Paraná
Agepar recebe contribuições para regulação dos serviços lotéricos no Paraná
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) lança, nesta segunda-feira (15), a Tomada de Subsídios para receber contribuições da sociedade civil sobre a regulação dos serviços lotéricos sob titularidade do Estado do Paraná, outorgados à Lottopar. As manifestações irão auxiliar a Agência na elaboração da normativa, que deve contemplar critérios técnicos, econômicos, jurídicos e de fiscalização aplicáveis às modalidades de apostas de quota fixa, prognósticos, passiva, instantânea e jogos on-line.
“A regulação dos serviços lotéricos envolve um conjunto de desafios jurídicos, técnicos e operacionais. Embora já existam normas federais e estaduais que tratam do tema, os requisitos de certificação, auditoria, jogo responsável e prevenção à lavagem de dinheiro ainda dependem de regulamentação complementar, a ser emitida pela Agepar”, destaca Isaac Clemente Coelho, Chefe de Coordenadoria da Agepar.
De acordo com a Lei Estadual nº 20.945/2021, o produto da arrecadação da exploração do serviço estadual de loteria será destinado a ações e serviços públicos voltados à habitação popular e segurança pública.
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“A Tomada de Subsídios se apresenta como um importante instrumento, especialmente na fase inicial do processo regulatório, que visa, dentre outros assuntos, coletar subsídios técnicos e operacionais junto aos agentes do setor e especialistas, identificar dificuldades à implementação de boas práticas de mercado, mapear riscos regulatórios e oportunidades de inovação. Além disso, garantir também a legitimidade, a transparência e a efetividade do futuro ato normativo”, ressalta Raphael Brasil, Especialista em Regulação da Agepar.
COMO PARTICIPAR – Nesta tomada de subsídios, por meio de formulário online, os interessados poderão responder aos quesitos formulados pela equipe técnica que abordam temas como requisitos de certificação de sistemas lotéricos, integração tecnológica com a plataforma de gestão da Lottopar, mecanismos de monitoramento das apostas, parâmetros de proteção ao consumidor e de Jogo Responsável, além de aspectos regulatórios, legais, econômicos e de destinação social das receitas.
Para participar, basta acessar o site da Agepar neste link. Nele estarão disponíveis documentos elaborados pela equipe técnica da Agência com mais informações sobre o tema para consulta. O prazo para participação termina no dia 14 de outubro.
Fonte: Governo PR
Paraná
Gaeco de Londrina denuncia 49 pessoas investigadas na Operação Panóptico, que apura organização criminosa com atuação nacional a partir de presídios
O Ministério Público do Paraná denunciou nesta quarta-feira, 26 de agosto, 49 pessoas investigadas a partir da Operação Panóptico, que investiga organização criminosa armada com atuação em âmbito nacional a partir de presídios. Os fatos criminosos foram narrados em seis denúncias oferecidas pelo Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Áudio do Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado
Foram imputados aos denunciados o crime de favorecimento ao domínio social estruturado, previsto no artigo 3º da Lei 15.358/2026, a chamada Lei Antifacção, e o de integrarem organização criminosa (Lei 12.850/2013). A Operação Panóptico foi deflagrada em 15 de junho último, quando foram cumpridos 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
As denúncias oferecidas derivam do compartilhamento de provas produzidas no âmbito das operações Alvorada e Libertatem, deflagradas originalmente pelo Núcleo de Umuarama do Gaeco.
A partir das informações e provas compartilhadas, foi possível mapear e identificar os membros responsáveis pela atuação territorial, logística e financeira que compunham a chamada “Região 43”, cuja cidade-polo é Londrina, inclusive integrantes de alto escalão da organização criminosa investigada. Além de Londrina, as investigações da Operação Panóptico envolveram os outros nove núcleos regionais do Gaeco.
Antes do oferecimento das denúncias, o Juízo de Garantias da 2ª Vara Criminal de Londrina já havia decretado a prisão preventiva de todos os investigados, a pedido do Gaeco de Londrina.
Atuação conjunta – A realização da Operação Panóptico em âmbito estadual foi possível graças à atuação conjunta dos dez núcleos do Gaeco com a Secretaria de Estado da Segurança do Paraná, por meio das polícias Militar, Civil, Penal e Científica.
Processo 0027259-96.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.002446-4)
Processo 0046303-04.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004352-2)
Processo 0046305-71.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004353-0)
Processo 0046307-41.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004351-4)
Processo 0065409-83.2025.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.25.005834-0)
Processo 0046287-50.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004354-8)
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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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