui os painéis “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, que discutirá os impactos do Mundial para os destinos brasileiros; “Segurança Turística da Mulher”, voltado à construção de ambientes mais acolhedores e preparados para as viajantes; e “Ultrapassando Barreiras: Liderança Feminina e Direitos das Mulheres no Turismo”, que reunirá empresárias e lideranças nacionais para debater a presença feminina nos espaços de decisão do setor.
Na quinta-feira (4), a agenda será encerrada com o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, dedicado a temas como afroturismo, turismo indígena e turismo voltado ao público 60+, ampliando o debate sobre representatividade e pertencimento nos destinos brasileiros.
As inscrições podem ser feitas neste link.
Atrações
A cerimônia de abertura do fórum também contou com apresentações culturais que valorizaram a identidade e as tradições da Paraíba. A quadrilha junina Mistura Gostosa levou ao Centro de Convenções elementos dos festejos juninos nordestinos, enquanto as artistas Gabriela Hardman e Nathalia Bellar apresentaram repertórios que destacaram a riqueza cultural e musical do estado.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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