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A partir da atuação do MPPR, catadores de recicláveis de Almirante Tamandaré participam de revisão do Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos

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Em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, aconteceu na última semana, no dia 17 de junho, audiência pública que discutiu a atualização do Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos – o documento está sob consulta pública e o prazo para o envio de propostas se encerra nesta terça-feira, 27 de junho. Com participação da população, em especial de integrantes de associações de catadores da região, o encontro é resultado de atuação do Ministério Público do Paraná, que acompanha o tema a partir do trâmite de ação civil pública ajuizada com vistas à promoção de melhorias nas políticas públicas dedicadas ao setor, com foco especial nas condições de trabalho dos catadores de materiais recicláveis.

A atualização do Plano Municipal é uma das exigências da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), sendo a revisão um dos itens constantes de acordo firmado entre o MPPR, por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré com o Município, a partir da medida judicial proposta. O objetivo, ao final das discussões, é a elaboração e aprovação de um novo documento, que trate das etapas de descarte, acondicionamento, coleta, tratamento e disposição final dos materiais recicláveis, sendo assegurada a participação das cooperativas e associações em todo o processo – razão, inclusive, da realização da audiência pública no final de semana e não em dia útil de trabalho. Uma das finalidades da ação é o fomento à geração de renda e a garantia aos trabalhadores de condições dignas de trabalho com impactos na melhoria da qualidade de vida.

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A medida judicial (Ação Civil Pública nº 0006417-80.2017.8.16.0024) foi inicialmente oferecida pelo Ministério Público do Trabalho, sendo a atribuição declinada posteriormente da justiça do Trabalho para a estadual, passando então a ser acompanhada pelas Promotorias de Justiça.

Outras providências – Além da atualização do Plano, o acordo celebrado a partir da articulação do MPPR também resultou na celebração de termo de parceria entre o Município e duas associações de catadores que recebem recursos para promoverem a separação e a destinação do material reciclável coletado pelo Município. Outra consequência da ação ministerial foi a construção de um novo barracão e a reforma de outro, para que os catadores associados possam desenvolver suas atividades de maneira mais adequada e segura para sua segurança e saúde. Essas últimas medidas estão em fase de cumprimento pelo Município, sendo acompanhado pelas Promotorias de Justiça.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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