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Açúcar tem alta internacional, recuo interno e exportações em ritmo acelerado no início de 2026

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Mercado internacional encerra semana em alta

Os preços internacionais do açúcar encerraram a semana com valorização, impulsionados pela recompra de posições vendidas antes do feriado prolongado nos Estados Unidos. Segundo dados da ICE Futures, em Nova York, o contrato com vencimento em março de 2026 foi negociado a 14,96 centavos de dólar por libra-peso, um avanço de 39 pontos em relação à sessão anterior. Já o contrato de maio/26 subiu 34 pontos, fechando em 14,54 cents/lbp.

Os demais vencimentos também apresentaram ganhos: julho/26 encerrou a 14,54 cents/lbp (+33 pontos) e outubro/26 terminou a 14,83 cents/lbp (+31 pontos).

Em Londres, na ICE Futures Europe, o movimento positivo foi semelhante. O açúcar branco com vencimento em março/26 foi cotado a US$ 428,40 por tonelada, uma alta de US$ 10,20. O contrato de maio/26 registrou US$ 426,60/t (+US$ 9,40), enquanto os vencimentos de agosto e outubro também subiram, sendo negociados a US$ 421,60 e US$ 419,70, respectivamente.

Início da nova semana: leve recuo em Londres

Com as bolsas de Nova York e Chicago fechadas nesta segunda-feira (19) devido ao feriado do Dia de Martin Luther King, o mercado londrino iniciou a semana com leve baixa.

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O contrato março/26 recuou 0,26%, cotado a US$ 427,30 por tonelada, enquanto maio/26 caiu 0,19% (US$ 425,80/t) e agosto/26 teve queda de 0,09% (US$ 421,20/t).

De acordo com o portal Notícias Agrícolas, a movimentação dos fundos antes do feriado foi o principal fator para a alta na sexta-feira anterior, mas a ausência das bolsas norte-americanas reduz momentaneamente o ritmo de negócios globais.

Mercado interno tem queda e menor liquidez

No Brasil, as cotações do açúcar cristal encerraram a semana passada em baixa, conforme dados do Indicador Cepea/Esalq (USP). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 103,97, um recuo de 2,81% em relação ao dia anterior.

A queda é atribuída à maior oferta de açúcar de coloração mais escura (200 a 300 Icumsa), produto de menor valor agregado em comparação ao cristal de alta qualidade. Essa mudança no perfil de oferta tem limitado o fechamento de grandes negócios e reduzido a liquidez no mercado físico, explica Maurício Muruci, consultor da Safras & Mercado.

Etanol ganha força com entressafra e maior demanda

Enquanto o açúcar recua internamente, o etanol hidratado segue trajetória de valorização. Em Ribeirão Preto (SP), o litro foi cotado a R$ 3,69, representando alta de 1,1% na semana.

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O aumento é sustentado pelo auge da entressafra no Centro-Sul, que mantém os estoques das usinas em níveis reduzidos e dá suporte a pedidos de preços mais elevados. Além disso, a demanda das distribuidoras cresceu, impulsionada pela recomposição de estoques consumidos nas festas de fim de ano.

Exportações compensam queda nos preços internacionais

Os dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o setor açucareiro iniciou 2026 com bom desempenho nas exportações.

A média diária de embarques aumentou 31,7% em comparação a janeiro de 2025, chegando a 123,41 mil toneladas por dia. Apesar da queda de 22,4% no preço médio da tonelada exportada (US$ 376,30), o volume maior embarcado garantiu uma alta de 2,2% na receita diária média, que alcançou US$ 46,43 milhões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Turismo rural ganha nova força na Zona da Mata com inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina em Minas Gerais

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A Zona da Mata Mineira ganha um novo atrativo turístico e econômico nesta semana com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, iniciativa que une turismo rural, cultura, gastronomia, hospedagem e experiências no campo para impulsionar o desenvolvimento regional.

