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Agência do Trabalhador da Cultura disponibiliza vagas para projetos aprovados pelo Profice

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A Agência do Trabalhador da Cultura (ATC), iniciativa do Governo do Estado e primeiro Posto Avançado da Agência do Trabalhador voltado para a economia da cultura, deu um importante passo nestes 100 primeiros dias da segunda gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Além de já representar uma ferramenta efetiva de fomento do mercado cultural na retomada pós-pandemia desde 2021, a ATC está trabalhando transversalmente com o Profice – Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura.

A estreia do espetáculo “Flamenco Abierto”, em 4 de maio, na cidade de Rio Negro, Sul do Estado, irá materializar a primeira parceria entre a ATC e o Profice. A Agência é responsável por arregimentar 60 postos de trabalho temporário abertos pela ST Produções Teatrais em 12 cidades pelas quais a montagem vai passar.

“Na nossa missão de captação de vagas, passamos a olhar para ‘dentro de casa’ e fizemos o contato com os proponentes contemplados pelo Profice 2022 oferecendo os serviços da ATC. Quando o projeto da ST Produções nos passou a listagem das funções necessárias para a montagem, começamos a entrar em contato com as cidades para encontrar esses trabalhadoras e trabalhadores”, conta Phablo Bozza, gerente da Agência do Trabalhador da Cultura.

Projeto aprovado pela quarta edição do Profice em 2022, mais especificamente no edital de Dança do programa, “Flamenco Abierto” sai de Curitiba em um veículo utilitário com cinco pessoas e uma carreta engatada com cenário e equipamentos.

Às duas bailarinas, ao ator, ao músico e ao técnico fixos da companhia se juntarão em cada cidade um articulador local, um montador, um contrarregra, uma secretária e um tradutor de libras.

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“Nós encontramos 12 tradutores de libras, um para cada cidade, via Agência do Trabalhador da Cultura”, comemora o produtor cultural Sandro Tueros, diretor do espetáculo.

Nascido no Peru e naturalizado brasileiro, Sandro explica que a produção é encenada em espanhol para que a sonoridade e a métrica da poesia de Federico Garcia Lorca, utilizada na montagem, não se perca. O profissional de libras faz a tradução na linguagem dos sinais a partir da legenda em português em um monitor.

Para André Avelino, diretor de Incentivo, Fomento e Apoio à Cultura da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), ao tornar-se parceira do Profice, a ATC também constrói capilaridade nas várias regiões paranaenses. “As políticas públicas de cultura do Estado seguem um modelo de transversalidade incentivado por essa gestão. Temos criado programas que dialogam e se complementam”, destaca ele.

FACILITADORES – Desde a edição de 2019, o Profice estavelece que espetáculos de circulação no Estado devem prever a contratação de articuladores/produtores locais. “Acho isso muito válido. Por mais que, como produtor, eu saiba a parte operacional, o produtor local é quem sabe como funciona a sua cidade, a divulgação, quais são as pessoas interessadas em cultura. E esse produtor local torna-se facilitador de outras funções que poderemos contratar localmente”, afirma Sandro.

Para ele, levar um espetáculo profissional para uma cidade por meio de um articulador local é um incentivo para que este profissional se especialize cada vez mais. “O Profice, além de estar incentivando a descentralização das produções, está também movimentando a mão de obra nos municípios”.

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AGILIDADE – Foram três semanas entre a data em que a produtora passou a listagem e a seleção dos trabalhadores e trabalhadoras, um processo que poupou tempo e esforço para os realizadores. Os currículos selecionados são considerados mais específicos para as vagas ofertadas. “Entrevistei os 12 articuladores e fiquei surpreso e confortável. Temos entre eles ex-secretário da cultura, bailarinas, ator e palhaço profissional”, conta Sandro Tueros.

O espetáculo “Flamenco Abierto” irá circular nas cidades de Rio Negro, Campina Grande do Sul, Palmeira, Mandirituba, Irati, União da Vitória, Telêmaco Borba, Laranjeiras do Sul, Palotina, Guaíra, Medianeira e Assis Chateaubriand.

A Agência do Trabalhador da Cultura segue fazendo o trabalho ativo junto aos projetos aprovados pelo Profice nas dez áreas artístico-culturais contempladas pelo programa para a intermediação de vagas em todo o território paranaense.

SOBRE A AGÊNCIA – Criada em novembro de 2021, a Agência do Trabalhador da Cultura (ATC) é o primeiro posto avançado da Agência do Trabalhador voltado exclusivamente à área Além de promover a intermediação de vagas, a oferece oportunidades de qualificação e uma linha de microcrédito em parceria com a Fomento Paraná. O projeto é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) e a Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda (SETR).

Serviço

Agência do Trabalhador da Cultura

Rua Saldanha Marinho, 240 – Centro – Curitiba

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 9h às 17h

Telefone/WhatsApp: (41) 3321-4743

[email protected]

www.agenciadotrabalhadordacultura.pr.gov.br

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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