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No Paraná, verão chega com muito calor, mas o Natal será de chuva no Estado

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As temperaturas passaram de 30ºC em todas as regiões do Paraná neste domingo, 21 de dezembro, início oficial do verão. O tempo seguirá muito quente durante toda a semana, mesmo com registro de chuva até quarta-feira (24) no Oeste, Sudoeste e Centro-Sul. Na quinta-feira de Natal, 25 de dezembro, uma frente fria trará chuva para as outras regiões do Estado. 

Neste domingo, apenas 18 estações meteorológicas tiveram temperaturas abaixo dos 30°C. Mesmo nas cidades onde as máximas foram mais baixas, o dia foi quente: Ventania (INMET) registrou 27,8°C; Santa Maria do Oeste teve 25,6°C; Palmas teve 26,4°C; Guarapuava registrou 27,5°C; a nova estação do Simepar em General Carneiro registrou 23,8°C; e Clevelândia (INMET) teve 25,4°C.

Uma frente fria que atua na altura do Rio Grande do Sul impactou o tempo no Paraná, trazendo chuva para a faixa Oeste. No domingo, os maiores acumulados de chuva foram em Foz do Iguaçu (42 mm), Santa Helena (31 mm), Marechal Cândido Rondon (INMET) (19,4 mm), São Miguel do Iguaçu (18,4 mm), e Planalto (INMET) (16,2 mm). 

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O mesmo sistema ainda pode trazer chuva todos os dias até quarta-feira (24) nas mesmas regiões. “No Oeste, Sudoeste e Centro Sul há condição para pancadas de chuva principalmente a partir do período da tarde. Não se descarta a ocorrência de tempestades em alguns momentos do dia”, afirma Samuel Braun, meteorologista do Simepar. 

Apesar da chuva, as temperaturas não vão diminuir, e seguem ultrapassando os 30°C em todo o Estado, pontualmente atingindo até 36°C no Noroeste. “Estamos com um bloqueio atmosférico, que é quando os ventos em diferentes níveis da atmosfera impedem o avanço de sistemas frontais, instáveis, em direção a uma determinada região. Esse bloqueio atua atualmente no Sudeste do Brasil, mas atinge também parte do Paraná, principalmente os setores mais ao norte e mais a leste, ou seja, Região Metropolitana de Curitiba, Litoral, Norte e Noroeste”, detalha Samuel.

NATAL – A partir de quinta-feira, dia de Natal, o bloqueio atmosférico perde intensidade e uma frente fria deve avançar pelo oceano, na altura do Paraná. Isso possibilitará o aumento da umidade em todas as regiões paranaenses. “Teremos na quinta-feira um ambiente mais instável, sujeito a tempestades em praticamente todas as regiões. O tempo segue abafado, mas no Oeste e Sudoeste não esquenta tanto”, explica Samuel.

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Na sexta-feira (26) ainda há previsão de chuva, porém em condições típicas de verão: tempo abafado e chuva de curta duração principalmente durante o período da tarde, em todas as regiões do Paraná.

Fonte: Governo PR

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Seca recua em várias regiões do Paraná, aponta monitor nacional

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Com o recuo da seca fraca, o extremo Noroeste, Norte, Norte Novo e região Central do Paraná são as áreas que não têm mais nenhum registro de seca relativa no Estado. É o que aponta o Monitor de Secas, divulgado nesta quarta-feira (17). O estudo da Agência Nacional de Águas é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná.

Também houve recuo da área com seca moderada no Norte Pioneiro, Noroeste, Campos Gerais, norte da Região Metropolitana de Curitiba e de cidades no Sul, próximas à divisa com Santa Catarina. Por outro lado, foi registrado avanço da seca moderada em cidades do Sudoeste e Oeste que ficam na área de fronteira com o Paraguai e a Argentina.

“A chuva foi acima da média no último bimestre em algumas regiões, o que motivou o recuo da seca. Já na área de fronteira a chuva ficou abaixo da média nos últimos meses, o que levou ao avanço da área com registro de seca moderada”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar que participa do Monitor de Secas.

Os impactos são de curto e longo prazo no Centro-Leste e Nordeste do Paraná, ou seja, podem ter reflexos na agricultura, e de curto prazo nas demais áreas, interferindo também nas atividades agrícolas.

O Boletim Agroclimático do Simeagro, divulgado em maio, aponta que o milho, já em proximidade de colheita, estava com uma área cultivada estimada em 2,9 milhões de hectares – a maior área já registrada para a cultura no Paraná. Já o trigo, favorecido pelas condições de umidade do solo, avançou para 67% da área prevista no Estado.

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CHUVAS – Em maio, entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica para mês. Em 18 delas, o volume médio histórico foi atingido nos primeiros dez dias de maio.

Com mais chuva, a temperatura média ficou dentro a abaixo da média histórica em todo o Paraná. As temperaturas mais baixas de maio de 2026 também foram as mais baixas do ano até o momento, registradas entre os dias 11 e 13, datas em que também houve registro de geada em cidades da metade sul do Estado, e chuva congelada em General Carneiro. 

A temperatura mais baixa foi -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. A sensação térmica chegou a -7°C em General Carneiro na mesma data, devido ao vento na região.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

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O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quarta-feira (17), não há registro de seca extrema ou seca excepcional em nenhum estado. A seca grave está concentrada em uma pequena área de São Paulo. A seca moderada, além de atingir o Oeste e Sudoeste do Paraná, é registrada no Noroeste de Santa Catarina e em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Leste do Mato Grosso do Sul, Oeste do Rio de Janeiro, Sudeste do Tocantins, em várias áreas do Nordeste e em pequenas áreas ao Oeste da Amazônia.

A seca fraca está espalhada por todas as regiões do país. Os únicos estados que não têm nenhum registro de seca relativa no mapa de maio do Monitor de Secas são Roraima, Amapá e Mato Grosso.

Fonte: Governo PR

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