O projeto foi estruturado com apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e da Instância de Governança Regional (IGR) Serras de Ibitipoca, em parceria com produtores rurais, empreendedores locais e as prefeituras de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

A programação oficial de lançamento acontece entre os dias 3 e 6 de junho e deve atrair cerca de 300 visitantes para a região, consolidando uma nova opção de turismo rural em um dos cenários mais preservados de Minas Gerais.

Turismo rural como motor de desenvolvimento no campo

A abertura oficial da rota será realizada na quarta-feira (3), no Rancho Minas Forno, localizado na comunidade de Cachoeira de São Bento, zona rural de Lima Duarte.

O evento contará com a palestra “Turismo Rural e Desenvolvimento: Parcerias que Transformam Vidas no Campo”, ministrada pela coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG, Thatiana Daniella Garcia.

Além da solenidade de inauguração, a programação inclui caminhada ecológica, passeio ciclístico, lançamento de livro e atividades voltadas à valorização do patrimônio natural, histórico e cultural da região.

A expectativa dos organizadores é fortalecer o turismo rural como uma importante fonte complementar de renda para agricultores familiares e empreendedores do meio rural.

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Rota conecta propriedades rurais, gastronomia e natureza

A Rota Ferrovia da Bocaina reúne 21 empreendimentos distribuídos entre restaurantes, pousadas, bares, propriedades rurais e atrativos turísticos.

Os estabelecimentos estão localizados nas comunidades de Cachoeira de São Bento, Rosa Gomes, Souza do Rio Grande, São José do Palmital, São Domingos da Bocaina, Capoeira Grande, Dois Córregos e Viegas, abrangendo os municípios de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

Com aproximadamente 85 quilômetros de extensão, o roteiro está situado entre a Serra Negra e a Serra de Ibitipoca, uma das regiões turísticas mais conhecidas de Minas Gerais.

Além das belezas naturais, o trajeto preserva vestígios do antigo ramal ferroviário que, no passado, deveria ligar os municípios de Lima Duarte e Bom Jardim de Minas, agregando valor histórico à experiência dos visitantes.

Projeto fortalece renda e sustentabilidade nas comunidades rurais

De acordo com a extensionista da Emater-MG, Roberta Brangioni, a iniciativa tem potencial para ampliar as oportunidades econômicas das comunidades envolvidas e estimular o desenvolvimento rural sustentável.

A proposta busca integrar a atividade agropecuária ao turismo, criando novas fontes de receita para famílias rurais e fortalecendo pequenos negócios locais ligados à gastronomia, hospedagem, artesanato e lazer.

Segundo a extensionista, o projeto também contribui para a valorização da identidade cultural das comunidades e para a permanência das famílias no campo por meio da diversificação das atividades econômicas.

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Trabalho começou em 2024 com participação das comunidades

A construção da rota teve início em 2024, durante o II Seminário Regional de Turismo Rural promovido pela Emater-MG.

A iniciativa surgiu após a demanda apresentada por uma produtora rural interessada em desenvolver um roteiro turístico capaz de conectar os atrativos da região.

A partir disso, técnicos da Emater-MG, da IGR Serras de Ibitipoca e representantes dos municípios realizaram diagnósticos participativos utilizando a metodologia Mexpar para identificar potencialidades locais, oportunidades de negócios e necessidades de qualificação.

O trabalho incluiu visitas técnicas, orientações sobre boas práticas agropecuárias, manipulação de alimentos, atendimento ao turista e serviços de hospedagem.

Infraestrutura e novos investimentos devem ser estimulados

Para o técnico da IGR Serras de Ibitipoca, Márcio Lucinda, a nova rota também poderá impulsionar investimentos em infraestrutura e serviços nas comunidades rurais.

A expectativa é que o aumento do fluxo de visitantes incentive melhorias em acessos, sinalização, equipamentos turísticos e oferta de serviços, ampliando a competitividade da região no mercado de turismo de experiência.

Com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, a Zona da Mata Mineira fortalece sua posição como destino de turismo rural e reforça uma tendência cada vez mais presente no agronegócio brasileiro: a integração entre produção rural, preservação ambiental, cultura local e geração de renda no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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