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Exportações de mel brasileiro recuam em volume, mas receita cresce com valorização no mercado internacional

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O mel brasileiro registrou um avanço expressivo no faturamento em 2025, mesmo diante da queda no volume exportado. Segundo dados do Agrostat Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o país embarcou 32.545 toneladas de mel in natura entre janeiro e novembro de 2025, uma redução de 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar da retração em volume, a receita total atingiu US$ 109,75 milhões, o que representa alta de 20,5% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pela valorização do produto no mercado internacional, reflexo da menor oferta global e da alta dos preços médios de exportação.

Preço do mel brasileiro atinge recorde histórico em 2025

O preço médio nacional do mel exportado chegou a US$ 3.372,26 por tonelada — equivalente a US$ 3,37 por quilo —, um aumento de 29,2% em relação a 2024. O cenário reflete a redução da oferta mundial, ao mesmo tempo em que o produto brasileiro mantém boa reputação de qualidade e enfrenta barreiras comerciais mais rígidas em alguns mercados.

Minas Gerais lidera as exportações; Paraná e Piauí se destacam

No ranking estadual, Minas Gerais se manteve como líder nacional nas exportações de mel em 2025, com 6.993 toneladas embarcadas e faturamento de US$ 23,73 milhões.

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Em segundo lugar aparece o Piauí, com 6.504 toneladas e receita de US$ 21,46 milhões, seguido pelo Paraná, que ocupou a terceira posição com 5.811 toneladas exportadas e faturamento de US$ 19,49 milhões — mais do que o dobro do registrado em 2024.

Santa Catarina e Ceará completam o grupo dos cinco principais estados exportadores, ambos registrando alta no valor médio do mel exportado em comparação ao ano anterior.

Estados Unidos seguem como principal destino, mas sobretaxa de 50% afeta vendas

Os Estados Unidos continuam sendo o principal comprador do mel brasileiro, respondendo por 84,8% das exportações totais, o equivalente a 27.606 toneladas e US$ 92,8 milhões em receita.

Entretanto, o setor foi fortemente impactado pela tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano, em vigor desde 6 de agosto de 2025, conforme decisão do presidente Donald Trump. A medida atingiu diretamente as exportações apícolas, provocando oscilações bruscas nos embarques.

Em agosto, houve antecipação de compras pelos importadores, elevando o volume embarcado para 2.941 toneladas, 25% acima do mesmo mês de 2024. Já em setembro, os efeitos da sobretaxa ficaram evidentes: o volume caiu 19%, embora a receita tenha crescido, sustentada pelo aumento de 37,4% no preço médio da tonelada.

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Tarifa mantém pressão sobre preços e preocupa setor apícola

O impacto negativo da medida se intensificou nos meses seguintes. Mesmo após o governo dos EUA reduzir tarifas sobre outros produtos brasileiros em novembro, o mel permaneceu sujeito à taxa de 50%, limitando a competitividade do produto.

Em novembro de 2025, os EUA importaram apenas 1.433 toneladas, queda de 62,9% no volume e 69,9% na receita frente ao mesmo mês de 2024.

A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) alerta que a continuidade da tarifa preocupa os produtores. Em novembro, o preço médio por tonelada caiu para US$ 2.204,90, recuo de 18,6% em relação ao ano anterior. Além da sobretaxa de 50%, o mel brasileiro já enfrentava uma tarifa adicional de 8,04% para entrada no mercado norte-americano.

Perspectivas para o setor

Mesmo diante das barreiras comerciais, o mercado apícola brasileiro demonstra resiliência, sustentado por produtos de alta qualidade e crescimento na valorização internacional. A expectativa é que novos mercados sejam explorados em 2026, reduzindo a dependência dos Estados Unidos e fortalecendo a diversificação das exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Resistência parasitária na pecuária avança e acende alerta no controle sanitário dos rebanhos

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A resistência parasitária tem se consolidado como um dos principais desafios sanitários da pecuária bovina no Brasil, com impactos diretos na produtividade, no ganho de peso dos animais e nos custos de produção. O fenômeno ocorre quando parasitas deixam de responder a moléculas antes eficazes, em grande parte associado ao uso inadequado e repetitivo de antiparasitários ao longo do tempo.

