Paraná
A partir de denúncia do MPPR, homem que agrediu recepcionista de hotel em Curitiba será julgado pelo Tribunal do Júri por tentativa de feminicídio
A partir de denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná, a 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba decidiu que o homem que agrediu uma recepcionista de um hotel na capital no dia 7 de março último será julgado pelo Tribunal do Júri. A sentença de pronúncia (autorização dada pelo juiz para que o acusado de um crime intencional contra a vida seja julgado pelo Tribunal do Júri) acolhe os pedidos feitos na denúncia pela 6ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos contra a Vida – o acusado será julgado pelos crimes de feminicídio tentado, estupro tentado que resultou em lesão grave e fraude processual.
De acordo com o apurado, o denunciado passou a agredir a mulher com socos, chutes e golpes com objetos cortantes após ela se recusar a acompanhá-lo até o seu quarto. Enquanto tentava tirar a vida da vítima, o autor também teria tentado estuprá-la. Os crimes só não foram consumados porque a vítima começou a gritar pedindo por socorro, conseguiu fugir do local e recebeu pronto atendimento médico.
Na ação penal, a Promotoria de Justiça aponta como qualificadoras o uso de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima. A fraude processual caracterizou-se pelo fato de o denunciado haver retirado da tomada o computador que registrava as imagens das câmeras que filmam a área da recepção do hotel.
O denunciado foi preso em flagrante no dia do crime e teve a prisão convertida em preventiva a pedido do MPPR, permanecendo detido desde então. Cabe recurso da decisão de pronúncia.
Processo 002870-83.2026.8.16.0196 (sob sigilo)
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Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Gaeco de Paranaguá denuncia ex-policial militar que foi comandante da Rotam de Guaratuba por corrupção passiva e associação para o tráfico no Litoral do estado
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo Regional de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra um ex-policial militar pela suposta prática dos crimes de associação para o tráfico de drogas e corrupção passiva. Conforme apurado, o denunciado teria utilizado informações obtidas em razão da função policial para auxiliar um traficante que atuava no Litoral do Paraná e também lucrar com atividades ilegais.
Áudio do Promotor de Justiça Edson Ricardo Scolari Filho
Os fatos teriam ocorrido entre abril e agosto de 2022, nos municípios de Guaratuba e Paranaguá, quando o denunciado atuava como comandante da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) de Guaratuba. Segundo a denúncia, no mesmo período, o outro investigado era apontado como um dos principais responsáveis pelo tráfico de drogas no Litoral e já havia sido investigado por crimes como furto, organização criminosa voltada ao tráfico e lavagem de dinheiro. Ele também tinha um mandado de prisão preventiva expedido contra ele no final de 2022.
Esquema – De acordo com a investigação, em abril de 2022, o então policial militar teria obtido o número de telefone do traficante e entrado em contato com ele, apresentando-se como policial corrupto que trabalharia no setor operacional do Ministério Público. Conforme consta da denúncia, o traficante teria oferecido ao policial R$ 50 mil mensais para que ele fornecesse informações que favorecessem a atividade criminosa e contribuíssem para sua permanência em liberdade. O policial teria feito uma contraproposta, segundo a qual participaria das operações de tráfico.
As investigações identificaram conversas entre os dois por meio do aplicativo Threema. Segundo o MPPR, as mensagens demonstrariam que a relação entre eles não se limitava a uma eventual técnica de investigação policial, mas indicaria uma atuação conjunta e estável voltada ao tráfico de drogas.
Entre as informações que, conforme a denúncia, teriam sido repassadas pelo então policial militar, estavam dados sobre operações policiais, movimentações de equipes de segurança, prisões de traficantes e mandados de prisão. Ele também teria realizado consultas em sistemas policiais para verificar a existência de mandados contra pessoas indicadas pelo traficante. Ainda segundo a denúncia, o policial teria obtido informações junto a outros policiais militares sobre operações da Patrulha Costeira e do Batalhão de Operações Especiais, repassando-as ao investigado.
Promessa de vantagem – Além da associação para o tráfico, o Ministério Público denunciou o ex-policial militar pelo crime de corrupção passiva. De acordo com a denúncia, em 24 de agosto de 2022, ele teria aceitado promessa de vantagem indevida consistente em uma motocicleta Yamaha MT-09, avaliada na época em aproximadamente R$ 57 mil.
A vantagem, segundo o MPPR, estaria relacionada à prestação de informações obtidas em razão da função policial, incluindo dados sobre operações, mandados de prisão, pessoas ligadas ao tráfico e realização de abordagens.
Processo 0032199-15.2023.8.16.0013
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(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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