Agro
Agrodefesa amplia ações educativas e de fiscalização em leilões de gado em Goiás
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) deu início, na última segunda-feira (15/9), a uma série de ações voltadas para leilões de gado em Goiás. O primeiro encontro aconteceu em Professor Jamil e contou com a presença de cerca de 60 participantes presenciais e 120 online. A iniciativa tem como objetivo informar criadores e profissionais do setor sobre práticas estratégicas de sanidade animal, fortalecendo a prevenção de doenças e garantindo segurança econômica aos produtores.
Temas abordados: brucelose, raiva e febre aftosa
Durante o encontro, o fiscal estadual agropecuário Raphael Portes Teixeira apresentou orientações sobre brucelose bovina e bubalina, vacinação contra raiva, declaração de rebanho e prevenção à febre aftosa. Ele destacou a importância da marca que comprova a vacinação contra a brucelose e reforçou que a Declaração de Rebanho deve ser realizada duas vezes ao ano no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), permitindo que a Agrodefesa planeje ações de controle e prevenção em todo o estado.
Educação sanitária alia informação e fiscalização
Além da fiscalização presente nos leilões, a gerente de Educação Sanitária da Agrodefesa, Telma Gonzaga, reforçou o caráter pedagógico da iniciativa. “Levamos informações de forma direta e acessível, principalmente aos produtores rurais, complementando o trabalho de fiscalização que já ocorre nos eventos”, explicou. Flyers educativos sobre sintomas de brucelose e vacinação também foram distribuídos, ampliando o alcance da ação.
Impacto e próximos municípios atendidos
Para o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a ação representa uma oportunidade de fortalecer o diálogo com o setor produtivo. “Nos leilões, conseguimos informar sobre doenças e medidas preventivas, evitando perdas econômicas e promovendo a saúde animal em Goiás”, destacou.
As próximas etapas do programa incluem visitas às cidades de Inhumas (16/9), São Luís de Montes Belos (17/9) e Rianápolis (19/9), seguindo a estratégia de levar orientação a diferentes regiões do estado e alcançar o maior número possível de produtores e comerciantes rurais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Oferta recorde de soja no Brasil e nos EUA pressiona preços globais na safra 2026/27
A perspectiva de uma oferta global abundante de soja na safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços internacionais da commodity. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a possibilidade de colheitas recordes no Brasil e nos Estados Unidos como principal fator de risco para as cotações nos próximos meses.
De acordo com as estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em junho, a produção brasileira deverá alcançar 186 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Já a safra norte-americana está projetada em 121 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.
O cenário reforça a expectativa de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado global, o que tende a limitar movimentos de alta nos preços, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT).
Esmagamento recorde ajuda a sustentar demanda
Apesar do aumento expressivo da oferta, a demanda por processamento da soja segue aquecida. O USDA estima um esmagamento recorde nos Estados Unidos, alcançando 74,8 milhões de toneladas.
O avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética global.
No cenário mundial, o esmagamento deve superar em aproximadamente 14 milhões de toneladas o volume registrado na safra 2025/26. Esse crescimento contribui para manter a valorização relativa dos derivados, especialmente farelo e óleo, em comparação ao grão.
China continua no centro das atenções do mercado
Segundo Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a principal incógnita para o mercado permanece sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente os grandes volumes ofertados por Brasil e Estados Unidos.
“O acordo firmado em maio amplia o potencial de demanda pela soja norte-americana, mas o impacto efetivo ainda depende da confirmação das compras chinesas e do comportamento do mercado nos próximos meses”, avalia o especialista.
Como maior importadora mundial da commodity, a China continua exercendo influência decisiva sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.
Risco baixista ainda predomina para os preços
Na avaliação do Itaú BBA, o viés para os preços segue predominantemente baixista para a temporada 2026/27. A combinação entre uma possível safra recorde no Brasil e uma produção elevada nos Estados Unidos pode ampliar os estoques globais e limitar a recuperação das cotações.
Para que ocorra uma valorização mais consistente na CBOT, seria necessário algum fator capaz de reduzir significativamente a oferta mundial.
Entre os principais elementos monitorados pelo mercado estão eventuais problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ou na América do Sul.
El Niño pode alterar cenário da soja
Um dos fatores que merece atenção é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o evento climático ganhe intensidade, poderão ocorrer impactos negativos sobre a produtividade das lavouras sul-americanas, especialmente em importantes regiões produtoras.
Segundo o relatório, esse risco ainda não está totalmente precificado pelo mercado e poderia alterar significativamente as projeções atuais de oferta global.
Além disso, novas compras de soja norte-americana por parte da China também poderiam oferecer suporte às cotações internacionais, reduzindo parte da pressão gerada pelo cenário de ampla produção.
Mercado seguirá atento ao clima e à demanda
Embora a expectativa de produção recorde mantenha o mercado sob pressão, o comportamento do clima e o ritmo das importações chinesas continuarão sendo os principais direcionadores dos preços da soja na safra 2026/27.
Diante desse cenário, produtores, exportadores e agentes do mercado permanecem atentos aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão redefinir o equilíbrio global da commodity nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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