Estimativas do setor indicam que os prejuízos causados por parasitas podem chegar a R$ 70 bilhões por ano, afetando toda a cadeia produtiva da pecuária.

Resistência já é realidade em vermes e carrapatos no Brasil

Estudos realizados no país apontam que a resistência parasitária já está amplamente disseminada nos rebanhos bovinos.

Entre os principais agentes envolvidos estão vermes gastrointestinais como Haemonchus, Cooperia, Trichostrongylus e Oesophagostomum, que já apresentam resistência a diferentes classes de vermífugos.

O problema também é observado no controle do carrapato bovino. No Rio Grande do Sul, análises indicam que 95% das amostras apresentaram resistência a pelo menos um carrapaticida, enquanto 45% demonstraram resistência a quatro ou mais produtos utilizados no manejo sanitário.

Impacto na pecuária brasileira preocupa setor exportador

O avanço da resistência ocorre em um momento em que o Brasil mantém posição de liderança global na exportação de carne bovina, com embarques que ultrapassaram 700 mil toneladas no primeiro trimestre do ano, representando crescimento próximo de 20% em relação ao mesmo período anterior.

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Especialistas alertam que a perda de eficiência no controle parasitário compromete diretamente o desempenho dos rebanhos, reduzindo ganhos de peso, eficiência alimentar e competitividade da cadeia produtiva.

Uso inadequado de antiparasitários é principal fator de resistência

Segundo o médico veterinário e gerente técnico de antiparasitários da Zoetis Brasil, Elio Moro, o avanço da resistência está ligado principalmente à pressão de seleção causada por práticas inadequadas no campo.

Entre os principais fatores estão aplicações frequentes sem critério técnico, dosagens incorretas, uso desnecessário em determinadas categorias animais e escolha inadequada de princípios ativos.

“O grande desafio hoje não é apenas tratar, mas preservar a eficácia das moléculas disponíveis, com uma abordagem mais estratégica e sustentável, baseada em prevenção, monitoramento e uso criterioso dos antiparasitários”, destaca o especialista.

Estratégias integradas ganham força no controle sanitário

Diante do avanço da resistência, especialistas reforçam a necessidade de estratégias mais amplas e integradas no controle parasitário, combinando diferentes mecanismos de ação e manejo sanitário.

Entre as soluções destacadas pelo setor está o uso de produtos com associações de princípios ativos, capazes de ampliar o espectro de ação e atuar inclusive sobre cepas resistentes.

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Nesse contexto, soluções como Valcor™ são citadas como alternativas de controle mais abrangente, contribuindo para a redução de perdas produtivas, melhoria do ganho de peso e fortalecimento da sanidade animal.

Manejo sustentável é decisivo para conter avanço da resistência

A recomendação técnica aponta que o controle da resistência parasitária depende de uma abordagem contínua, envolvendo diagnóstico da carga parasitária, rotação de princípios ativos e adoção de boas práticas de manejo de pastagens.

Esse conjunto de medidas é considerado essencial para reduzir a pressão seletiva sobre os parasitas e prolongar a eficácia dos tratamentos disponíveis.

Setor reforça foco em inovação e produtividade no campo

Com o avanço dos desafios sanitários, empresas do setor reforçam o investimento em inovação, suporte técnico e desenvolvimento de soluções voltadas à sustentabilidade produtiva.

A expectativa é de que a adoção de estratégias mais estruturadas contribua para melhorar a eficiência sanitária dos rebanhos e garantir maior rentabilidade à pecuária brasileira nos próximos ciclos produtivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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