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Brasil

Aeroporto de São Raimundo Nonato (PI) pode aproximar o mundo do Parque Nacional da Serra da Capivara

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O Aeroporto de São Raimundo Nonato (PI) está na primeira rodada do programa AmpliAR, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) voltada à expansão da conectividade aérea e ao fortalecimento da aviação regional. A medida representa um passo estratégico para o desenvolvimento turístico e econômico do semiárido piauiense, principalmente por destacar o Parque Nacional da Serra da Capivara, considerado um dos maiores patrimônios arqueológicos do planeta pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Por meio do AmpliAR, concessionárias privadas poderão assumir a gestão de aeroportos regionais deficitários em troca de reequilíbrios contratuais, como redução de outorgas ou ampliação dos prazos de concessão. O objetivo é garantir infraestrutura moderna, operação estável e novas rotas regionais, aproximando o Brasil de suas riquezas naturais e culturais.

Atualmente, quem deseja visitar a Serra da Capivara precisa desembarcar em Teresina (PI), a mais de 500 quilômetros, ou em Petrolina (PE), a quase 300 quilômetros de São Raimundo Nonato. Apesar da distância, o parque segue atraindo visitantes do Brasil e do exterior. Até julho deste ano, o sítio arqueológico recebeu uma média mensal de 4 mil turistas, a maioria brasileiros, além de estrangeiros vindos principalmente da Alemanha, Espanha, Suíça e Reino Unido.

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A inclusão do aeroporto no AmpliAR pode alavancar esse cenário. A modernização da estrutura aeroportuária tem como um dos seus principais objetivos facilitar o acesso de visitantes e pesquisadores, impulsionar o turismo sustentável e ampliar as oportunidades de desenvolvimento na região. O novo impulso deve fortalecer uma cadeia econômica diversificada, envolvendo hotéis, pousadas, restaurantes, transporte local, artesanato, guias de turismo e produtores culturais.

A iniciativa também tem potencial para consolidar o turismo científico e educacional, atraindo pesquisadores e estudantes interessados nas descobertas arqueológicas da Serra da Capivara, que é reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1991 e abriga mais de 1.300 sítios arqueológicos catalogados.

“O Aeroporto de São Raimundo Nonato tem papel estratégico para o turismo, a pesquisa científica e a preservação do patrimônio histórico nacional. Ao integrar o AmpliAR, o terminal deve receber melhorias que podem impactar a dinâmica de toda a região”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Ainda segundo Costa Filho, com o programa AmpliAR, o MPor busca atrair investimentos, modernizar aeroportos regionais e ampliar rotas aéreas em locais de relevância social, econômica e turística. “A expectativa é que São Raimundo Nonato se consolide como um novo polo de desenvolvimento sustentável no interior do Piauí, conectando o mundo ao passado mais remoto das Américas”, concluiu.

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A sessão pública de abertura das propostas para a gestão dos aeroportos previstos na primeira etapa do programa está marcada para o dia 27 de novembro, a partir das 10hs, na B3, em São Paulo.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil

Brasil completa 10 anos sem raiva humana transmitida por cães e reforça vacinação antirrábica na fronteira

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O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2). Para reforçar a prevenção e o controle da doença, especialmente nas áreas de fronteira, o Ministério da Saúde realiza neste sábado (22) a abertura simultânea da Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira, com mobilizações no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e na Bolívia, reunindo representantes do Brasil, da Bolívia e do Peru.

Para apoiar a campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou vacinas antirrábicas para cães e gatos e materiais para as ações de vacinação nos três municípios brasileiros, além de apoiar atividades na Bolívia e no Peru. Foram fornecidos equipamentos como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras, utilizados para garantir a conservação adequada das vacinas e a segurança dos profissionais e dos animais.

“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Francisco Edilson Ferreira.

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CIRCULAÇÃO DO VÍRUS

Apesar de o país não registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes caninas há uma década, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas.

O cenário reforça a importância de manter a vacinação de cães e gatos, a vigilância de animais suspeitos e, principalmente, a procura rápida por atendimento de saúde após situações de risco.

Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes silvestres. Os morcegos estiveram envolvidos em 22 casos. Também houve registros relacionados a primatas (7), felinos infectados com variante de morcego (4), raposas (2), cão infectado com variante de morcego (1) e bovino infectado com variante de morcego (1).

TRATAMENTO NO SUS

A raiva é uma doença viral grave, com alta taxa de letalidade o início dos sintomas. Em caso de mordida, arranhão ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, mesmo que o ferimento pareça pequeno.

Após avaliação, o profissional de saúde indicará, quando necessário, a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e soro ou imunoglobulina. Também é importante evitar o contato com morcegos e outros animais silvestres encontrados mortos ou com comportamento incomum. A profilaxia antirrábica humana é oferecida gratuitamente pelo 

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Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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