Paraná
Cinco startups começam novo ciclo de inovação na Sanepar
As cinco empresas selecionadas no segundo edital do Programa Sanepar Startups tiveram a primeira reunião de trabalho, nesta terça-feira (27), dando início ao processo de desenvolvimento de soluções inovadoras em saneamento. No prazo de um ano, elas devem apresentar os resultados práticos. Nesse período, vão receber recursos financeiros, mentorias, apoio técnico e acesso à infraestrutura para desenvolverem seus projetos. O investimento total neste segundo edital é de R$ 750 mil.
Os projetos apresentados pelas empresas são nas áreas de gestão de ativos, redução de perdas de água, leitura e monitoramento de consumo, relacionamento com o cliente e tratamento sustentável de esgoto.
“Tivemos bastante sucesso no primeiro edital, com ótimos resultados para a Companhia, e estamos entusiasmados com este novo grupo que irá aprimorar seus projetos com apoio técnico e financeiro da Sanepar e seus parceiros. Essas startups já têm uma trajetória e grande potencial de escalar sua produção”, afirma o especialista em Pesquisa e Inovação da Sanepar, Gustavo Possetti.
Os parceiros da Sanepar no programa são o Parque Tecnológico Itaipu Brasil (PTI-BR); a Finep – Inovação e Pesquisa, empresa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI); o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Confira as empresas selecionadas:
GESTÃO DE ATIVOS – A empresa SANAPP apresentou projeto para gestão inteligente dos ativos de saneamento. A plataforma visa unir metodologia e modelagem de dados com cadastro técnico, levantamento de campo e ferramentas gerenciais para visualizar, pesquisar, filtrar imagens e vídeos, gerenciar ordens de serviço e gerar relatórios automatizados e com painéis de visualização (dashboards) dos ativos dos sistemas de água e esgoto.
Esse levantamento permite a criação de notificações de alerta para manutenções preventivas dos ativos a serem selecionados, gerando cronogramas pré-estabelecidos. Essa solução contribuirá para reduzir custos de manutenção dos ativos e aumentar a eficiência operacional das instalações da Companhia.
LEITURA COM VISÃO ARTIFICIAL – A ETSYS Indústria e Tecnologia em Sistemas Ltda. propõe o desenvolvimento de um software de monitoramento de consumo que usa Visão Artificial. O sistema pode substituir a leitura feita atualmente por equipes terceirizadas. A medição poderá ser feita com câmeras, aumentando a frequência de leitura para compreender os perfis de consumo em tempo real.
O sistema permite a coleta de informação visando a gestão do relacionamento com o cliente, automação da medição e faturamento, gestão do perfil de pressões e vazões na rede, prevenção de fraudes e perdas. O cliente passa a ter a possibilidade de receber informação de consumo em tempo real e a receber alarmes de consumo fora do padrão ou vazamentos.
REDUÇÃO DE PERDAS – A AFFG Soluções Tecnológicas Ltda desenvolve a plataforma galax.ia com tecnologias de monitoramento, controle e atuação atrelados a algoritmos de Inteligência Artificial que traçam padrões entre os dados coletados na captação, tratamento e distribuição de água.
Equipamentos de telemetria coletam dados de pressão, vazão e ruído na rede de distribuição, de bombeamento e de válvulas redutoras de pressão. A partir desses dados, com algoritmos de machine learning, verifica anomalias, indica variações bruscas de consumo e gera modelos de previsão, possibilitando o acompanhamento e a tomada rápida de decisão. A empresa tem cerca de mil equipamentos instalados em operação em 20 cidades e já coletou mais de 50 milhões de dados.
TRATAMENTO DE ESGOTO – A Eisenia Tecnologia e Meio Ambiente propõe o tratamento sustentável de esgotos sanitários com Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Com o uso de minhocas, o lodo retido no sistema é continuamente transformado em adubo natural (húmus), estabilizado e pode ser aplicado no solo como fertilizante.
O sistema usa aeração natural, com uma bomba para aspersão intermitente e ocupa área muito menor do que lagoas e não produz ruídos nem odores. Como material filtrante na ETE, são utilizadas maravalha (madeira) e pedras. A proposta deriva de um aprimoramento do processo aplicado no Chile há mais de 20 anos.
RELACIONAMENTO COM O CLIENTE – A Peoplexperience Tecnologia da Informação permite o mapeamento do perfil dos clientes, possibilitando a criação de estratégias de melhorias no relacionamento que geram mais resultados na relação empresa/cliente. Um dos desafios é estabelecer uma comunicação mais efetiva com o cliente, por meio do mapeamento e automação da jornada. Pode-se, por exemplo, avisar os clientes das ações a serem tomadas e criar formas de ajudá-lo de maneira simples e eficiente.
A nova abordagem proporcionará conhecer melhor o cliente e entender as suas expectativas, automatizar os principais avisos, engajar os colaboradores para aplicar as ações de melhoria planejadas ao mesmo tempo em que aumenta a compreensão do cliente em relação aos processos da empresa.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado
O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.
O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.
“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.
Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.
A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.
Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.
ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.
A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.
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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.
Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.
Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15
Fonte: Governo PR
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