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Açúcar sobe nas bolsas internacionais com apoio do petróleo, mas preços recuam no mercado interno brasileiro

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O mercado global de açúcar registrou valorização nas bolsas internacionais nesta terça-feira (17), impulsionado principalmente pela alta nos preços do petróleo. No entanto, o cenário no Brasil foi oposto, com recuo nos preços do açúcar cristal e do etanol no mercado físico paulista.

Alta nas bolsas internacionais impulsiona açúcar

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em alta. O contrato com vencimento em maio de 2026 avançou 0,26 centavo de dólar por libra-peso, fechando a 14,45 cents/lbp. Já o julho/26 subiu cerca de 1,8%, para 14,64 cents/lbp.

Os ganhos acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional, após tensões geopolíticas envolvendo o Irã e países do Golfo alinhados aos Estados Unidos. Esse movimento tende a favorecer o açúcar, uma vez que estimula a produção de etanol pelas usinas brasileiras, reduzindo a oferta do adoçante no mercado global.

Apesar disso, operadores apontam que o patamar de 14,50 cents/lbp tem funcionado como uma resistência no curto prazo, com presença de vendedores aguardando esse nível para negociar.

Londres também registra valorização do açúcar branco

Na bolsa de Londres, o açúcar branco seguiu a mesma tendência de alta. O contrato maio/26 subiu US$ 12,30, sendo negociado a US$ 426,00 por tonelada. O agosto/26 avançou US$ 7,50, para US$ 425,10, enquanto o outubro/26 ganhou US$ 6,50, encerrando a US$ 427,50 por tonelada.

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O movimento positivo reforça o cenário de recuperação parcial nas cotações internacionais, ainda que limitado por fatores estruturais de oferta.

Mercado interno recua com pressão sobre preços

No Brasil, o comportamento foi diferente. O Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou queda de 0,52% no dia, com a saca de 50 quilos sendo negociada a R$ 97,11.

A pressão sobre os preços internos reflete, principalmente, o cenário de oferta elevada e a cautela dos compradores no mercado físico.

Margens seguem pressionadas no setor sucroenergético

De acordo com análise do setor, as margens das usinas continuam comprimidas. Entre os principais fatores estão os preços ainda considerados baixos no mercado internacional e o câmbio desfavorável.

Especialistas destacam que seria necessário um avanço mais consistente das cotações em Nova York para melhorar a rentabilidade das usinas. Por outro lado, a valorização do petróleo pode oferecer suporte ao setor ao incentivar a produção de etanol.

Ainda assim, a expectativa de uma safra mais robusta no Centro-Sul na temporada 2026/27 mantém a perspectiva de oferta elevada, com tendência de maior direcionamento da cana para o biocombustível no início do ciclo.

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Etanol também recua em Paulínia, mas mantém alta no mês

No mercado de etanol, o Indicador Diário Paulínia (SP) apontou queda de 0,25% para o etanol hidratado, cotado a R$ 3.039,50 por metro cúbico.

Apesar da retração no dia, o biocombustível ainda acumula valorização de 2,32% ao longo do mês, sustentado por fatores como demanda interna e oscilações nos preços dos combustíveis fósseis.

Perspectivas: petróleo e oferta devem ditar o ritmo do mercado

O mercado de açúcar segue sensível às oscilações do petróleo e ao direcionamento da produção no Brasil. Enquanto a valorização da energia tende a favorecer o etanol e limitar a oferta de açúcar, a expectativa de safra maior mantém um viés de cautela.

No curto prazo, o equilíbrio entre esses fatores deve continuar determinando o comportamento dos preços, tanto no cenário internacional quanto no mercado doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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