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Brasil

Ponte entregue pelo presidente Lula e por Renan Filho inaugura novo corredor logístico entre Brasil e Paraguai

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A integração sul-americana e o desenvolvimento logístico entre Brasil e Paraguai avançam para um novo patamar com a inauguração da Ponte da Integração, segunda ligação rodoviária sobre o Rio Paraná, em Foz do Iguaçu (PR). A obra foi oficialmente entregue nesta sexta-feira (19) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e terá o tráfego liberado de forma gradual.

“Após décadas de discussões e estudos técnicos, essa importante obra está entregue. Enquanto alguns defendem muros e barreiras, nós, latino-americanos, brasileiros e paraguaios, construímos pontes. Quem ganha com isso é o povo, a economia e a paz entre os países”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ponte recebeu investimento total de R$ 1,9 bilhão, financiado pelos dois países. Na primeira fase, a travessia será destinada a caminhões sem carga, seguindo etapas coordenadas pelos órgãos de fiscalização. A obra também ajudará a desafogar o tráfego da Ponte Internacional da Amizade e ampliar a capacidade logística da fronteira.

“Hoje, as obras do lado brasileiro estão concluídas, assim como a rodovia Perimetral que dá acesso à estrutura. A partir de amanhã, vamos liberar o fluxo de caminhões, fortalecendo a conexão com o Paraguai e promovendo a integração regional do Mercosul. Essa entrega é resultado do trabalho do Governo do Brasil em defesa do povo”, celebrou Renan Filho.

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Estrutura

A ponte possui engenharia diferenciada, com estrutura estaiada, suspensa por cabos, e geometria assimétrica. São 760 metros de extensão, com vão livre central de 470 metros, o maior da América Latina, e duas pistas simples com 3,6 metros de largura cada. As torres de sustentação têm 190 metros de altura, equivalentes a edifícios de aproximadamente 54 andares.

O financiamento da obra foi realizado pela margem brasileira da Itaipu Binacional, que aportou R$ 727 milhões, destinados à construção da ponte e às obras de acesso.

Perimetral Leste

A funcionalidade da Ponte da Integração Prefeito Jaime Lerner está diretamente associada a um conjunto de intervenções no lado brasileiro, com destaque para a Perimetral Leste. Com 14,7 quilômetros de extensão, a rodovia conecta a BR-277 à ponte, desviando o tráfego de caminhões do centro urbano de Foz do Iguaçu e contribuindo para a mobilidade urbana e a segurança viária. A obra inclui ainda duas novas aduanas e seis viadutos. Na primeira semana de operação, mais de 10 mil veículos já utilizaram a via.

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“A ponte será um motor de prosperidade para Foz do Iguaçu e região. Ao otimizar o fluxo comercial e turístico, estamos não apenas entregando uma infraestrutura moderna, mas promovendo um reordenamento urbano que devolve qualidade de vida à população”, destacou Enio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional.

Cronograma de funcionamento

A previsão de liberação total para veículos de carga é entre o final de 2026 e o início de 2027, condicionada à conclusão do Corredor Metropolitano del Este, no lado paraguaio, garantindo plena infraestrutura de acesso.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Brasil

Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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