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Ação conjunta do MPPR, Município e Polícia Civil levam à libertação de família venezuelana que vivia em situação análoga à escravidão em Bocaiúva do Sul

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, participou na última semana de uma operação que levou ao resgate de uma família de venezuelanos, com três crianças, que estava sendo mantida em condições análogas às de escravidão. A ação foi realizada em parceria com o Departamento de Proteção Social Especial da Secretaria Municipal de Assistência Social do Município e a Polícia Civil. Os imigrantes foram “contratados” para serviços gerais pelo dono de um hotel fazenda que está sendo construído na região – o empresário foi preso em flagrante.

Conforme verificado pela equipe ministerial, pelos agentes de Assistência Social e pela polícia, a família era mantida em uma “casa” que servia de depósito do proprietário do empreendimento. Eles foram trazidos de Roraima, sem qualquer formalização trabalhista, sendo restringidos de sair da propriedade, submetidos a trabalho exaustivo sem descanso semanal, além de retenção, pelo empregador, de valores para custear a vida dos trabalhadores, como alimentos, energia elétrica, gás, etc.

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Atendimento – Além de mantidos em condições precárias, os imigrantes também eram alvo de ameaças verbais e ofendidos (xenofobia): a mulher e os filhos tinham muito medo do proprietário da fazenda e de um outro empregado do local, tanto que passavam o tempo em que o marido estava fora trancados na casa. As crianças do casal têm oito, quatro e um ano e meio, respectivamente. A família está na cidade desde janeiro deste ano – chegaram no Brasil no final de 2022.

O MPPR, por meio da Promotoria de Justiça local, seguirá prestando os encaminhamentos à família na parte de Direitos Humanos. O Município também está atuando nisso, com a inserção de todos nos devidos programas de assistência social vinculados ao Sistema Único de Serviço Social (Suas) para recebimento de cestas básicas e encaminhamento para emprego. Também foi providenciada uma nova residência para os imigrantes que, ao menos por ora, optaram por seguir vivendo em Bocaiúva do Sul.

Depois do flagrante, realizado na semana passada, em 30 de junho, a questão criminal referente ao caso será conduzida pela Justiça Federal. A parte trabalhista já foi encaminhada para acompanhamento pelo Ministério Público do Trabalho. O processo tramita sob sigilo.

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Notícia de fato nº 0018.23.000237-2

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4469

Fonte: Ministério Público PR

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MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré

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O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.

Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.

De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.

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Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.

Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.

Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.

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Processo 0007837-42.2025.8.16.0024

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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