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Adrianópolis recebe R$ 7,6 milhões para obras de pavimentação urbana

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Adrianópolis, na Região Metropolitana de Curitiba, com 5.857 habitantes (IBGE,2020), está autorizada a iniciar dois projetos de pavimentação, que somam R$ 7,65 milhões. Os editais de autorização para licitação das obras foram encaminhados pela Secretaria das Cidades à Prefeitura.

“É um grande investimento para a cidade. Esse montante destinado à qualificação asfáltica vai trazer segurança, qualidade de vida ao morador, ajudar na geração de emprego, estimular o comércio, ajudar no dia a dia do município”, afirmou o secretário Eduardo Pimentel.

A Rua Januário Plaster Trannin, uma das principais da cidade, será contemplada. A implantação de asfalto novo será de R$ 2,69 milhões, viabilizado com recursos do Programa de Transferência Voluntária. Outros R$ 2,40 milhões são do Tesouro do Estado, sem a necessidade de o município devolver. Os R$ 293,8 mil restantes correspondem à contrapartida municipal.

O projeto, abrange 10.756,12 metros quadrados (equivalente a 1.300 metros lineares) e inclui serviços preliminares, terraplenagem, base e sub-base, revestimento, meio-fio e sarjeta, além de serviços de urbanização, sinalização de trânsito e drenagem.

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O segundo edital libera a contratação de obra até o limite de R$ 4,96 milhões para a pavimentação de 18.462,80 metros quadrados da mesma via, o que inclui todos os serviços complementares. Na composição financeira que viabiliza a obra estão R$ 4,73 milhões pelo Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM) e R$ 225,3 mil de contrapartida municipal.

MAIS AÇÕES Há, ainda, em Adrianópolis, outros três projetos, todos pelo Programa de Transferência Voluntária, aprovados via Secretaria das Cidades e em execução. Juntas, essas ações viabilizam a aquisição de equipamentos rodoviários: dois caminhões caçamba basculantes 6×4 (valor de R$ 649,90 mil); dois veículos para o transporte de passageiros, tipo van, com capacidade para 16 passageiros cada (valor de R$ 263 mil); e um automóvel sedan para cinco passageiros (R$ 95,53 mil).

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção

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24/08 - Audiência Pública STF - Lei Antifacções

O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.

Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.

Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.

Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.

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Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.

Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.

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Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.

Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.

As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.

Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264

 

Fonte: Ministério Público PR

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