Agro
Agro paulista supera US$ 900 milhões em exportações para a Índia e amplia presença no mercado asiático
O agronegócio paulista segue ampliando sua presença no mercado internacional, com destaque para a Índia, que se consolidou como um dos principais destinos das exportações do estado. Em 2025, as transações comerciais com o país asiático movimentaram mais de US$ 900 milhões, evidenciando o fortalecimento das relações bilaterais e o avanço da produção paulista no cenário global.
Índia se consolida como destino estratégico para o agro paulista
A Índia ocupa atualmente a segunda posição entre os principais destinos do agronegócio paulista na Ásia, ficando atrás apenas da China, e aparece em quarto lugar no ranking geral de exportações.
De acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o volume exportado alcançou cerca de 2 milhões de toneladas em 2025, totalizando US$ 906,5 milhões em negócios.
Complexo sucroalcooleiro lidera exportações
O principal destaque das exportações foi o complexo sucroalcooleiro, responsável por 76,8% do total negociado com a Índia, somando US$ 696 milhões.
Na sequência, aparecem o óleo de soja, com US$ 89 milhões, e produtos da indústria química de origem vegetal, que movimentaram US$ 33 milhões, demonstrando a diversidade da pauta exportadora paulista.
A relevância dessa relação comercial também se reflete no comércio bilateral entre Brasil e Índia, que atingiu US$ 15,21 bilhões em 2025, tendo o setor agrícola como um dos principais motores de crescimento.

Exportações de algodão disparam e ganham destaque
O algodão foi o grande destaque entre os produtos exportados para o mercado indiano, com crescimento expressivo de 160% em apenas um ano.
O volume embarcado saltou de 5 mil toneladas para 15 mil toneladas, evidenciando o avanço da cotonicultura paulista e sua competitividade no cenário internacional.
Especialistas do setor destacam que, além da capacidade produtiva, fatores como qualidade, confiabilidade e adaptação às exigências do mercado externo têm impulsionado as exportações.
Qualidade e tecnologia fortalecem competitividade
A produção paulista vem se consolidando como fornecedora confiável para diferentes mercados globais, impulsionada por avanços tecnológicos, qualificação técnica e práticas sustentáveis.
O conhecimento especializado dos produtores e a constante evolução da cadeia produtiva tornam o algodão paulista altamente valorizado pela indústria têxtil internacional, reforçando sua posição de destaque no Brasil.
Cooperação técnica com a Índia avança no agronegócio
Além das relações comerciais, Brasil e Índia têm avançado na cooperação técnica e científica no setor agropecuário.
Em setembro de 2025, representantes da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) participaram do Brazil-India Agri Innovation Day, realizado em Nova Delhi, com o objetivo de fortalecer parcerias em pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.
A iniciativa busca aproximar startups e instituições dos dois países, promovendo soluções conjuntas para desafios do agronegócio e ampliando as oportunidades de crescimento.
Inovação e startups impulsionam o futuro do setor
A colaboração entre as instituições paulistas e os centros de pesquisa indianos deve ampliar projetos estratégicos e fortalecer o ecossistema de inovação no agro.
Com a Índia figurando como o quarto maior mercado de startups do mundo, a parceria abre espaço para o desenvolvimento de tecnologias de alto valor agregado, geração de empregos qualificados e expansão de negócios.
O movimento também reforça o papel do estado de São Paulo como um dos principais polos de inovação do agronegócio brasileiro, com potencial de crescimento sustentável e inserção cada vez maior no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados
O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.
Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.
Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.
Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.
Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.
Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.
O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.
Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro
O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.
Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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