Agro
Dólar recua levemente com atenção voltada a votações em Brasília sobre tributação e orçamento
O dólar iniciou a terça-feira (2) em leve baixa frente ao real, em um pregão marcado pela cautela dos investidores. Por volta das 9h05, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,35, com recuo de 0,27%. Na B3, o contrato futuro de janeiro — o mais negociado no momento — também registrava queda de 0,16%, sendo negociado a R$ 5,38.
O movimento reflete a expectativa em torno das decisões políticas em Brasília, especialmente as votações sobre o Projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o aumento da tributação de fintechs e casas de apostas (“bets”), temas que podem afetar diretamente as contas públicas e a percepção de risco fiscal do país.
Tributação de fintechs e apostas volta à pauta do Senado
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado retoma nesta terça-feira (2) a análise do PL 5.473/2025, que propõe ajustes nas alíquotas aplicadas às instituições financeiras digitais e ao setor de apostas.
A proposta prevê elevação gradual da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs e aumento na tributação sobre a receita bruta das apostas on-line, medida que deve gerar impacto significativo no segmento e ampliar a arrecadação federal.
O avanço ou a rejeição do projeto tende a influenciar diretamente o comportamento do câmbio, uma vez que o mercado monitora com atenção os efeitos dessas medidas sobre o equilíbrio fiscal.
Mercado monitora cenário interno e externo
Além das discussões no Congresso, o mercado acompanha o cenário internacional, onde o dólar apresenta desempenho misto frente a outras moedas. O comportamento global da moeda é afetado por dados econômicos dos Estados Unidos e pelas expectativas quanto aos próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação às taxas de juros.
No Brasil, o Banco Central realiza nesta terça-feira um leilão de 50 mil contratos de swap cambial, voltado à rolagem de vencimentos de 2 de janeiro. A operação tem como objetivo suavizar eventuais pressões no câmbio.
Perspectivas
Na segunda-feira (1), o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,47%, cotado a R$ 5,36, após uma sessão de ajustes e movimentos técnicos. Apesar da leve queda observada nesta manhã, analistas destacam que o ambiente segue volátil, com investidores atentos à condução da política fiscal e monetária no país.
De acordo com especialistas, o comportamento do câmbio deve permanecer dependente das decisões em Brasília e do fluxo de capitais estrangeiros, além da trajetória da moeda no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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