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Em Brasília, MMA promove oficina para avançar na regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, entre os dias 10 e 12 de dezembro, em Brasília (DF), uma oficina sobre a regulamentação das Áreas de Proteção Ambiental (APAs). A iniciativa integra a etapa final de elaboração da minuta que vai orientar a gestão e regulamentação das APAs, categoria de unidade de conservação enquadrada no grupo de uso sustentável do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

O processo de regulamentação das APAs é conduzido há mais de um ano pelo Departamento de Áreas Protegidas do MMA, com apoio do Projeto GEF Áreas Privadas, o que incluiu entrevistas com gestores, oficinas temáticas e a realização da oficina presencial, com participação da sociedade civil e de representantes dos três níveis de governo e de instituições.

A oficina presencial ocorreu na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e integra o processo de construção da minuta de decreto que irá regulamentar a categoria e orientar a gestão das APAs no Brasil.

Durante o encontro, a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, destacou o papel das APAs na política ambiental e sua relação com políticas públicas em implementação no país.

“As pessoas vivem nas APAs, participam dos conselhos e desenvolvem seus modos de vida nesses territórios, o que precisa ser considerado na regulamentação. Atualmente, políticas como a Estratégia e o Plano de Ação Nacional para a Biodiversidade (Epanb), o Planaveg, o Plano Clima e os planos de ação territoriais dialogam com o papel das APAs na conservação da biodiversidade, na qualidade de vida da população e no enfrentamento da mudança do clima”, afirmou.

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Rita também mencionou compromissos assumidos pelo Brasil, como a meta de desmatamento zero, a restauração de 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030 e a conexão de 30% do território nacional por meio de corredores ecológicos, destacando a contribuição das APAs para o cumprimento dessas metas, especialmente em áreas extensas com presença de terras públicas e privadas.

Processo participativo e construção da minuta

O processo envolveu órgãos que atuam em unidades de conservação, com participação de representantes dos três níveis de governo e das instituições federais. Segundo Bernardo Issa, coordenador-geral do SNUC, o trabalho chega agora a uma fase-chave.

“Estamos depurando todas as contribuições recebidas ao longo desse processo — das entrevistas, das oficinas temáticas e da oficina presencial — para consolidar uma minuta de decreto. A partir daí, teremos um processo de consulta dentro do MMA e, posteriormente, uma consulta pública. Além disso, teremos um segundo produto, que é um caderno de diretrizes com boas práticas para a gestão das APAs”, explicou.

Bernardo destacou também que a regulamentação da categoria é estruturante para o sistema de unidades de conservação, considerando que as APAs representam metade da área de unidades de conservação do país e onde vive 5% da população brasileira total ou parcialmente em seus territórios.
“A importância dessa entrega é dar mais clareza e homogeneidade à aplicação da categoria, respeitando a diversidade das APAs, mas garantindo um mínimo de balizamento para que sejam compreendidas como parte de um sistema nacional integrado”, afirmou.

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Hoje, o Brasil conta com 530 Áreas de Proteção Ambiental registradas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), somando mais de 131,5 milhões de hectares nas três esferas de governo. Apesar dessa ampla adoção territorial, a categoria ainda enfrenta desafios relacionados à ausência de regulamentação específica, conforme previsto no Decreto nº 4.340/2002.

A regulamentação em construção busca enfrentar esses desafios e fortalecer a gestão das APAs como instrumentos fundamentais para conciliar conservação da biodiversidade, uso sustentável dos recursos naturais e desenvolvimento econômico e social.

Apoio de projetos estruturantes

Bernardo Issa também ressaltou a importância de iniciativas como o Projeto GEF Áreas Privadas para viabilizar o avanço da agenda.

“Projetos como o GEF Áreas Privadas são fundamentais, porque as APAs têm essa peculiaridade de reunir terras públicas e privadas. O projeto permitiu enfrentar o desafio da gestão das APAs, apoiando a construção, formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas que intermediam a relação entre propriedade privada, conservação e interesse público”, destacou.

A previsão é de que a minuta do decreto de regulamentação das APAs e o caderno de diretrizes de gestão avancem para consulta pública nos próximos meses.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Vinculadas ao MCTI terão R$ 100 milhões para a manutenção de equipamentos de pesquisa

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Equipamentos científicos são fundamentais para o avanço de pesquisas, o desenvolvimento de novas tecnologias e a solução de demandas vindas da população. Com esse objetivo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram uma chamada pública de até R$ 100 milhões para a manutenção preventiva e corretiva de equipamentos de pesquisa das unidades vinculadas ao ministério. A verba é do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). 

A iniciativa integra o Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa Científica e Tecnológica (Proinfra 2026) e busca garantir a continuidade das atividades em laboratórios, centros de pesquisa e instituições estratégicas para o desenvolvimento nacional. Os recursos poderão ser utilizados para recuperar equipamentos, adquirir peças de reposição, contratar serviços especializados, atualizar softwares e outras despesas diretamente relacionadas à manutenção da infraestrutura científica existente. 

“Quando garantimos que nossos laboratórios continuem operando plenamente, estamos protegendo investimentos públicos já feitos e assegurando que o conhecimento continue sendo produzido no Brasil”, destaca a ministra do MCTI, Luciana Santos. 

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Como participar 

Podem participar da seleção as unidades de pesquisa vinculadas ao MCTI e organizações sociais qualificadas como instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) com contrato de gestão firmado com o ministério. As inscrições são exclusivamente pela Plataforma de Apoio e Financiamento da Finep. As entidades interessadas precisam ter cadastro aprovado na plataforma. 

Os projetos poderão contemplar até 20 equipamentos de pesquisa por proposta. São elegíveis materiais com valor original de aquisição igual ou superior a R$ 100 mil. Os recursos não poderão ser utilizados para compra de novos equipamentos, apenas para manutenção dos já existentes. 

A avaliação levará em conta critérios como a relevância para as atividades de pesquisa, o impacto causado pela interrupção do funcionamento, a inexistência de alternativas semelhantes na instituição e a consistência técnica da proposta apresentada. 

Proinfra 2026
Proinfra 2026

Proinfra 

O Proinfra, financiado pelo FNDCT e operado pela Finep, apoia a recuperação, modernização, ampliação e fortalecimento da infraestrutura de pesquisa do País. A iniciativa financia laboratórios, equipamentos multiusuários, centros de pesquisa e ambientes destinados a atividades científicas e tecnológicas. O programa é uma das principais ferramentas do Governo do Brasil para ampliar a capacidade nacional de pesquisa e inovação em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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