Connect with us


Agro

Grãos registram alta em Chicago em meio a ajustes técnicos e menor liquidez

Publicado em

Mercado internacional inicia sessão com movimento técnico e pregão encurtado

Os principais mercados agrícolas abriram a sessão desta terça-feira (24) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), em um dia de negociações reduzidas e menor liquidez. O movimento reflete ajustes técnicos e recompras de posições por parte de fundos, enquanto o cenário internacional continua sendo influenciado por tensões geopolíticas e pelas oscilações do petróleo.

No Brasil, os preços físicos dos grãos apresentam pequenas variações, e o câmbio permanece sem referência devido ao fechamento dos mercados financeiros nacionais.

Trigo lidera ganhos e renova máximas com recompra de posições

O trigo é o destaque da sessão, com contratos futuros em alta consistente na CBOT. Os vencimentos de março e dezembro de 2026 operam próximos das máximas do dia, impulsionados pela recompra de posições por investidores após quedas recentes nas cotações do cereal norte-americano.

No cenário externo, as exportações russas de trigo seguem perdendo ritmo, o que contribui para sustentar os preços internacionais. Ao mesmo tempo, o mercado interno da Rússia registra queda nos valores pagos pelo cereal.

Leia mais:  Abertura de mercado agropecuário no Marrocos, no Iraque, em Singapura e na Argentina
Soja sobe em Chicago, sustentada por fatores externos

A soja também avança na Bolsa de Chicago, acompanhando o movimento positivo do trigo. A alta é apoiada por fatores externos ligados à geopolítica e à valorização do petróleo, apesar de fundamentos comerciais mais enfraquecidos.

As compras da China permanecem abaixo do esperado, em um contexto influenciado por decisões políticas e pela competitividade do produto sul-americano — especialmente o brasileiro e o argentino, que seguem mais baratos que o norte-americano. No mercado interno, os preços no Paraná se mantêm estáveis no dia, com ligeiras altas acumuladas ao longo do mês.

Milho acompanha alta externa, mas B3 recua

O milho também apresenta valorização na CBOT, impulsionado pelo mesmo ambiente positivo observado nos demais grãos. Já na B3, os contratos futuros recuam, enquanto o mercado físico nacional registra leve alta diária e ganhos no acumulado mensal.

Com o câmbio sem referência devido ao feriado, os ajustes nos preços domésticos permanecem limitados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia mais:  IFPA lança campanha de melão e melancia para o verão com foco na qualidade da safra

Comentários Facebook

Agro

Modernização das plantas de fertilizantes é essencial para reduzir custos e fortalecer a indústria no Brasil

Published

on

Brasil depende de importações e movimenta 45 milhões de toneladas de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes registrou a entrega de aproximadamente 45 milhões de toneladas em 2025, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Apesar do volume expressivo, o setor segue altamente dependente do mercado externo: cerca de 85% dos nutrientes utilizados no país são importados, de acordo com dados do Comex Stat. Essa operação movimenta aproximadamente US$ 15 bilhões por ano.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência externa até 2050

Diante desse cenário, a modernização das plantas industriais é uma das diretrizes centrais do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), coordenado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Insumos Nutricionais (Confert).

O objetivo do programa é reduzir a dependência externa do Brasil para cerca de 45% até 2050, fortalecendo a produção nacional e a competitividade do setor.

Eficiência no processamento é chave para manter margens do setor

Com os preços dos fertilizantes atrelados ao dólar, a eficiência operacional nas unidades de mistura e processamento se torna um dos principais fatores de controle de custos da indústria.

Leia mais:  Abertura de mercado agropecuário no Marrocos, no Iraque, em Singapura e na Argentina

Segundo Franklin Oliveira, diretor LATAM do setor de Indústria e Portos da AGI Brasil, a modernização é fundamental para garantir viabilidade econômica e segurança operacional.

“O fertilizante é um ativo dolarizado e um dos itens de maior peso na planilha do produtor. O rigor na dosagem assegura que o insumo entregue corresponda exatamente ao formulado, evitando desperdícios de matéria-prima cara”, afirma.

Falhas na mistura podem gerar riscos regulatórios e perdas financeiras

Além do impacto econômico, o especialista alerta que falhas no processo de mistura podem comprometer a conformidade do produto.

Sem sistemas de controle precisos, o fertilizante final pode apresentar variações na composição química, resultando em lotes fora das especificações exigidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Segregação de materiais é um dos principais desafios técnicos da indústria

Um dos principais gargalos do setor está na dificuldade de homogeneizar matérias-primas com diferentes densidades e tamanhos de partículas.

Segundo Franklin Oliveira, quando esses componentes são movimentados juntos, ocorre a segregação física, em que partículas menores tendem a se concentrar em determinadas áreas do fluxo, enquanto as maiores se deslocam para outras regiões, comprometendo a uniformidade do produto.

Leia mais:  Banco Mundial revisa para baixo crescimento da América Latina em 2026 diante de desafios estruturais
Automação reduz perdas e melhora precisão na produção

Para reduzir essas perdas, a adoção de sistemas automatizados é apontada como fundamental.

De acordo com benchmarks industriais, processos com baixa automação ou dependência de ajustes manuais podem gerar perdas de nutrientes entre 1% e 3% do volume total processado.

Sistemas de fluxo contínuo com monitoramento digital permitem ajustes em tempo real, compensando variações como umidade e densidade dos lotes, aumentando a precisão da mistura.

Automação e precisão definem futuro da indústria de fertilizantes

Com o avanço da tecnologia, o setor tende a ampliar o uso de soluções automatizadas para garantir maior padronização e eficiência produtiva.

Para Franklin Oliveira, a capacidade de manter homogeneidade em escala industrial será determinante para a competitividade global da indústria brasileira.

“A capacidade de manter a homogeneidade em escala industrial é o que permitirá ao Brasil produzir fertilizantes especiais e de liberação controlada com o mesmo rigor das principais potências globais. Não se trata apenas de movimentar carga, mas de assegurar que a engenharia de precisão atue como o núcleo da inteligência financeira da planta”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262